CUBA - Resiste! por Frei Betto

 CUBA RESISTE!

 Frei Betto*

 

Poucos ignoram minha solidariedade à Revolução Cubana. Há 40 anos visito com frequência a Ilha, em função de compromissos de trabalho e convites a eventos. Por longo período intermediei a retomada do diálogo entre bispos católicos e o governo de Cuba, conforme descrito em meus livros “Fidel e a religião” (Fontanar/Companhia das Letras) e “Paraíso perdido – viagens ao mundo socialista” (Rocco). Atualmente, contratado pela FAO, assessoro o governo cubano na implementação do Plano de Soberania Alimentar e Educação Nutricional.
Conheço em detalhes o cotidiano cubano, inclusive as dificuldades enfrentadas pela população, os questionamentos à Revolução, as críticas de intelectuais e artistas do país. Visitei cárceres, conversei com opositores da Revolução, convivi com sacerdotes e leigos cubanos avessos ao socialismo.
Quando dizem a mim, um brasileiro, que em Cuba não há democracia, desço da abstração das palavras à realidade. Quantas fotos ou notícias foram ou são vistos sobre cubanos na miséria, mendigos espalhados nas calçadas, crianças abandonadas nas ruas, famílias debaixo de viadutos? Algo semelhante à cracolândia, às milícias, às longas filas de enfermos aguardando anos para serem atendidos num hospital?
Advirto os amigos: se você é rico no Brasil e for viver em Cuba conhecerá o inferno. Ficará impossibilitado de trocar de carro todo ano, comprar roupas de grife, viajar com frequência para férias no exterior. E, sobretudo, não poderá explorar o trabalho alheio, manter seus empregados na ignorância, “orgulhar-se” da Maria, sua cozinheira há 20 anos, e a quem você nega acesso à casa própria, à escolaridade e ao plano de saúde.
Se você é classe média, prepare-se para conhecer o purgatório. Embora Cuba já não seja uma sociedade estatizada, a burocracia perdura, há que ter paciência nas filas dos mercados, muitos produtos disponíveis neste mês podem não ser encontrados no próximo devido às inconstâncias das importações.
Se você, porém, é assalariado, pobre, sem-teto ou sem-terra, prepare-se para conhecer o paraíso. A Revolução assegurará seus três direitos humanos fundamentais: alimentação, saúde e educação, além de moradia e trabalho. Pode ser que você tenha muito apetite por não comer o que gosta, mas jamais terá fome. Sua família terá escolaridade e assistência de saúde, incluindo cirurgias complexas, totalmente gratuitas, como dever do Estado e direito do cidadão.
Nada é mais prostituído do que a linguagem. A celebrada democracia nascida na Grécia tem seus méritos, mas é bom lembrar que, na época, Atenas tinha 20 mil habitantes que viviam do trabalho de 400 mil escravos... O que responderia um desses milhares de servos se indagado sobre as virtudes da democracia?
Não desejo ao futuro de Cuba o presente do Brasil, da Guatemala, de Honduras e ou mesmo de Porto Rico, colônia estadunidense, à qual é negada independência. Nem desejo que Cuba invada os EUA e ocupe uma área litorânea da Califórnia, como ocorre com Guantánamo, transformada em centro de torturas e cárcere ilegal de supostos terroristas.
Democracia, no meu conceito, significa o “Pai nosso” – a autoridade legitimada pela vontade popular –, e o “pão nosso” – a partilha dos frutos da natureza e do trabalho humano. A rotatividade eleitoral não faz, nem assegura uma democracia. O Brasil e a Índia, tidas como democracias, são exemplos gritantes de miséria, pobreza, exclusão, opressão e sofrimento.
Só quem conhece a realidade de Cuba anterior a 1959 sabe por que Fidel contou com tanto apoio popular para levar a Revolução à vitória. O país era conhecido pela alcunha de “prostíbulo do Caribe”. A máfia dominava os bancos e o turismo (há vários filmes sobre isso). O principal bairro de Havana, ainda hoje chamado de Vedado, tem esse nome porque, ali, os negros não podiam circular...
Os EUA nunca se conformaram por ter perdido Cuba sujeita às suas ambições. Por isso, logo após a vitória dos guerrilheiros de Sierra Maestra, tentaram invadir a Ilha com tropas mercenárias. Foram derrotados em abril de 1961. No ano seguinte, o presidente Kennedy decretou o bloqueio a Cuba, que perdura até hoje.
Cuba é uma ilha com poucos recursos. É obrigada a importar mais de 60% dos produtos essenciais ao país. Com o arrocho do bloqueio promovido por Trump (243 novas medidas e, até agora, não removidas por Biden), e a pandemia, que zerou uma das principais fontes de recursos do país, o turismo, a situação interna se agravou. Os cubanos tiveram que apertar os cintos. Então, os insatisfeitos com a Revolução, que gravitam na órbita do “sonho americano”, promoveram os protestos do domingo, 11 de julho – com a “solidária” ajuda da CIA, cujo chefe acaba de fazer um giro pelo Continente, preocupado com o resultado das eleições no Peru e no Chile.
