21 Abril - comemoração 25ABR organizado pela Universidade Sénior de Benfica

Tarde bem passada com a presença de cerca de duas dezenas de pessoas.
A ACR fez-se representar pelo Henrique Mendonça, militar de Abril.
Participaram o coro da UNISBEN e o grupo "Nova Antena"





Jantar de confraternização comemorativo do 25 de Abril




Como vem sendo habitual a ACR realiza o seu jantar de convívio comemorativo do 25 de Abril.
Este ano, o jantar tem lugar na Casa do Alentejo a 20 de Abril
A ementa é: Creme de Espargos; Ensopado de borrego e Sericaia.
O seu custo 17,00 €.

Para reservas contatar a Casa do Alentejo; telefonar para 960 292 981; ou enviar um email para conquistasdarevolucao@gmail.com

Contamos consigo.
Vamos encher a Casa do Alentejo e transformar este jantar numa grande jornada por Abril.

O capitão de Abril e nosso sócio Nuno Pinto Soares lança caderno de memórias




Adriano Correia de Oliveira - O Trovador da Liberdade

A Associação Conquistas da Revolução, em colaboração com a Câmara Municipal 
do Barreiro, assinalou no passado dia 9 de Abril, no Auditório Municipal Augusto 
Cabrita, os 75 anos do nascimento de Adriano Correia de Oliveira, uma voz única da 
música portuguesa que, ao longo dos seus quarenta anos de vida, esteve sempre 
do lado da liberdade, da democracia, da justiça social, sempre ao lado do seu povo.

Esta iniciativa contou com a participação de Vitorino, Janita Salomé, Samuel e Nuno Tavares, e do Grupo Jurídico de Canto e Guitarra de Coimbra, e intervenções 
de Carlos Humberto de Carvalho, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro e do Comandante Manuel Begonha, Presidente da Associação Conquistas da Revolução.

No decorrer da iniciativa foi referido que “O último espetáculo de Adriano Correia de Oliveira" foi precisamente no Barreiro, terra de luta, terra de Abril.
Para a cultura portuguesa fica o legado de Adriano Correia de Oliveira. Para todos o exemplo do seu empenhamento na construção de um Portugal democrático e na defesa das "conquistas da revolução.”

“Adriano Correia de Oliveira foi um dos autores mais marcantes da música de intervenção e da canção de Coimbra. A sua voz ímpar distinguiu-se pelo timbre e pela limpidez. Com enorme coragem, interpretou palavras de luta e resistência contra a ditadura fascista e acompanhou as muitas conquistas de Abril no período revolucionário.”






Carlos Humberto de Carvalho, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro


Comandante Manuel Begonha, presidente da direcção da ACR

Em nome da direcção da ACR, quero agradecer a vossa presença, que muito nos satisfaz e honra.
Quero agradecer à câmara Municipal do Barreiro a cedência destas excelentes instalações, meios técnicos e apoios, bom como aos respectivos colaboradores que tornaram possível este espectáculo.
Agradeço finalmente a generosidade dos artistas, fundamental para o sucesso desta homenagem.
Lembro que uma iniciativa como este, apesar da boa vontade de todos os intervenientes, tem custos, pelo que apreciaríamos que comprassem os nossos livros que estão expostos na banca.
São eles:
“Vasco, nome de Abril” que é um conjunto de depoimentos de 75 figuras públicas que pretenderam dar o seu testemunho sobre a vida e obra do Gen. Vasco Gonçalves; “As Conquistas da Revolução” que recorrendo a decretos-lei e respectivos preâmbulos publicados no Diário da República, descrevem as grandes transformações que ocorreram maioritariamente nos 4 governos provisórios presididos por Vasco Gonçalves e que hoje designamos por “Conquistas da Revolução”, muitas delas consagradas na Constituição da República e “5ª Divisão – MFA – Revolução e Cultura” que historia o que foi a tão caluniada 5ª Divisão do EMGFA e no qual se descrevem as campanhas de Dinamização Cultural.

A ACR foi constituída para defender estas conquistas e para não deixar esquecer aqueles que se distinguiram pela obra produzida na correspondente construção e consolidação, dos quais destacamos Vasco Gonçalves, patrono da nossa Associação.
Destes, no campo da cultura e especialmente na música popular portuguesa, tem justíssima relevância Adriano Correia de Oliveira que como compositor e intérprete teve um papel marcante na construção de um Portugal livre e democrático e que hoje evocamos e homenageamos.

O Adriano, nasceu no Porto a 9 de Abril de 1942, faria, portanto hoje 75 anos, e faleceu em Avintes em 1982.
Ficou para a história do movimento estudantil a estreia da “Trova do vento que passa”, na Faculdade de Medicina de Lisboa.
Este género musical tornou-se inovador e após a sua edição em disco em 1963, passou a ser como que o hino da luta anti-fascista estudantil.

