Governos de Partido Único Marques Pinto | Vogal daDirecção

 

Governos de Partido Único

 Marques Pinto | Vogal daDirecção

 

 

Desde longa data que sabemos que governar em Democracia tem de implicar e aceitar a existência de varias correntes de pensamento político e diferentes visões de vivencia, com respeito e aceitação de diversos pontos de vista sobre o modo e meios que dentro duma sociedade todos os cidadãos devem respeitar e fazer respeitar as opiniões e até conceitos de vivencia, subordinando as ideias e atitudes a modos de convivência não conflituosa entre todos os cidadãos.

 

Claro que a Democracia desde o tempo das celebres Republicas Gregas sempre teve de se fazer cumprir através da legislação – a que todos os cidadãos independentemente do cargo político ou posição social são obrigados - por vezes de meios coercivos para com todos os que de qualquer facção ou corrente pretendiam fazer impor os seus pontos de vista ou opções, contrariando pela força ou usando de técnicas ou tácticas que pela violência ou imposição de legislação imposta pelo poder político na altura, lhes permitisse  subordinar quem não aceitasse ou contrariasse os seus interesses imediatos  do partido ou força politica no poder governativo.

 

Desde sempre me convenci que em países em que a historia relativamente recente de ditadura governamental tivesse existido o surgimento no seu leque parlamentar de uma maioria de uma só força ou ideologia política dará origem ao surgimento de domínio e falta de respeito pelas opiniões de outros partidos ou correntes políticas.

 

A governação por partido que detenha mais de 50% de parlamentares arrastará sempre a ideia do “agora posso, agora quero, agora Mando e Disponho”, seguindo a velha máxima que durante 48 anos suportámos em S.Bento do “quem não vota por mim está contra mim”