Quem melhor pode explicar a atual conjuntura de Cuba é seu presidente, Diaz-Canel: “Começou a perseguição financeira, econômica, comercial e energética. Eles (a Casa Branca) querem que se provoque um surto social interno em Cuba para convocar “missões humanitárias” que se traduzem em invasões e interferências militares.”
“Temos sido honestos, temos sido transparentes, temos sido claros e, a cada momento, explicamos ao nosso povo as complexidades dos dias atuais. Lembro que há mais de um ano e meio, quando começou o segundo semestre de 2019, tivemos que explicar que estávamos em situação difícil. Os EUA começaram a intensificar uma série de medidas restritivas, endurecimento do bloqueio, perseguições financeiras contra o setor energético, com o objetivo de sufocar nossa economia.  Isso provocaria a desejada eclosão social massiva, para poder apelar à intervenção “humanitária”, que terminaria em intervenções militares”.
“Essa situação continuou, depois vieram as 243 medidas (de Trump, para arrochar o bloqueio) que todos conhecemos e, finalmente, decidiu-se incluir Cuba na lista de países patrocinadores do terrorismo. Todas essas restrições levaram o país a cortar imediatamente várias fontes de receita em divisas, como o turismo, as viagens de cubano-americanos ao nosso país e as remessas de dinheiro.  Formou-se um plano para desacreditar as brigadas médicas cubanas e as colaborações solidárias de Cuba, que recebeu uma parte importante de divisas por essa colaboração.”
“Toda essa situação gerou uma situação de escassez no país, principalmente de alimentos, medicamentos, matérias-primas e insumos para podermos desenvolver nossos processos econômicos e produtivos que, ao mesmo tempo, contribuam para as exportações. Dois elementos importantes são eliminados: a capacidade de exportar e a capacidade de investir recursos.”
“Também temos limitações de combustíveis e peças sobressalentes, e tudo isso tem causado um nível de insatisfação, somado a problemas acumulados que temos sido capazes de resolver e que vieram do Período Especial (1990-1995, quando desabou a União Soviética, com grave reflexo na economia cubana). Juntamente com uma feroz campanha mediática de descrédito, como parte da guerra não convencional, que tenta fraturar a unidade entre o partido, o Estado e o povo; e pretende qualificar o governo como insuficiente e incapaz de proporcionar bem-estar ao povo cubano.”
“O exemplo da Revolução Cubana incomodou muito os EUA durante 60 anos.  Eles aplicaram um bloqueio injusto, criminoso e cruel, agora intensificado na pandemia. Bloqueio e ações restritivas que nunca realizaram contra nenhum outro país, nem contra aqueles que consideram seus principais inimigos. Portanto, tem sido uma política perversa contra uma pequena ilha que apenas aspira a defender sua independência, sua soberania e construir a sua sociedade com autodeterminação,  segundo princípios que mais de 86% da população têm apoiado.”
“Em meio a essas condições, surge a pandemia, uma pandemia que afetou não apenas Cuba, mas o mundo inteiro, inclusive os Estados Unidos. Afetou países ricos, e é preciso dizer que diante dessa pandemia nem os Estados Unidos, nem esses países ricos tiveram toda a capacidade de enfrentar seus efeitos. Os pobres foram prejudicados, porque não existem políticas públicas dirigidas ao povo, e há indicadores em relação ao enfrentamento da pandemia com resultados piores que os de Cuba em muitos casos. As taxas de infecção e mortalidade por milhão de habitantes são notavelmente mais altas nos EUA que em Cuba (os EUA registraram 1.724 mortes por milhão, enquanto Cuba está em 47 mortes por milhão). Enquanto os EUA se entrincheiravam no nacionalismo vacinal, a Brigada Henry Reeve, de médicos cubanos, continuou seu trabalho entre os povos mais pobres do mundo (por isso, é claro, merece o Prêmio Nobel da Paz).”
“Sem a possibilidade de invadir Cuba com êxito, os EUA persistem com um bloqueio rígido. Após a queda da URSS, que proporcionou à ilha meios de contornar o bloqueio, os EUA tentaram aumentar seu controle sobre o país caribenho. De 1992 em diante, a Assembleia Geral da ONU votou esmagadoramente pelo fim desse bloqueio. O governo cubano informou que entre abril de 2019 e março de 2020 Cuba perdeu 5 bilhões de dólares em comércio potencial devido ao bloqueio; nas últimas quase seis décadas, perdeu o equivalente a 144 bilhões de dólares. Agora, o governo estadunidense aprofundou as sanções contra as companhias de navegação que trazem petróleo para a ilha.”
É essa fragilidade que abre um flanco para as manifestações de descontentamento, sem que o governo tenha colocado tanques e tropas nas ruas. A resiliência do povo cubano, nutrida por exemplos como Martí, Che Guevara e Fidel, tem se demonstrado invencível. E a ela devemos, todos nós, que lutamos por um mundo mais justo, prestar solidariedade.
*Frei Betto é escritor (freibetto.org). Assine e receba todos os artigos e livros do autor: mhgpal@gmail.com

