O VOTO ÚTIL
Manuel Begonha | sócio da ACR
Encontra-se em discussão, quem deveria ser o representante de uma esquerda unida, para a eleição do próximo Presidente da República.
Há quem defenda que será António José Seguro, o mais indicado para tal.
Entendo que não devemos alterar as nossas convicções, pagando o erro cometido pelo PS, ao aceitar Seguro para o correspondente candidato.
Não tem credibilidade nem carisma, é pusilânime, não se assume de esquerda e na verdade pouco o distingue politicamente de Marques Mendes e de Gouveia e Melo, não tendo sequer o apoio de parte do seu partido.
Sendo a Constituição da República um documento fundamental a defender e a respeitar, não encontro em Seguro determinação para levar esta tarefa a cabo.
Nestas condições e como já escrevi, apenas o preconceito impede que o voto útil da esquerda se concentre em António Filipe, devido à sua experiência parlamentar, trajectória política, honestidade intelectual e ideológica e especialmente à sua aptidão para lutar, para defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República.
Mas o preconceito, leva os portugueses a correr riscos desnecessários.
Não votarão nele porque é comunista.
Na época preocupante em que vivemos não será altura de pôr fim à ditadura do preconceito e votar em quem tem mais mérito?