TEMPOS SOMBRIOS - UM MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO

 

TEMPOS SOMBRIOS - UM MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO

Manuel Begonha
Presidente da Assembleia Geral

 

Estamos a atravessar um período cujo futuro é incerto, devido aos acontecimentos que se precipitam na Rússia, China, nos BRICS e em Taiwan.
1. RUSSIA

Por razões políticas, económicas e estratégicas, que veremos adiante, é prioritário para os EUA, travar o desenvolvimento da Rússia, pelo que logo após o fim da guerra fria, tem vindo a ser planeada a respectiva concretização. Após o que vem sucedendo na Ucrânia, não é de excluir, que um desespero irracional poderá conduzi-los a novas provocações, que tanto poderão ocorrer na Polónia, na Finlândia, ou na Noruega, sempre através da NATO, e que no limite poderia levar a uma confrontação com recurso à arma atómica.
Mas antes de hipoteticamente se atingir esta solução extrema, poderemos antecipar o que se vai seguir, lendo a opinião de vários autores norte-americanos de diferentes quadrantes políticos de Henry Kissinger a Noam Chomsky, Michael Hudson, Mathew Ehret, John Foster, John Mearsheimer, Glenn Greenwald e muitos outros.
Mas será muito relevante consultar os estudos e a doutrina da RAND CORPORATING, enviados para o Pentágono, onde está liminarmente descrita a estratégia delineada a prazo para tentar enfraquecer e neutralizar a Rússia. (1).
Na impossibilidade de reproduzir este documento devido à correspondente dimensão que se desenvolve num Prefácio, num Sumário, e nove Capítulos com Recomendações e Conclusões, ao longo de 279 páginas, 
pela sua importância, transcrevo os títulos de alguns capítulos.
Nota: A tradução do inglês foi de minha autoria.

Capítulo três

Medidas económicas
1. Impedir as exportações de petróleo
2. Reduzir as exportações de gás natural e impedir a expansão de gasodutos
3. Impor sanções
4. Aumentar a fuga de cérebros russos

Capítulo quatro

Medidas geopolíticas
1. Providenciar ajuda letal à Ucrânia
2. Aumentar o apoio aos rebeldes sírios
3. Promover a mudança de regime na Bielorrússia
4. Explorar tensões no Sul do Cáucaso 
5. Reduzir a influência russa na Ásia Central 
6. Contestar a presença russa na Moldávia 

Capítulo cinco 

Medidas ideológicas e de informação 

Situação actual da legitimidade do regime russo
Ambiente interno russo 
Acções políticas para diminuir o apoio interno ao regime russo 

Capítulo oito

Medidas multimédia e terrestres 

1. Aumentar as forças terrestres dos EUA e da NATO na Europa 
2. Aumentar os exercícios da NATO na Europa 
3. Retirar do tratado INF ( Forças Nucleares de Alcance Intermédio). 
4. Investir em novas capacidades para manipular a Percepção de Risco pela Rússia 

2. CHINA 

O grande medo dos EUA é que a China, com algumas ajudas tecnológicas da Rússia, atinja no prazo de cinco anos a sua paridade económica, científica e militar, não ainda na capacidade de projecção de força mas na de defesa e retaliação, de acordo com a respectiva estratégia continental. 
Para tanto Biden, lançou o " Marco Económico Indo-Pacifico" (MEIP), para isolar a China e lançar para a sua esfera de influência, outros países da Região Ásia Pacífico, como o Japão, a Austrália e a Índia, uma das mais poderosas economias do mundo. 
A estratégia Indo-Pacifico, foca-se na segurança, defesa e cooperação militar e pretende retirar o protagonismo aos problemas económicos da ASEAN ( Associação de Nações do Sudeste Asiático), politizando e militarizando as disputas. 
Desta forma, entra em conflito com a filosofia desta que aponta à cooperação. 
Os responsáveis chineses entendem que o MEIP, não poderá deter a ascensão continua da China, uma vez que os EUA deram uma ajuda limitada à ASEAN, enquanto que aquela conseguiu um apoio tangível ao respectivo processo de integração e centralidade, através da cooperação prática. 