MEMÓRIAS DA DINAMIZAÇÃO CULTURAL

 

MEMÓRIAS DA DINAMIZAÇÃO CULTURAL
 

Manuel Begonha

Presidente da Assembleia Geral 

 
 
 

Todas as campanhas obedeciam a directivas e eram suportadas por textos de apoio, onde se registava claramente que as Forças Armadas eram rigorosamente apartidárias mas não a políticas.

As directivas emanavam do CEMGFA, General Costa Gomes e ainda ratificadas por Ramiro Correia, primeiro coordenador das campanhas.

Para melhor conhecimento dos costumes, tradições, linguagem e cultura dos locais onde se previam intervenções, procedia-se a uma formação prévia dos militares, normalmente no Centro de Sociologia Militar, integrado na 5ª Divisão do EMGFA.

Apesar do objectivo fundamental destas campanhas ser a divulgação e o esclarecimento do Programa do MFA e consolidar progressivamente, com confiança mútua, a ligação Povo - MFA, outros objectivos foram determinados e que eram :

- Esclarecimento sobre o acto cívico de votar.

- Movimentar as FA nas zonas fronteiriças interiores , como demonstração que a Revolução iniciada com o 25 de Abril tinha dimensão nacional.

- Desencorajar tentações da Espanha franquista de intervir militarmente em Portugal , devido à existência do Pacto Ibérico.

- Demonstrar a disciplina, coesão e capacidade das Forças Armadas, lançando no terreno forças especiais (Fuzileiros, Comandos e Paraquedistas), bem equipadas, uniformizadas, preparadas e enquadradas, bem como cadetes das Escolas Militares, nomeadamente da Academia Militar e Escola Naval.

- Evidenciar que o MFA não era apenas constituído por oficiais, mas igualmente por sargentos e praças.

Para dar cumprimento a estes objectivos a primeira campanha designada por Nortada, decorreu na Região de Trás-os-Montes, apenas após a queda de Spínola, ocorrida a 30 de Setembro de 1974 que não permitia a saída dos militares dos quartéis.

A unidade militar escolhida foi o Batalhão de Comandos, chefiado pelo então major Jaime Neves que teve um comportamento digno , tendo sido uma componente importante no sucesso da operação e no prestígio dos militares.

Levou - me inclusivamente a casa de sua mãe que nos ofereceu uns deliciosos fumeiros assados nas brasas da sua lareira.

Nada faria então prever a sua posterior evolução ideológica, com uma deriva permanente para a direita, até ao golpe do 25 de Novembro de 1975, no qual pretenderá transformar - se no braço justiceiro e sangrento contra elementos afectos a Vasco Gonçalves e ao PCP.

Vem a propósito, esclarecer como algumas das mais relevantes personalidades da época, encaravam a Dinamização Cultural.

Álvaro Cunhal com reservas porque temia a inabilidade e alguma linguagem esquerdista dos militares.

Costa Gomes aceitava mas sem entusiasmo.

Mário Soares começou a perder o fulgor revolucionário com a queda de Spínola que se tornou bruxuleante desde que Vasco Gonçalves começou a dar cumprimento integral ao Programa do MFA e passou a conspirar contra a revolução após o 11de Março de 1975.

No entanto, foi quem mais beneficiou nas eleições para a Assembleia Constituinte, pois nas campanhas falava-se muito em socialismo.

Vasco Gonçalves apoiava, sem nunca ter interferido.

São dele as seguintes palavras :

"Os militares quando regressam destas sessões, eles próprios vêm mais politizados, mais conscientes das suas tarefas. Vêm mais democráticos".

Como sabíamos que a Revolução do 25 de Abril , muito ficou a dever à luta de tantos anti-fascistas nas mais diversas áreas culturais , decidimos integrar os intelectuais que se voluntariaram gratuitamente para nos ajudar a fazer chegar ao povo português uma formação cultural indispensável , para a libertação que se pretendia.

De entre muitos e para se ter uma ideia da elevada qualidade destes homens e mulheres e na impossibilidade de os referir a todos, dou como exemplo dois em cada área em que intervieram homenageando-os desta forma na sua totalidade.

Artes Plásticas e Gráficas
João Abel Manta e Marcelino Vespeira

Teatro
Mário Barradas e João Mota

Música , Canto e Dança
Fernando Lopes Graça e Carlos Paredes
José Afonso e Adriano Correia de Oliveira
Jorge Peixinho

Cinema
Carlos Albuquerque e Francisco Patrício

Apoio Literário
José Saramago e Bernardo Santareno

Circo
João de Lemos Menezes Ferreira e Teresa Ricou(Tete)

Não devem ser esquecidas as actividades político culturais desenvolvidas também desde antes do 25 de Abril por Michel Giacometti em todo o país , por Joaquim Namorado na região de Coimbra e por Rodrigo de Freitas no sector de artes plásticas e gráficas , a face mais visível da representação da Revolução.

