29 Abril - ARPI Ass de Reformados, Pensionistas e Idosos dos Olivais

A ACR foi representada pelo militar de Abril, Marques Pinto

Mais de meia centena de pessoas partilhou desta comemoração.
Como sempre falar no Gen Vasco Gonçalves foi o ponto alto e mais apreciado sobretudo numa associação em que 90% dos presentes incluindo  o Grupo coral dos Arcos da Damaia , eram jovens em 1974.

28 Abril Seixal

Almoço promovido pelos Trabalhadores dos Serviços Sociais da CM do Seixal com a participação de cerca de 200 pessoas, trabalhadores em maioria.
Representou a Associação o militar de Abril Almeida Moura.

Logo que nos sejam enviadas fotografias serão as mesmas publicadas

25 Abril - Alpiarça

Representante da ACR, nas comemorações do 25 de Abril, em Alpiarça: Manuel Carvalho, militar de Abril.

Houve, inicialmente, uma homenagem no Largo Salgueiro Maia, junto ao Monumento do Cravo, que simboliza a Revolução, onde o representante da ACR teve uma pequena intervenção e depois depositou, acompanhado por um jovem da organização, um ramo de cravos vermelhos junto ao monumento. Tudo isto abrilhantado pela filarmónica da terra que interpretou a Grândola, despedindo-se com a marcha do MFA.

Mais tarde, realizou-se o almoço, com mais de 200 pessoas,  seguida de uma única intervenção do representante da ACR que junto, em anexo.

A organização ficou de enviar fotografias. Logo que recebidas serão publicadas

25 Abril - Desfile popular em Lisboa

Como vem sendo hábito a ACR participou no desfile popular comemorativo do aniversário do 25 de Abril


25 de Abril - Évora

Promovida pela Associação Povo Alentejano, comemorou-se o aniversário do 25 de Abril com a presença de cerca de 300 pessoas. A associação fez-se representar pelo vogal da direcção Modesto Navarro.

Aguardamos que nos sejam fornecidas fotografias

25 Abril - Almoço comemorativo no Barreiro



Largas dezenas de democratas participaram no almoço-convívio comemorativo do 43º aniversário do 25 de Abril, que teve lugar no passado domingo, dia 23, na Escola Básica da Quinta Nova da Telha, no Barreiro, e para o qual a Associação Conquistas da Revolução foi de novo convidada.
Da iniciativa das Juntas das Uniões de Freguesia do Alto Seixalinho, Santo André e Verderena, do Barreiro e Lavradio, de Palhais e Coina, e da Junta de Freguesia de Santo António da Charneca, Presidentes e representantes destes orgãos autárquicos (que colocaram enfâse na luta pela reposição das Juntas, naturalmente), os Presidentes da Assembleia e da Câmara Municipal antecederam o Comandante Manuel Carvalho, Militar de Abril, da Direcção da ACR.
Quanto a Carlos Humberto, Presidente da Edilidade, a emoção foi evidente na recordação do combate ao fascismo naquela terra e do preço que muitos tiveram de pagar.

Intervenção de Manuel Begonha na apresentação do livro " Abril Caderno de Memórias" da autoria do nosso associado Nuno Pinto Soares



No passado dia 21 de Abril foi apresentado o livro "Abril Caderno de Memórias" da autoria do nosso associado Nuno Pinto Soares.
A Associação foi representada pelo nosso presidente de direcção que na altura proferiu a intervenção que se reproduz.




Em nome da Direcção da Associação conquistas da revolução, vou ler um pequeno texto. Optei pela leitura porque numa ocasião como esta, não quero que se percam palavras.

Evoco aqui a obra de Robert Musil.

A personagem do livro, é estranhamente indiferente e não reconhece as suas qualidades.

A sua atitude e entendimento da sociedade, denota falta de profundidade e uma desesperante capacidade analítica que o obrigam a recorrer ao mundo exterior para formar o seu carácter.

Vem isto a propósito, de me propor falar do seu contrário que é o Nuno Pinto Soares que é um homem de qualidades. A sua vida demonstra uma luta constante entre a razão e a alma, com a moral e a ética com ponto de equilíbrio e o ideal como guia e epicentro.

É um homem que tive o privilégio de encontrar na Revolução, tendo referência comum o apreço e a amizade pelo General Vasco Gonçalves.

Sempre admirei no Nuno a sua largueza de horizontes, profundidade de pensamento e fina inteligência. É uma personalidade especial que dá particular importância aos valores da verdade e da opinião.

No aspecto profissional, quero apenas recordar duas situações: a sua acção como Comandante da Academia Militar, onde instituiu uma alteração pedagógica notável na relação professor aluno e a sua inteligência política na condução dos cadetes numa campanha de dinamização cultural no Distrito da Guarda.