3. BRICS 

Por outro lado os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), procuram expandir - se na América Latina com a aproximação à Argentina e México, coordenando um processo de contornar o dólar, como moeda de troca internacional e de reserva de valor. 
Outro dos objectivos é conter o expansionismo da NATO. 

4. TAIWAN 

Constitui o calcanhar de Aquiles da política externa chinesa, república onde os EUA se esforçam por criar uma situação semelhante ao da Ucrânia e levar a uma crise cuja ultima consequência seja o desenvolvimento de uma guerra com a China. (2) 
Twain para além da sua importância política e geoestrategica, não é industrial nem economicame despicienda. Grande parte do seu comércio externo é feito com a China. 
Mas por exemplo, é o único produtor mundial de semi-condutores da ultima geração. 
A TSNC é a primeira fábrica a produzir chips de sete e cinco nanometros, posteriormente aplicados no micro processador Apple A 14, e que tomou a dianteira na comercialização da tecnologia da litografia Extreme Ultra - Violet (EUV), em grandes volumes. 

Para finalizar, façamos votos para que os EUA não iniciem uma guerra com a China, para resolver as consequências da última que provocou. 
Porque como disse o Secretário de Estado John Foster Dulles, " Os EUA não têm amigos, têm interesses." 

(1) RAND - Extending Rússia- Competing from Advantageous Ground - RR 3O63 de 2019 
(2) RAND - Implications of a Coersive Quarantine of Taiwan by the People Republic of China - RRA 1279-1de 2022



RECORDAR A HISTÓRIA

 

RECORDAR A HISTÓRIA
 
Manuel Begonha
Presidente da Assembleia Geral

Em 1932, Salazar foi empossado no cargo de Presidente do Conselho de Ministros e instituiu o chamado Estado Novo. Uma ditadura que adoptou os métodos do sistema político criado na Itália por Mussolini, denominado fascismo.
Este permitiu um historial de violência sobre o povo português, desde o cerceamento das liberdades cívicas, á utilização do livre arbítrio, até ao assassinato dos opositores ao regime.
Esta política repressiva era suportada por uma polícia política, a PIDE, mais tarde DGS, que dispunha de cerca de 22800 funcionários e milhares de informadores.
O regime era apoiado pelos detentores do capital monopolista, latifundiários, a maioria da Igreja Católica e grande parte das Forças Armadas.
Esta situação manteve-se até à morte de Salazar ocorrida em 1970.
Sucedeu-lhe Marcelo Caetano que pouco alterou, até ao golpe militar de 25 de Abril de 1974, a que se seguiu uma revolução popular, cuja fase mais criativa se verificou durante os 4 Governos Provisórios, presididos pelo General Vasco Gonçalves.
Mas, no entanto, os portugueses não deixaram de promover uma activa luta anti-fascista, não podendo ser esquecido o sacrifício dos que a fizeram na clandestinidade.
 

Almoço comemorativo do 25 de Abril no Seixal - 11 de Maio de 2022

 

Almoço comemorativo do 25 de Abril no Seixal

consolidou uma certeza: “Voltaremos!”

 

 Valdemar Santos
Vogal da Direcção

 

 


Cerca de duas centenas de trabalhadores e eleitos deram corpo ao retomar do almoço comemorativo do 25 de Abril que, a 11 de Maio, uma vez mais teve lugar nas instalações dos Serviços Operacionais da Câmara Municipal do Seixal.

   A apresentação da iniciativa coube a Eurico Durão, Presidente da Associação dos Serviços Sociais das Autarquias do Concelho, promotora de longa data deste evento, vincando que “em Maio também se celebra Abril”. Por duas vezes, na abertura e a encerrar, o Grupo Coral Alentejano da Associação

fez-se bem ouvir, seguindo-se-lhe o responsável da Comissão Sindical, Ricardo Solha, e dos Trabalhadores para a Saúde e Segurança no Trabalho, Ricardo Teigão.