Todos cumpriram exemplarmente e a eles devemos estar reconhecidos , tal como hoje aos nossos intelectuais progressistas que os seguiram e amanhã aos jovens que já desabrocham e que mantêm vivo o combate contra a cartilha fascista de falsificar a história, para construir uma mitologia nacionalista.

Ver :"5ª Divisão - MFA Revolução e Cultura -" Edições Colibri

Ser presidente "tipo" á Gaidó .....

 

Ser presidente “tipo” á Gaidó...

 

Marques Pinto
Vogal da Direcção

 

 

A administração Estado Unidense no tempo do Sr Trump – que para cerca de metade da população Americana -  deixou segundo parece e escrevem alguns cronistas, memórias inesquecíveis através de manifestações populares tão originais como o tão badalado assalto ao Capitólio em 6 de Janeiro.

 

Mas uma das muito originais “criações” dessa Administração foi “nomear” presidentes para outros países, como foi o caso da nomeação dum senhor que ocupava o lugar de presidente da Assembleia e manifestava frequentemente oposição ao presidente da Republica da Venezuela, pela divina vontade da administração Americana  -que prontamente deu ordens a outros países Latino Americanos dentro da sua “dependência” e até a países europeus que secundassem a sua ordem e desejos e também considerassem o Sr Gaidó como único e legal Presidente da Venezuela.

Curioso foi o facto que este sr. e a sua comitiva até em Portugal teve tratamento de excepção e até permitiram que metesse na sua bagagem á partida de Lisboa, artigos pouco recomendáveis que foram fruto de reclamação diplomática do governo Venezuelanos junto do governo Português.

 

Mas tal tipo de “presidência eleita em gabinetes estrangeiros“ parece  começar a ser “moda” – ou não fosse criada pelos Estados Unidos - e assim temos agora noticias e fotos da Senhora que representa a oposição ao Governo da Bielo Russia a reclamar que tal como Gaidó também ela seja reconhecida pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha  - e possivelmente pelos seus países “obedientes e seguidores” como presidenta.

 

Preparemo-nos meus caros....se isto “pega”, talvez em Portugal  algum ex-candidato mais ousado vai requerer na ONU ou qualquer outro areópago internacional o seu reconhecimento como presidente,  e

pelo estado demencial que os noticiários estão a propagar quanto aos desconexos discursos do Biden no G7...poderemos ser desagradavelmente surpreendidos...

 

Enfim a brincar e como historieta de divertimento...cá deixo o aviso.

A UNIDADE DE ESQUERDA

A UNIDADE DA ESQUERDA

Texto de Manuel Begonha 


Tem-se verificado que a direita e a extrema-direita fascizante, têm tentado unir-se, com o objectivo de tomar o poder, beneficiando de fortes apoios financeiros e logísticos nacionais e internacionais.

Tal significaria, um forte ataque à Constituição da República Portuguesa,(CRP) ou seja, a reversão das principais conquistas da revolução nela integradas e a instituição de uma política de mais deveres e menos direitos que se traduziram nas seguintes medidas :

- Exploração do trabalho

- Reforçar o controlo da Comunicação Social

- Privatizar a Saúde e a Educação

- Desvalorizar a Cultura

- Degradar a Democracia

- Alienar a Soberania Nacional , vendendo a grupos estrangeiros sectores básicos da nossa economia.

Não podemos esquecer que a finança internacional, tenta subverter os governos globalmente.

Esta nova ordem , significa que a economia seria unificada num único mercado.

Os Estados transformam- se em empresas , uma vez que a unificação neoliberal é basicamente económica.

O que interessa que circule livremente, são as mercadorias não as pessoas.

É por isto que a esquerda deve encontrar uma estratégia comum de unidade , na defesa do essencial que é a CRP e o honrar um passado de luta anti - fascista que não pode renegar, cedendo a cantos de sereia europeístas, ou por sentir ameaçados os seus interesses.

Os partidos políticos não são todos iguais.

Os da esquerda, não podem comportar-se como se uma paixão clubística os movesse.

Devem transportar um forte ideal motivador e transformador.

A esquerda tem de ser motora de uma sociedade nova  , onde cesse a exploração do homem, subsista a dignidade humana e se lute pela paz entre os povos.

A esquerda não pode coexistir com situações intoleráveis que estão a corroer a nossa sociedade, devendo ser implacável no combate à corrupção  , à desigualdade social e à ineficácia da justiça.

E é por isto que os seus partidos devem ter extremo rigor  , na selecção dos seus representantes para cargos públicos.

Contudo, esta unidade de esquerda não deve retirar a independência aos respectivos partidos.