Por tudo isto, termino acreditando ser justíssimo desejar que este livro tenha o sucesso que o seu autor merece.

24 Abril - Zona Oriental de Lisboa

Como vem sendo hábito a Zona Oriental de Lisboa festeja o aniversário do 25 de Abril.
Representou a ACR o nosso sócio e militar de Abril, Lima Coelho.

Quando nos forem fornecidas fotografias, serão publicadas

24 Abril MOITA

Moita também contou com
a Associação Conquistas da Revolução

   

Coube ao Comandante Marques Pinto, Militar de Abril, em representação da ACR, da qual é membro da Direcção, deslocar-se ao Quintal da Capricho Moitense, na Moita, a convite da Comissão Promotora de um jantar-convívio comemorativo do 43º aniversário do 25 de Abril.    
A iniciativa congregou cerca de 60 democratas na noite de 24, e foi dirigida por Teresa Lésico. O conjunto de jovens presentes, alguns dos quais com responsabilidades autárquicas ao nível do Município e da Freguesia, foi traço marcante do convívio que não deixou de ser ponto de encontro para a saída à rua a caminho da participação nos festejos populares.

   

24 de Abril na Baixa da Banheira

Associação Conquistas da Revolução saudou jantar comemorativo do 25 de Abril na Baixa da Banheira




   Cerca de cem democratas participaram no jantar comemorativo do 43º aniversário do 25 de Abril promovido pelo Movimento Associativo da Baixa Banheira na noite 24, no Ginásio Atlético Clube, ao qual a ACR enviou uma saudação, lida por Diamantino Patarata:
  
   “Amigos, companheiros, camaradas.
   “Não será difícil sentirdes vós próprios quanto nos custa não podermos corresponder ao convite que, uma vez mais, nos haveis endereçado para juntarmo-nos nesta noite de 43º Aniversário do 25 de Abril. Mas é para nós fácil de imaginar que também ficareis satisfeitos ao confessarmos que aumentou significativamente o número de solicitações que nos endereçaram, de norte a sul do país, em especial na Península de Setúbal, ultrapassando em muito, aceitem o termo, a nossa capacidade física.  
    “Há 43 anos, no mais ocidental dos países capitalista da Europa continental, deu-se a Revolução dos Cravos.
   “Resultou de uma prolongada e tenaz resistência e luta antifascistas e de unidade democrática, que neste concelho viu bandeiras erguidas, cujos custos - até à morte, nas prisões, campos e ruas - foram incomensuráveis;
   “resultou de uma correlação de forças a nível mundial, após a derrota do nazi-fascismo, onde a violação dos direitos humanos e da soberania nacional encontrou um travão que hoje, uma vez enfraquecido, faz do Mundo um Mundo de guerra e exploração em vez de um Mundo de Paz e Cooperação, com a cumplicidade e comprometimento de sucessivos governos do nosso País, rasgando princípios constitucionais.
    “resultou das batalhas dos povos das ex-colónias pela independência e soberania,
   “resultou da consciência entre militares de que era justa e invencível a causa que estas constituíam, dando corpo ao MFA.
   “Vamos ser breves.
   “Recordemos tão-somente os ‘TRÊS DÊS’: Democratização, Descolonização, Desenvolvimento.
   “Quatro décadas depois do início da recuperação capitalista, latifundista e imperialista, atenhamos ao segundo ‘DÊ’: o Portugal de hoje continua, quase que se pode dizer mais do que nunca, submetido às garras dos grandes grupos económicos e financeiros, nacionais e transnacionais - mas insubmisso, pugnamos nós por isso, à tentativa de imposição, política e ideológica, de que não há alternativa!
   “Sabeis o que somos: uma Associação que se constituiu e prossegue na projecção e consolidação do legado - dos legados político, moral e cultural - do General Vasco Gonçalves, Companheiro Vasco, Primeiro-Ministro do Povo e dos Trabalhadores.
   “Estamos em Abril, mês da Liberdade e da Constituição. Estamos em Maio, mês internacional da Luta.
   “Até amanhã, até sempre: ABRIL VENCERÁ!
   “O nosso obrigado!!”
   Usaram igualmente da palavra José Manuel Fernandes, outro dirigente do movimento associativo, Nuno Cavaco, Presidente da Junta da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, e Rui Garcia, Presidente da Câmara Municipal da Moita.


ACR promoveu jantar comemorativo do 43º aniversário do 25 de Abril

Foi na casa do Alentejo, com a participação de mais de 100 pessoas.


