   A Constituição da República Portuguesa e o Poder Local Democrático emanados da Revolução dos Cravos, a luta na sua defesa e pela concretização de todos os seus desígnios, no combate do dia a dia tendo pela frente a política de direita de vários governos submetidos aos ditames dos poderosos do capital e do imperialismo, comprometendo a independência nacional e a solidariedade com os Povos de todo o Mundo - por um Mundo de Paz e Cooperação - foram as traves-mestras das intervenções do 


Sargento António Lima Coelho, em representação da Associação Conquistas da Revolução, e de Joaquim Santos, Presidente da Câmara Municipal (Município do Seixal – home|facebook, a 12 de Maio).


    

 O Centenário de Vasco Gonçalves foi moldura, e o bolo de aniversário e dos parabéns consolidou uma certeza: “Voltaremos!”

 


 

Quando acordarão os Europeus para os seus problemas reais??

 

Quando acordarão os Europeus para os seus problemas reais??

 

 Marques Pinto
Vogal da Direcção

 

 

Decorridos mais de dois meses de conflito aberto e reconhecido internacionalmente, penso que seria altura de alguns dos dirigentes e responsáveis que ocupam as cadeiras do poder político na Europa e nas organizações consideradas como núcleos de poder e decisão(?)  e associações regionais ou pan-europeias, convocarem ou mesmo iniciarem   reuniões onde se analisassem os prejuízos que esta guerra está a trazer aos povos de cerca de três dezenas de países, mais ou menos próximos ou afastados da guerra Ucrânia – Rússia .

 

Penso que todos ou pelo menos uma grande parte da população Europeia mais esclarecida e preocupada já se terá apercebido que este conflito se iniciou de modo aberto e com acções violentas em 2014, mas que na realidade já se travava nos bastidores da NATO e dos seus reais mandantes há pelo menos duas ou três décadas.

 

Mas enfim, até consigo compreender que enquanto não há “barulho” de tiros e granadas nem grandes consequências visíveis, todos vão olhando para o lado e quando se fala nesse tipo de assunto, a resposta invariavelmente que sai é – “essas coisas e esses problemas é para os políticos ...e eu tenho algo mais importante na minha vida com que me preocupar”

 

Enfim, assim infelizmente se foi “desandando” para a actual situação de crise generalizada na Europa com valores de inflação preocupantes, subida de dois digitos nos preços de combustíveis e vários produtos essenciais básicos na alimentação a subirem ou a faltarem no mercado aberto.

 

Penso que será impossível dentro de 3 ou 4 meses qualquer família mesmo de pequeno agregado familiar poder subsistir com o ordenado mínimo, mesmo com uma renda habitacional baixa.

 

Calculo que como é hábito, os nossos governantes irão prometer ajudas e medidas de controlo que mitigarão (?) os problemas.

 

Sem querer ser o pessimista que já está a prenunciar o pior cenárioi...fico aguardando, mas entretanto, talvez comece a pensar seriamente no conselho que um amigo me deu em tom de chalaça...mas que me deixou preocupado:

“Vai aprender ucraniano pois parece que aos refugiados dão paparoca, roupas  e abrigo embora os nossos desempregados continuem a dormir na rua e a fazer fila na Sopa dos Pobres”

 

Comemorações do 48º Aniversário do 25 de Abril na península de Setúbal

 Comemorações do 48º Aniversário do 25 de Abril na península de Setúbal

 Valdemar Santos
Vogal da Direcção

    

O 48º Aniversário do 25 de Abril não podia de deixar contar com a evocação do General Vasco Gonçalves em diversificadas iniciativas pelas quais a Associação Conquistas da Revolução retomou, na Península de Setúbal, uma já histórica tradição que a pandemia nos últimos anos pôs, em parte, em causa.

 

Na Lisnave

Assim, na sexta-feira, dia 22 de Abril, pelas 10h00, o Capitão de Fragata Manuel Carvalho interveio nos Estaleiros Navais da Lisnave/Mitrena, a convite dos Órgãos Representativos dos Trabalhadores, enquanto, pelas 18h00, na Quinta do Conde, no Centro Cultural Social e Recreativo A Voz do Alentejo, a tarefa coube a Valdemar Santos, igualmente,membro da Direcção da ACR.