Não implica o voto útil na primeira volta de quaisquer eleições.

Nem deve haver contemplações , com o oportunismo político e o taticismo calculista na Assembleia da República ou nas Autarquias.

Pelo contrário, os partidos devem lutar denodadamente por defender e divulgar os seus programas e conquistar novos eleitores.

Se não garantirmos o presente , o futuro nunca abandonará o nosso penoso passado. O presente, não é o nosso único tempo.

Faleceu Armando Myre Dores


 

Faleceu esta madrugada o sócio fundador da nossa associação Armando Myre Dores. 
Lutador anti fascista esteve muitos anos exilado tendo regressado após o 25ABR74.
Foi dirigente da Associação Portugal URSS e mais tarde o fundador da Associação Iuri Gagarine.
Foi co-fundador do Grupo de Estudos Marxistas.

O corpo encontra-se na Igreja de Santa Joana Princesa, hoje, até às 22h00, e amanhã, a partir das 9h30.
Às 16h45 de amanhã, terça-feira, dia 25, sai para o cemitério do Alto de São João, onde terá lugar a cremação.

 
À família enlutada apresentamos os nossos sentimentos.

Lisboa apresentação do livro “Vasco Gonçalves - Essa gente é o que é eu sou um homem do MFA”

No âmbito da comemoração do centenário do nascimento do General Vasco Gonçalves, a Associação Conquistas da Revolução promove no próximo dia 27 de Maio pelas 1800h na Casa da Imprensa, uma sessão de apresentação do livro Vasco Gonçalves - " ESSA GENTE É O QUE É. EU SOU UM HOMEM DO MFA", de que é autor, o Dr AVELÃS NUNES, Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Direito de Coimbra.
A apresentação do livro estará a cargo do cmd. Almada Contreiras.

É obrigatório o uso de máscara.
A lotação da sala está limitada de acordo com as regras sanitárias em vigor
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Faleceu Diniz de Almeida

 


 Faleceu Diniz de Almeida, militar de Abril, um dos principais obreiros do levantamento militar que deu origem ao 25 de Abril de 1974.

Era um homem de grande carácter, corajoso e leal aos seu princípios e aos seus amigos.
A sua trajectória honra as Forças Armadas, e muitos portugueses se identificaram com ele na luta contra as forças antidemocráticas do nosso país.

Lamentamos profundamente a sua morte.
Os seus ideiais permanecem vivos e actuais e dão-nos a força para continuar a defender Abril.

Enviamos os mais sinceros pêsames à sua família e amigos



 

 

Saudação do militar de Abril cor. Manuel Duran Clemente

 

Do Coronel Manuel Duran Clemente, militar de Abril e sócio fundador da nossa Associação, na impossibilidade de estar presente por motivos de doença recebemos a saudação que transcrevemos

Intervenção do Presidente da Direcção na Sessão Solene comemorativa do centenário do nascimento do General Vasco Gonçalves

 Realizada em 9 de Maio de 2021 no salão nobre da Voz do Operário

Intervenção de Baptista Alves

Boa Tarde

 

Cumpre-me em primeiro lugar, saudar a família do General Vasco Gonçalves (aqui representada pelos filhos, Maria João e Victor, pelos sobrinhos, Maria Eduarda, José Diogo e Vasco) que muito nos honram com a sua presença, saudar a distinta Comissão de Honra, saudar as associações e organizações aqui representadas (A25A, CGTP, Voz do Operário, CPCCRD, Casa do Alentejo, ANS, MURPI, AOFA, CPPC, MDM, MPPM, URAP, FENPROF, SGPL, AAPC e AP) e saudar todos os nossos associados e amigos aqui presentes e também todos aqueles que não podendo estar aqui, estão connosco nesta homenagem ao General Vasco dos Santos Gonçalves, no Centenário do seu nascimento.

 

Cumpre-me também felicitar os órgãos sociais da ACR, pelo trabalho realizado e pela teimosia em não permitir que as dificuldades muitas que houve que vencer, nos vencessem: nem o silêncio dos poderes instituídos, nem o ostracismo a que a comunicação social nos votou, nem a situação pandémica que nos fustiga, foram capazes de nos fazer desistir.

 

E, assim, aqui estamos hoje a viver, a recordar e reviver - pelo “engenho e arte” dum magnífico elenco de autores e intérpretes - o tempo que foi de Abril, o tempo que foi do povo e dos militares de Abril, o tempo que foi das conquistas da revolução, o tempo que foi do Companheiro Vasco.

 

O nosso muito obrigado, à Carmen Santos, ao Manuel Pires da Rocha, à Sofia Lisboa, à Vanessa Borges, ao Fausto Neves, ao Carlos Canhoto e ao Coro Lopes Graça dirigido pelo maestro Alexandre Branco.

 

O nosso agradecimento também à Direcção da Voz do Operário por ter aceitado associar-se a nós nesta homenagem, pela cedência das instalações e pelo apoio inexcedível que nos facultou.