Intervenção de Manuel Begonha, Presidente da ACR, no jantar comemorativo do 43º aniversário do 25 de Abril

As comemorações do 43º Aniversário do 25 de Abril, ocorrem num período de grandes preocupações a nível mundial, algumas das quais insólitas, mas no entanto muito preocupantes.
A nível interno, mantém-se um governo com um suporte parlamentar imprevisível para muitos, mas que se tem mostrado responsável. Não constitui para a EU um motivo de satisfação, gerando grandes desconfianças e até invejas, mas não deixa de constituir um desafio que explica os inadmissíveis ataques a que periodicamente nos sujeita.
Mas o problema fundamental com que estamos confrontados, é o do investimento público. É óbvio que este está fortemente condicionado pelos juros a pagar devido ao resgate que sofremos. Torna-se assim inevitável a renegociação destes juros, no que diz respeito ao correspondente valor e prazo de pagamento.
Outra questão mais complexa será a saída da zona euro. Contudo, tal passo deverá ser estudado com profundidade, devendo aguardar-se pela inadiável evolução de uma EU dividida e titubeante, minada por nacionalismos estreitos e sem uma visão internacionalista.
Por enquanto dá sinais de tentar reforçar a penalização e menorização dos países mais pobres, enquanto se acobarda com as consequências do Brexit.
Por outro lado, o BCE sem controlo democrático, dedica-se a harmonizar o poder financeiro, na óptica dos poderosos.
Por agora, importa ver concretizada a saída do País do procedimento por défice excessivo.
Ainda no que respeita a problemas internos que urge solucionar, destaca-se a situação preocupante da banca e o assombroso valor das respectivas imparidades, ligadas à criminosa protecção aos grandes devedores, sem esquecer os 10 mil milhões de euros, misteriosamente remetidos para paraísos fiscais.
Muitos factos anómalos permanecem numa conveniente obscuridade, uma vez que a comunicação social foi tomada pelas forças de direita – que com esta forma de poder, querem continuar a transmitir o legado da sua incapacidade – e lamentavelmente também pelo PS, logo a partir dos primeiros governos constitucionais. Conseguiram assim instaurar o medo e o conformismo que constrange hoje a maioria esmagadora dos jornalistas. Normalmente, os critérios editoriais entendem não ser do interesse público os assuntos que importam à esquerda, excepto quando a querem envolver na baixa política, exercendo deste modo uma forma objectiva de censura.
Importa voltar ainda à questão do investimento público que o estado deverá afectar a estruturas produtivas, para garantir um crescimento prolongado e a recuperação do emprego.
Mas existem outros tipos de investimento que de uma forma indirecta, poderão ter enormes repercussões na melhoria das condições de vida dos portugueses, devendo assim serem rapidamente resolvidos. Realçaria de entre muitos outros, os seguintes:
  • Mais pessoal e melhores equipamentos para os hospitais públicos; mais Centros de Saúde e melhor protecção à 3ª idade.
  • Recuperar o património escolar; promover a investigação e a inovação atribuindo mais bolsas de estudo.
  • Recuperação do património construído, nomeadamente de edifícios de interesse público em acentuado estado de degradação e apoio a actividades criativas no âmbito da cultura.
  • Criar condições para fazer regressar ao país jovens talentos emigrados e fixar os que ainda cá permanecem.
  • Erradicar a pobreza, construção de habitação social e distribuição de mais criteriosos subsídios.
  • Acautelar a situação dos actuais e futuros pensionistas da Segurança Social e CGA, revendo algumas leis que regem a Segurança Social, com reflexos na sustentação da CGA.
  • Reformar a justiça e a investigação criminal, atribuindo-lhes mais e melhores meios técnicos e humanos.
  • Eliminar a banalização da corrupção e a institucionalização da impunidade.
Julgo que estes serão contributos que também ajudam a defender as Conquistas da Revolução.
A nível internacional. O panorama não é muito animador.
A pressão dos refugiados e do terrorismo reforça o argumentário da extrema-direita e afecta a EU já destabilizada, aumentando o risco de o maior grupo parlamentar do Parlamento Europeu ser proveniente dessa extrema direita.
A instabilidade dos países mediterrânicos do Norte de África, a guerra da Ucrânia e o cerco às fronteiras russas do Báltico ao Mar Negro, tornou-se um pretexto para o reforço do expansionismo e agressividade da NATO.
Na zona da Ásia Pacífico, desenham-se novos alinhamentos como a  Rússia e o Japão, os EUA e a Índia a China e o Japão, com objectivos que vão desde a procura de matérias-primas, à aquisição de tecnologias de ponta, ou ao mero cerco económico e político-militar à China e à Coreia do Norte.