 

 

 

Na noite de 24, na Baixa da Banheira, o Sargento Lima Coelho participou num jantar-convívio no Ginásio Atlético Clube, em parceria com o Movimento Democrático de Mulheres (MDM), a União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), e não longe, na Moita, esteve o Sargento Vicente Figueira, acolhido pela dinâmica de uma Comissão Popular no Centro Náutico.

 

 

Mantendo-se durante todo o mês no Museu do Trabalho Michel Giacometti, em Setúbal, a Exposição do Centenário de Vasco Gonçalves, promovida pela ACR, igualmente ocupou espaço na Voz do Alentejo, já citada, assim como na vizinha União Desportiva e Recreativa.

 

 

 

Mas no próprio dia da Liberdade, 25 de Abril, em pleno Parque da Vila, Vasco Gonçalves da mesma maneira esteve presente, bem a descoberto, sendo de registar, como computo final, muitas dezenas de visitantes nos vários sítios, com destaque para o Grupo Coral Voz do Alentejo, o Grupo Musical Quinta Condense e um numeroso conjunto de utentes do Centro de Dia do Centro Comunitário local.

 



 

E já neste Maio que prossegue Abril, no próximo dia 11 o Sargento Lima Coelho volta ao almoço-convívio que a Associação dos Serviços Sociais dos Trabalhadores das Autarquias do Seixal desde há muitos anos promovem, naturalmente com a presença de eleitos dos vários órgãos.


Intervenção proferida por Manuel Begonha, presidente da Assembleia Geral da ACR, quando do lançamento do Comité Lula Portugal, ocorrido no dia 26 de Abril, na Casa do Alentejo.

 

Intervenção proferida por Manuel Begonha, presidente da Assembleia Geral da ACR, quando do lançamento do Comité Lula Portugal, ocorrido no dia 26 de Abril, na Casa do Alentejo. 

 

A sessão foi presidida pelo Secretário Internacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Roménio Pereira, que referiu que iria entregar pessoalmente este texto a Lula.

 

 

UMA NOVA GUERRA FRIA

UMA NOVA GUERRA FRIA

 

Manuel Begonha
Presidente da Mesa da Assembleia Gera
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Estamos a viver as sequelas de um choque de sistemas económicos, a industrialização socialista de modelo chinês versus o capitalismo financeiro neoliberal.
Trata-se de uma nova guerra fria contra a China e seus potenciais aliados económicos, como a Rússia, a Ásia Central, Sul e Leste Asiático.
O processo teve como causa próxima a necessidade que a Rússia teve de desenvolver a defesa preventiva das duas províncias do leste ucraniano, com a sequente invasão que serviu de pretexto para impor um severo programa de sanções há muito projectado pelos EUA e que a UE diligentemente seguiu.
Não deixamos de estar perante uma guerra por procuração entre a China e os EUA, tendo sido a Rússia a escolhida como o primeiro alvo a abater.
O comércio e investimento europeus, até ao desencadear desta guerra, desenvolviam-se com crescente vantagem mútua entre a Alemanha e outros países e a Rússia e China.
A energia fornecida em abundância a preço competitivo, iria dar um salto relevante com o gasoduto Nord Stream 2.
Chegariam divisas à Europa para pagar estas importações, com a exportação para a Rússia de mais produtos manufacturados industriais, como os da indústria automóvel, para além de variados investimentos financeiros.
Este comércio e investimento bilateral foi travado por um longo prazo, uma vez que a NATO - essa relíquia sobrante da guerra fria que tem feito mais estragos do que prevenção - confiscou as reservas estrangeiras da Rússia em euros e libras esterlinas.
Estamos assim a ser conduzidos a uma modalidade de guerra total, em que a moeda, ou seja o factor dólar é utilizado como instrumento determinante.
Biden disse recentemente "que as sanções económicas são um novo tipo de política com o poder de infligir danos que rivalizam com o poder militar".
Não implicando Forças Armadas, provoca danos dificilmente reversiveis pelo oponente.
Os EUA estão também determinados a gerir a Europa a todo o custo.
Mas, a balança de pagamentos da UE e a taxa de câmbio do euro em relação ao dólar, irão ser afectados.
Para não verem o fornecimento cortado, os europeus terão de pagar o gás russo em rublos.
O gás, petróleo e cereais russos passarão a ser comprados aos EUA, bem como ocorrerá um enorme incremento na importação de armamento.
O Gás Natural Liquefeito (GNL) dos EUA, será muito mais caro e o respectivo fornecimento apenas normalizará com a construção de capacidade portuária suficiente , o que irá demorar.
A escassez de energia aumentará significativamente o preço mundial do gás e petróleo.
Os preços dos alimentos irão subir bem como os fertilizantes, face à interrupção das importações da Rússia e da Ucrânia.
Estas perturbações comerciais  deixarão em aberto a forma como a UE equilibrará os seus pagamentos aos EUA.
Por outro lado devido ao aumento dos interesses proteccionistas daqueles, as exportações entrarão mais dificilmente, agravadas com a entrada em declínio do comércio livre global.
É lamentável que a UE não se tenha apercebido do enorme embuste em que se deixou envolver, nem sequer se preocupando em valorizar a vida do povo ucraniano, ao não fazer qualquer esforço visível para acabar com esta guerra.