 

Do Programa das comemorações que apresentámos publicamente em Outubro de 2020, realizámos já:

 

-A medalha comemorativa da autoria de Acácio Carvalho que se encontra disponível na nossa banca;

 

-Editámos um cartaz comemorativo, trabalho do escultor José Santa-Bábara sobre fotografia de Alfredo Cunha que julgamos poder ser uma excelente recordação deste evento e por isso se colocaram à parte para facilitar o acesso a todos os interessados, de forma rápida e segura, a troco da contribuição que cada um entender fazer;

 

-Editámos uma Folha Informativa, especial, dedicada ao Centenário, com textos de personalidades ligadas às áreas de intervenção mais representativas da acção do General- trabalho coordenado por Modesto Navarro, que, pela importância e qualidade das participações e pelo acolhimento que tem merecido, se encontra também disponível para quem ainda a não tenha recebido- dispensamo-nos de nomear os autores dos textos por os mesmos se encontrarem devidamente identificados na própria FI;

 

-Editámos também uma brochura, intitulada “Quem foi Vasco Gonçalves”, com textos de Manuel Begonha e Miguel Urbano Rodrigues, também disponível na nossa banca;

 

-Realizámos uma exposição fotográfica, em suporte adequado, coordenada por Manuel Begonha, com vista ao apoio de intervenções nas escolas, associações e autarquias e outras iniciativas locais de comemoração do centenário, para as quais seja pedida a nossa colaboração;

 

-Participámos na edição do livro do Professor Avelãs Nunes, cujo lançamento esperamos fazer brevemente, intitulado “Vasco Goncalves-essa gente é o que é eu sou um homem do MFA”;

 

-Realizámos um Concerto em Gaia, no Cine-Teatro Eduardo Brazão, em 23 de Abril, organizado pelo Núcleo ACR do Porto;

 

-Realizámos um Colóquio “Vasco Gonçalves - a obra e o homem”, em 24 de Abril, no Salão Nobre da Câmara de Matosinhos, organizado pelo Núcleo do Porto com apoio da Câmara Municipal de Matosinhos;

 

-Participámos, em 3 de Maio, na inauguração da Placa toponímica na Rua General Vasco Gonçalves, no Lumiar, cerimónia que contou com a presença da Vereadora da cultura da Câmara Municipal de Lisboa, do presidente Junta de Freguesia do Lumiar, família do General e nós próprios, ACR, enquanto dinamizadores da concretização deste evento na data em que se completaram os 100 anos do nascimento do General Vasco Gonçalves;

 

-Realizámos uma sessão-convívio na Sede da nossa ACR, em 3 de Maio, assinalando a data do nascimento do General Vasco Gonçalves com a inauguração da nossa exposição.

 

Tudo isto que conseguimos realizar até aqui, só foi possível pelo excepcional carinho e admiração que a figura ímpar do General Vasco Gonçalves desperta em todos nós e só isso explica que tenha sido possível associar a estas comemorações tantos e tão valiosos contributos. Em nome da ACR, o nosso muito obrigado a todos.

 

Outros eventos comemorativos do centenário, por nós promovidos ou por iniciativas locais das Câmaras Municipais com a nossa participação activa, terão ainda lugar:

-Em Loures, em 15 de Maio, no Museu Nacional de Loures;

-Em Silves;

-Em Viana do Castelo, por iniciativa do Núcleo ACR;

-No Porto, em Outubro, exposição com apresentação do nº3 dos cadernos de Abril, iniciativa do Núcleo do Porto;

-Em Setúbal;

-Em Angra do Heroísmo;

-Em Lisboa, com um colóquio sobre a “Vida e Obra do General.”

 

Oportunamente daremos informação mais concreta sobre estas  iniciativas.

 

Sabemos que a figura de Vasco Gonçalves, pelo muito que deu a este povo que somos, mereceria muito, muito mais, não fora a maleita, ou melhor, as maleitas que nos assolam.

 

Por muito que os adversários de Abril se esforcem, não vão conseguir apagar a sua vida exemplar, o seu passado anti-fascista, a sua participação no movimento dos capitães- sendo então já coronel e tendo sido um dos responsáveis pela elaboração do Programa do Movimento das Forças Armadas- e a sua importante participação em todo o processo que conduziu ao 25 de Abril de 1974 e ao derrube da ditadura.

 

E, muito menos, vão conseguir apagar o seu excepcional desempenho enquanto Primeiro-Ministro de quatro dos seis Governos Provisórios, no período mais criativo da Revolução de Abril, iniciada em 25 de Abril de 974, “esse que foi o dia mais luminoso da história de Portugal.”

 

Abriram-se então as portas do futuro, aquele mesmo futuro que o General sonhou e que, nas suas próprias palavras, “não é cada vez mais saudade, é, sim, cada vez mais necessidade imperiosa.