Um novo peão surge agora com intenções ambíguas, a Turquia, que apesar de desconfiança mútua, ensaia uma aproximação à Rússia num sério desfio à NATO.
 Considero no entanto que o factor de importância mundial mais significativo, é a figura de Donal Trump, que constitui ainda um intrigante caso de estudo.
 O actual Presidente dos EUA, é uma figura atípica que pretende ser notícia todos os dias, para alimentar o seu super-ego e credibilizar as suas promessas eleitorais de uma forma enviesada, sob a bandeira do “América primeiro”.
É assim que aparece a defender um muro na fronteira com o México, força a renegociação do Acordo de Comércio Livre Norte-Americano, nega as alterações climáticas, institui políticas intolerantes contra muçulmanos e imigrantes, provoca a desregulação financeira, recusa a não proliferação nuclear, fortalece os bilionários e a transformação da convivência bilateral em unilateral.
Elegeu para inimigos principais, primeiramente a China, tentando enfraquecer a respectiva economia, pondo em causa o acordo Trans - Pacífico, ainda que haja quem admita que na região Ásia - Pacífico, este facto poderá beneficiar a China. 
Recentemente, recuou e anunciou que vai manter a política de uma só China.
O Irão aparece a seguir, não sendo despiciendo admitir que para além de outras implicações estratégicas, seja para proteger Israel, pressionado pelo poderoso lobi judeu que pretende no seu confronto com a Palestina ver anulada a política dos dois estados, fazendo aprovar uma lei expansionista e racista à revelia da Lei Internacional para a Palestina que impedirá a criação de um Estado Palestino viável e soberano.
Muito recentemente já com António Guterres Presidente da ONU, dois comissários norte americanos desta instituição, após deslocação à Palestina, produziram um relatório onde denunciam o genocídio, o apartheid e crimes de guerra, cometidos pelo Estado de Israel contra a Palestina, que deu entrada na agenda da ONU, de onde foi retirada dois dias depois sem qualquer justificação. Este facto, provocou o pedido de demissão da Coordenadora da Comissão de Assuntos Sociais daquela organização, Rima Khalaf.
Internamente vem-se dedicando a instituir a arbitrariedade, a autocracia e a excepcionalidade.
Dir-se-á que ocorre uma convulsão no neoliberalismo que irá cair sobre Trump, escolhido para a resolver.
Mas o mais inesperado e potencial portador de um enorme risco, incerteza e imprevisibilidade, é a luta que se desencadeia entre as decisões de Trump e os objectivos das agências de informação e Segurança, nomeadamente a NSA e a Cia.
 Estas temem que Trump rejeite o programa de hegemonia mundial dos EUA que suporta o gigantesco orçamento anual do complexo militar industrial, devido à intenção de que a América deve regressar a casa e preocupar-se menos com países estrangeiros. É claro que foi aprovada uma enorme verba alegadamente para modernização das FA’s, o que mesmo assim é diferente do que se gastaria a consumir armamento e munições por tempo indeterminado nas constantes guerras pontuais, apanágio da política agressiva norte americana.
A anunciada decisão de Trump de reduzir as perigosas tensões com a Rússia no combate ao Estado Islâmico na Síria, entra em conflito com a orientação neo-conservadora seguida por Obama, de alimentar uma guerra por procuração, destinada a mudar o regime pelo derrube de Assad.
Ainda assim, Hillary Clinton fortemente apoiada pela CIA, preferia ir mais longe, impondo um zona de interdição de voo e o confronto com os russos.
A verdade é que estas agências, raramente são objecto de controlo democrático, sendo concebidas para disseminar a desinformação, o engano e a propaganda.
Resta-nos esperar que um homem rico e insensato tornado super–poderoso, que actua nas margens da lei, nestes jogos de dúbias cumplicidades não venha a ser considerado virtuoso.
Ou pior ainda que se deixe transformar este mito em ficção inteligente.
Mas acima de tudo o que importa assegurar é que as armas existentes nos EUA, sobretudo as nucleares, permaneçam em mãos responsáveis e sirvam para limitar a violência e garantir a paz e não para o seu contrário.
Mas apesar de ser este o mundo em que vivemos, estamos hoje aqui a comemorar um dia histórico para Portugal, porque acreditamos que ainda seremos capazes de lutar para o transformar.
No Portugal que queremos construir, não há lugar para a desigualdade que hoje nos atinge. Para a mentira. Para que se morra na defesa de interesses que não sejam os do nosso povo.
Queremos honrar a figura e obra de Vasco Gonçalves, assumindo a nossa solidariedade, fraternidade e responsabilidade para com o ideais e os sonhos que trazemos de Abril.
Continuaremos a lutar! 
Viva o 25 de Abril!
Viva Portugal!