Ver: Bruno Beaklini- Monitor do Médio Oriente
Michael Hudson - The vineyard of the saker

Centenário de Vasco Gonçalves percorre a Quinta do Conde

 

 

Centenário de Vasco Gonçalves percorre a Quinta do Conde

 

 

    

Dando cada vez mais força aos Governos presididos pelo General Vasco Gonçalves, promotores de profundas alterações sociais e económicas que no período revolucionário operaram em Portugal, incluindo o salário mínimo, o subsídio de férias e de desemprego e a licença de parto, entre outras, a Freguesia da Quinta do Conde, Concelho de Sesimbra, vai mostrar publicamente a Exposição do Centenário do Nascimento do General Vasco Gonçalves com o empenhamento do Fórum Quintacondense e da Rádio Quinta do Conde, num périplo que compreende, de 18 a 24 de Abril o Centro Cultural Social e Recreativo A Voz do Alentejo (onde às 18 horas do dia 22 intervirá, em nome da Associação Conquistas da Revolução, promotora da Exposição, Valdemar Santos, membro da Direcção), e de 26 a 27 a União Desportiva e Recreativa da Quinta do Conde, que igualmente assumem as Comemorações.

    No Dia da Liberdade, 25, no Parque da Vila, em actividades diversificadas, assim também Vasco Gonçalves lá estará.

 


 


 O DIREITO À INFORMAÇÃO

Manuel Begonha
Presidente da Assembleia Geral 
 
O Artigo 37 da Constituição da República diz o seguinte :
"1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura. "
 
É sabido que em todas as guerras, sem excepção da que ocorre actualmente na Ucrânia, a verdade é muitas vezes maltratada.
Sendo nós um país supostamente livre, com que direito é que a UE e por seguidismo o nosso governo, permite a censura aos canais de informação russos, impedindo-me assim, de ser eu a julgar o que é verdade ou mentira, de acordo com os acontecimentos relatados.

 

Exposição do Centenário de Vasco Gonçalves da ACR chegou a Setúbal

 

Exposição do Centenário de Vasco Gonçalves
da ACR chegou a Setúbal

Valdemar Santos
Vogal da Direcção

 

Trinta presenças deram corpo à inauguração da Exposição do
Centenário do Nascimento do General Vasco Gonçalves, no passado
sábado, 2 de Abril, no Museu do Trabalho Michel Giacometti, em
Setúbal.
Em parceria com Município, o evento foi dirigido pela Dra. Mónica
Duarte, Chefe de Divisão da Cultura, e tomaram a palavra, entre outros,
o Dr. Pedro Pina, vereador responsável pelo Pelouro, manifestando a satisfação de estarem reunidas de novo as condições para uma retoma de várias iniciativas ainda possíveis de concretizar ao logo deste ano, e o Coronel Baptista Alves, Presidente da Associação Conquistas da Revolução (ACR), dando conta da actividade que, não obstante as dificuldades da pandemia, pôde ser levada a cabo em várias zonas do País.