 

Hoje, mais do que nunca, quando os contra-revolucionários deixam cair a sua máscara de democratas e exibem, despudoradamente, a sua índole fascista, se torna imperioso afirmar a verdadeira dimensão da herança de Abril.

 

E, exigir que Abril se cumpra.

 

Por pura estultícia, ou má-fé, alguns se afadigam em afastar as novas gerações do conhecimento da Revolução de Abril e dos homens e mulheres que a tornaram possível.

 

Não o permitiremos!

 

Por imperativo estatutário, da nossa ACR e por consciência revolucionária, nos propomos como principal objectivo das nossa existência, “preservar, divulgar e promover o apoio dos cidadãos aos valores e ideais da Revolução”.

 

O rumo é este e nesta caminhada que urge fazermos, cabem todos quantos se identifiquem com os valores de Abril e as conquistas da revolução plasmadas na CRP de 1976.

 

Mas que fique claro: não nos assumimos como donos de coisa nenhuma, mas não pactuaremos com coisa alguma, disfarçada do que quer que seja, que invoque em vão os valores de Abril e as conquistas da revolução com o intuito manifesto de as diminuir e de as destruir.

 

E, àqueles que do alto da sua sobranceria bacoca, se arrogam não saber quem somos, diremos, parafraseando Vasco Gonçalves:

Cada um é o que é. Nós somos gente de Abril.

 

Daqui desta tribuna, com o peso da responsabilidade de o fazer nesta sentida homenagem ao General Vasco dos Santos Gonçalves, perante, uma Comissão de Honra que integra: resistentes anti-facistas; Militares de Abril com destacada intervenção no processo revolucionário; ex- Conselheiros da Revolução (aqui presentes, Almirante Martins Guerreiro e Coronel Pereira Pinto) e (O Major General Pezarat Correia que aqui não estando, por razões de saúde, aqui também gostaria de estar); ex- Deputados à Assembleia Constituinte (aqui presente, Jerónimo de Sousa, que se faz acompanhar por uma delegação do PCP); ex- Ministros e ex-Secretários de Estado dos Governos Provisórios (aqui presentes, Avelino Gonçalves, Carlos Carvalhas e Fernando Vicente); o Conselheiro de Estado (Domingos Abrantes); o coronel Pinto Soares, capitão de Abril e amigo íntimo que foi do General; e muitos outros Homens e Mulheres de Abril que viveram e fizeram a Revolução e nos abriram as portas do Futuro. Daqui, dizia, exorto as novas gerações à defesa intransigente das conquistas da revolução e à luta, sem tréguas, para que Abril se cumpra.

 

Agarrem o Futuro com as duas mãos, sem medos. As atoardas bafientas dos adversários de Abril são só isso mesmo, são o desespero de causa de hordas desconcertadas pela melodia do toque a reunir que há tempos se ouve nas hostes de Abril.

 

Antes de terminar, seja-me permitido pedir uma salva de palmas muito especial para todos quantos: camaradas de armas, amigos e companheiros do General, gente de Abril, a lei da vida já levou… Lado a lado, com Vasco Gonçalves, ficarão para todo o sempre, a iluminar o nosso caminho, os nossos sócios de mérito (Costa Martins, Ramiro Correia, Rosa Coutinho, Zé Casanova, Nápoles Guerra, Victor Lambert, José Saramago, Carlos Paredes, Adriano Correia de Oliveira e Vasco Costa Santos)

 

Abril vencerá!

Viva o 25 de Abril!

Viva Portugal!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Intervenção do Presidente da Assembleia Geral na Sessão Solene comemorativa do centenário do nascimento do General Vasco Gonçalves

Realizada em 9 de Maio de 2021 no salão nobre da Voz do Operário

Intervenção de Manuel Begonha

Estamos hoje a comemorar o centenário do nascimento do General Vasco Gonçalves.

 

Este general de quem vamos a seguir ouvir falar, soube mobilizar e ganhar a confiança de um povo, porque não sendo um homem providencial, era excecional, na sua forma de se exprimir, na sua postura, na sua simplicidade.

 

E a honestidade combinava nele bem com a firmeza de carácter.

 

Vasco Gonçalves era um homem de Lisboa, nascido no bairro da Graça.

Debaixo de uma capa de timidez, era capaz de transformar certas assembleias do MFA, que se arrastavam em discussões em que não parecia haver consensos, num verdadeiro incêndio.

Tomava a palavra, empolgava-nos a todos e os problemas resolviam-se sem ressentimentos da parte de ninguém, tal era a autenticidade e a luminosidades da sua oratória.

E isto aconteceu em muitas das intervenções públicas que realizou.

 

Tem portanto razão Alice Vieira, um dos muitos poetas que Vasco Gonçalves inspirou, que nas frases finais de um seu belo texto/poema, tão bem o caracterizou: “Punha os óculos, tirava do bolso o papel do discurso que tinha feito, começava a ler. Por alguns minutos. Porque logo de seguida o víamos a guardar o discurso, a tirar os óculos e a falar como só ele sabia. E tudo, tudo ardia.”

