AS DUAS FACES DE PUTIN
Manuel Begonha | sócio da ACR
Presentemente na Rússia o sistema político vigente é o neoliberalismo, com alguma colaboração de oligarcas e judeus influentes.
Portanto, ao contrário do que muita gente que não gosta de pensar está convencida, não é um regime comunista, semelhante ao da extinta URSS.
Não prevalece contudo, uma democracia formal, o que lamentavelmente por outras vias está em estado quase terminal pela Europa, devido à ascensão de partidos extremistas de cariz ultra liberal e mesmo neofascista.
Nestas condições, o governo de Putin não dispensa métodos ditatoriais e autoritários.
Mas ao contrário do que sucede na Ucrânia, existem partidos de oposição.
Estão representados na Duma Estatal os seguintes partidos principais :
- Rússia Unida - centro direita e conservador, detendo a maioria absoluta. É o maior apoiante de Putin.
- Partido Comunista da Federação Russa - de ideologia marxista - leninista, é nacionalista e a segunda força política.
- Partido Liberal Democrata - Nacionalista e da direita conservadora.
- Rússia Junta pela Verdade - Formação de centro - esquerda e socialista
- Novas Pessoas - Centro Liberal
Existem ainda outros partidos minoritários, quer de direita quer de esquerda.
Para além de alguns destes partidos, Putin tem importantes críticos relativamente à sua liderança na guerra da Ucrânia, o que lhe não tem tornado a vida fácil.
Como exemplo, irei referir Sergey Karaganov, cientista político, Reitor honorário do Conselho de Política Externa e de Defesa, que foi conselheiro de Brezhnev, Gorbachev, Yelstin e até de Putin.
Conforme pôde ser visto numa entrevista que concedeu a 10 de Maio de 2026, a Glenn Diesen, reputado analista político, defendeu que a Rússia para terminar com a guerra, evitando mais mortes de militares e civis e uma crise social e económica, deveria recorrer à arma nuclear.
Por outro lado, Dimitry Medvedev, ex Presidente da Rússia e Vice Presidente do Conselho de Segurança, mais liberal do que Putin, tem por vezes posições extremadas.
No entanto ambos têm um apoio consistente da opinião pública.
E evidentemente existem outras personalidades alinhadas com a UE e os EUA que conspiram para ter um Presidente mais colaboracionista.
Embora não pareça, Putin está muitas vezes refém da dinâmica interna do poder e não fora o seu bom-senso e visão estratégica, sem esquecer o aconselhamento valioso do seu experiente Ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, talvez o nosso planeta como hoje o conhecemos já não existisse.
Terá Putin de se submeter ao destino traçado pela história, ou deverá decidir alterá-lo?