Baptista Alves
Presidente da Direcção da ACR


Não deixou de ser valorizada a dedicação do conjunto de trabalhadores camarários, a vários níveis, para a criação de condições objectivas para a instalação da Exposição, patente ao público até 30 de Abril. Neste quadro, foi referida a Dra Bruna Dias, Técnica-Superior do Museu.

Uma segunda edição da Exposição deverá ocupar vários espaços na Freguesia da Quinta do Conde, no Concelho de Sesimbra, entre os dias 18 e 27 deste mesmo mês. 





AS SANÇÕES À RÚSSIA E O FUTURO DA UE

 

AS SANÇÕES À RÚSSIA E O FUTURO DA UE

 
 
Manuel Begonha
Presidente da Mesa da Assembleia Geral 
 
A partir de meados do século XX o Ocidente já fez três tentativas relevantes para estrangular a Rússia.
- A primeira foi durante a 2 guerra mundial, quando Churchill retardou o mais possível, o auxílio militar à URSS invadida pelo exército nazi a partir de 1941.
O povo russo assumiu o maior fardo na derrota das tropas hitlerianas até 1945, e após ter chegado a Berlim, à custa de cerca de 25 milhões de mortos.
É bom recordar que o tão glorificado desembarque na Normandia, apenas ocorreu a 6 de Junho de 1944.
Visitei nesse local o Cemitério Memorial norte-americano em Colleville-Sur-Mer, próximo da praia de Omaha, como também fui a outros cemitérios na URSS, numa deslocação oficial em 1975, onde tragicamente jazem também milhares de mortos.
As baixas dos EUA nesta guerra, incluindo a do Japão, avaliam-se em cerca de 400.000 mortos
Na Inglaterra, outra das grandes vítimas desta barbárie, estima-se que tenham morrido 500.000 pessoas entre militares e civis.
Outro facto significativo é ter o mesmo Churchill, proposto em 1951, uma guerra nuclear preventiva contra a URSS , obviamente não aceite pelos seus parceiros.
- A segunda, foi durante a guerra fria, ao obrigar a URSS a desviar a economia, em prejuízo do bem estar do seu povo, para despesas em armamento a fim de tentar acompanhar a produção da poderosíssima máquina militar industrial dos EUA.
- A terceira é resultante do prolongar o esforço de guerra da Rússia no conflito que desencadeou com a Ucrânia e a aplicação de pesadas sanções para enfraquecer a economia russa.
Sem dúvida que estas o irão conseguir mas é inevitável que a aproximará da China e da Eurasia e conduzir ao aparecimento de uma nova modalidade cambial , em detrimento do dólar.
Com o andar do tempo, ainda veremos os presurosos executantes das sanções da UE, perante a previsível retaliação, a mergulhar numa profunda crise e acusar a Rússia de ser a grande responsável pela calamidade que se abaterà sobre os respectivos povos.

Assembleia Geral dia 7 de Abril de 2022

 

A assembleia geral realiza-se no dia 7 de Abril de 2022

Para acesso à convocatória e ao Realatório de actividades clique AQUI

SANÇÕES CONTRA QUEM?

SANÇÕES CONTRA QUEM?

 

Mário Abrantes
Sócio da ACR



Com as sanções por si decretadas à Rússia e à sua oligarquia na sequência da invasão da Ucrânia, em obtusa submissão à vontade e aos interesses da administração e também da oligarquia norte-americanas, a União Europeia (como também Portugal e os Açores, por anuência acrítica dos respetivos governos) estão a enterrar as suas próprias economias e a comprometer por tempo indeterminado o desenvolvimento, o bem-estar e as condições de vida da maioria das suas populações.

Ninguém, que não por devaneio inconsequente ou masoquista, combateria o sofrimento dos outros, neste caso dos ucranianos (tanto pró-ocidentais, como russófonos), com o seu (nosso) próprio sofrimento. A não ser que os governantes e as oligarquias europeias confiem que esse sofrimento lhes passará ao lado…E se assim for, tal como dizem que terá de acontecer aos russos, esperemos que possam vir também a pagar bem caro por isso.