 

Na verdade, Vasco Gonçalves não se deixava iludir pelos sonhos. O futuro que queria para Portugal, era fundamentado numa reflexão profunda e num vasto conhecimento político e social.

 

Sempre manifestou interesse em conhecer revolucionários e intelectuais que de algum modo tivesse sido relevantes em acontecimentos históricos.

Recebeu muitos deles em sua casa, pois era muito respeitado e admirado. Parecia que na sua permuta de opiniões queria confirmar as suas convicções.

Gostava de discutir o que lia e induzir nos outros um pensamento criativo.

 

Partilhava com muita gente o que escrevia não porque se sentisse inseguro, mas porque gostava de ouvir a opinião dos outros e também dos mais jovens, fazendo-nos acreditar que prezava as nossas intervenções, porque sabia quanto devia aos seus mestres.

 

Era reconhecido nacional e internacionalmente como um revolucionário ligado à cultura e ao humanismo.

Tal como José Martí, acreditava que um povo deveria “ser culto para ser mais livre” e apoiou as campanhas de dinamização cultural do MFA.

 

Numa intervenção no Sabugo disse:

“Nós não vimos aqui com intuitos paternalistas. Não vimos trazer-vos a verdade e a solução dos vossos problemas. Vimos aqui aprender convosco. É no contacto directo com as populações que as F. A. avaliam das suas necessidades concretas.”

 

Como homem isento e íntegro que era, lutou com determinação para criar algo diferente e motivar o país para a mudança.

Contudo, nunca julgando que o Homem se modificasse ou que a Revolução se consolidaria com as palavras e sem os actos, que seria o mesmo que conseguir uma vitória sem batalha.

Foi mordido com uma crueldade inusitada, pelo despeito, intolerância, hipocrisia e traição.

Mas não vacilou, nem perdeu a dignidade.

 

Perante tais afrontas limitou-se a dizer:

“Essa gente é o que é eu sou um homem do MFA”

E adiante

“Para mim moral e política vão de par, não se podem dissociar.”

 

Dedicou-se a erradicar o elevado grau de pobreza, de ignorância e de injustiça existente no país, demonstrando um alto sentido de governação e dedicação ao povo, defendendo sempre a soberania nacional.

 

No estrangeiro, em representação de Portugal insistiu sempre em discursar em Português.

Perante políticos que lhe eram adversos nunca se intimidou e defendeu com pundonor a revolução portuguesa. Gerald Ford, presidente dos E.U.A considerou-o um interlocutor difícil.

Henry Kissinger que não o apreciava especialmente, temia-o por saber que Vasco Gonçalves seria capaz de levar o país por uma via de transição para o Socialismo, por ser amado e respeitado pelo povo.

 

Esteve na Guerra Colonial e nas suas comissões de serviço, protegeu sempre os seus subordinados, mesmo em situações em que sabia que eram perseguidos pela PIDE.

 

Valorizava os seus soldados como irmãos de armas e no comando direto nunca perdeu a responsabilidade, nem permitiu que os que lhe obedeciam esquecessem a dignidade.

Queria trazê-los vivos para casa.

 

Com o Povo e o M.F.A. unidos, foi o grande impulsionador e o símbolo da Revolução nos 4 Governos Provisórios a que presidiu.

 

Se hoje temos uma Constituição progressista, em grande parte a ele o devemos.

Lutou em muitas frentes, tendo sido desinteressadamente valioso para todos nós.

 

Não quero deixar de referir Aida Gonçalves, sua mulher, que sempre esteva seu lado, ajudando-o e incentivando-o.

 

Foi também, pelo seu exemplo, um valioso contributo para emancipação e conquista de direitos das mulheres em Portugal.

 

Agora que estou quase a terminar, devo recordar que Vasco Gonçalves nunca admitiu que a luta de classes pudesse evoluir para que um grupo de eleitos acedesse a um nível tal de bem estar que lhes permitiria viver sem má consciência.

 

Diz-se que não há homens insubstituíveis. Talvez.

Mas existem alguns que nos inspiram para seguir a seu lado e afirmar como Abraham Lincoln:

“Cabe-nos a nós os vivos, comprometer-nos a levar a cabo a obra inacabada de quem lutou e que com tanta nobreza a fez avançar.”

 

No espectáculo que iremos ver, vamos recordar Vasco Gonçalves, preservar a sua memória e manifestar-lhe a nossa gratidão e reconhecimento.

 

Desta forma, ficaremos todos nós honrados.

 

Viva Vasco Gonçalves.

Opúsculo "Quem foi Vasco Gonçalves" já saiu

 

 

 

No âmbito do programa do centenário do nascimento do General Vasco Gonçalves, publicamos o opúsculo "Quem foi Vasco Gonçalves" que já se encontra à venda.