Como qualquer tiro que se dá no pé, a todos nós está já a doer o resultado das sanções decretadas pela União Europeia à Rússia. E uma avalanche de outros efeitos perversos, em cadeia, vem certamente já a caminho.

No caso dos Açores, devido à sua condição arquipelágica dispersa e distante do espaço continental, a mobilidade dos cidadãos e o desenvolvimento económico, com particular incidência nas pequenas e médias empresas, estão fortemente dependentes dos transportes aéreos e marítimos e, como tal, dos preços dos combustíveis e das importações. Entre as sanções está o corte no fornecimento de petróleo e de gás russos, os quais, devido à continuidade territorial chegavam normalmente à Europa bem mais baratos do que a partir de agora já está a acontecer e se agravará muito mais, caso a Europa venha a optar prioritariamente pelo abastecimento norte-americano, o que trará por tabela perniciosas consequências para a sustentabilidade ambiental do planeta.

Com os cereais e oleaginosas, tal como com outros fatores de produção indispensáveis à nossa agricultura e lavoura, passa-se a mesma coisa. Em consequência as dificuldades competitivas da produção regional irão acentuar-se substancialmente, tal como no setor das pescas, podendo vir a tornar-nos, devido ao aumento geral de custos, cada vez mais incapazes de exportar ou de prover o nosso autoabastecimento no que quer que seja, e cada vez mais monodependentes do turismo, sector que, por sua vez (depois da pandemia), não está livre de vir a ser atingido por nova crise, particularmente na Europa.

Para mal dos rendimentos de quem já tem poucos, é inevitável também que os preços dos bens essenciais, especulativos ou não, venham em breve a disparar sem retorno à vista, mesmo que parcialmente amortecidos a curto prazo por ajudas e apoios governamentais que como é óbvio não se poderão eternizar.

A Comissão Europeia, que muito fala em competitividade e crescimento económico, está, com as sanções, literalmente a sacrificá-los a todos os níveis.

Mais do que nunca se torna particularmente necessária a reivindicação dos Açores, junto da República e da Comissão Europeia, da execução de um programa de financiamento correspondente ao POSEI Transportes tantas vezes proposto pelos deputados do PCP no Parlamento Europeu.

Mas, de momento, para prejuízo de todos nós, e de acordo com o que decidiu em Versalhes no passado dia 11, a União Europeia parece bem menos virada para as graves implicações sociais e económicas do tiro que deu no pé, por via das sanções à Rússia, do que para a necessidade urgente de “aumentar substancialmente as despesas de defesa”, ou seja, as despesas na corrida aos armamentos, na tecnologia bélica e na militarização…E mais não digo!

 

A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA UM CONTRIBUTO PARA A PAZ

 

 A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA UM CONTRIBUTO PARA A PAZ

Manuel Begonha
Presidente da Mesa da Assembleia Geral

 
O artigo 7.2 da Constituição da República diz o seguinte :
" Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos ".
Não é aumentando para 2% do PIB, as despesas militares, seguindo as determinações da UE, impulsionadas pela NATO /EUA que obviamente iremos contribuir para o fortalecimento da Paz entre os povos.
Esta despesa, apenas irá enriquecer os grandes produtores de armamento, nomeadamente os EUA e empobrecer os mais frágeis economicamente que, como sempre, pagam as crises que não desencadearam.
Seria muito mais avisado que utilizassemos essa verba, investindo-a na produção de emprego e melhoria do salário dos trabalhadores, atenuando assim as desigualdades sociais e numa banca nacionalizada ao serviço do povo.
Desta forma, não entregariamos a nossa soberanía ao capital estrangeiro.
Seria também desejável que o Estado tomasse mais iniciativas para benefício dos mais desfavorecidos e não das empresas privadas.
Ao se afastar da Paz, o homem parece minimizar as suas hipóteses de sobrevivência, auto flagenando-se com um potencial de ruína, dominado pela cobiça, com a fome em grande escala e deixando a arma nuclear à solta.