Não esqueço a ligação que com ele estabeleci durante a sua acção cívica no âmbito da 5ª divisão do EMGFA, onde em 1974/75, integrou o departamento de música da CODICE, organismo que coordenou as campanhas de dinamização cultural do MFA.
Assim interveio por este país, tendo-se empenhado activamente no contacto com a população, onde mostrou bem a sua qualidade humana, o seu inconformismo e vontade de mudança.
Era, pode dizer-se, um homem grande em todos os sentidos.
E foi por tudo isto que é com grande alegria que vos comunico que na última Assembleia Geral, foi aprovada, por unanimidade e aclamação, a atribuição a Adriano Correia de Oliveira, a qualidade de sócio de mérito da Associação Conquistas da Revolução.
Finalmente, desejo que se divirtam, que gostem do espectáculo e que saiam daqui mais inspirados para prosseguir na luta pela defesa da nossa Constituição, último baluarte para manter abertas “As portas que Abril abriu”, como diria Ary dos Santos.


Grupo Jurídico de Canto e Guitarra de Coimbra







Raquel Bulha. Apresentou o espectáculo

Samuel e Nuno Tavares



Janita Salomé e Filipe Raposo







Armindo Fernandes


Vitorino








10 Abril - Comemoração do 43º aniversário do 25 de Abril - na União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas

A 10 de Abril comemorou-se na Academia Almadense, o 43º aniversário do 25 de Abril.
A iniciativa foi promovida pela União das Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas.
Representou a ACR o militar de Abril, Manuel Custódio















intervenção de Manuel Custódio
Estimadas amigas e amigos, camaradas;

O nosso obrigado pelo convite que foi endereçado à Associação Conquistas da Revolução para estar aqui presente um militar de ABRIL.
Convite que muito nos honra.

A nossa Associação foi constituída e inspirada, nos valores e ideais desse grande Homem, que foi o general Vasco Gonçalves, o único 1º Ministro que governou para o seu povo e um dos objectivos da Associação é fazer emergir, na sociedade, os seus valores e ideais.

Camaradas e amigos;
Juntamo-nos hoje, na prestigiada Academia Almadense, para comemorar os 43 anos desse importante levantamento militar, dirigido pelos capitães, naquela radiosa madrugada de 25 de Abril, que derrubou o regime fascista de Salazar. Esta acção dos militares culminou longos e negros anos de lutas, do povo, de muitos democratas e patriotas portugueses, o que permitiu logo a seguir, aquele grandioso  1ºde Maio, dando inicio à Revolução Portuguesa que, por isso,  ficou conhecida por Revolução de Abril. Revolução que trouxe ao povo a alegria, a esperança e a paz. A revolução que escancarou os portões da liberdade e da democracia. Portões que muitos tentaram fechar com golpes, invenções e agressões mas não conseguiram, porque a mobilização das massas era real.

Foram anos vertiginosos esses anos de 74 e 75, para muitos de nós, os mais felizes da nossa vida, há uma lição fundamental para os dias de hoje e de sempre: foi a luta, foi a iniciativa, foi a intervenção das massas que produziram as conquistas. Elas, as conquistas, antes de estarem em lei ou na Constituição, já eram realidade concreta, vida concreta, nos campos, nas fábricas, nas vilas e freguesias rasgando ruas, casas, escolas. Como está bem documentado no livro Conquistas da Revolução, que a nossa Associação publicou

Foi isso que permitiu aquele acto fantástico de poucos meses após o 25 de Novembro que constituiu uma derrota da esquerda militar e desequilibrou a relação de forças, tivesse sido aprovada a Constituição da República, ela própria conquista de Abril. Uma Constituição que consagrou as conquistas fundamentais dos trabalhadores e das massas – as conquistas da Revolução, uma Constituição ao serviço dos explorados, dos mais pobres, da afirmação da soberania nacional, dos direitos dos trabalhadores e de um Portugal desenvolvido. Uma Constituição que começou a ser atacada nesse próprio dia e continuou até aos dias de hoje. Todos temos conhecimento das mais de uma dezena de inconstitucionalidades decididas pelo Tribunal Constitucional relativamente a medidas do Governo PSD/CDS

Constituição, que por proposta das Associações e Clubes militares, na comemoração do seu 40º aniversário, a Câmara Municipal de Almada editou em tipo de livro escolar e distribuiu a todos os alunos do 1º ao 11º ano de escolaridade do seu concelho.

Camaradas e amigos;
Olhamos o mundo e temos razão para estarmos preocupados. Vemos como a extrema-direita tem vindo a reforçar a sua influência por toda a Europa. Vemos como em resultado das intervenções na Libia, Iraque, Afeganistão se generalizou a guerra, arrastando com ela um êxodo em massa, acirrando ódios. Os mesmos que desencadearam a guerra são os mesmos que agora choram lágrimas de pena e dó pelos refugiados. Os mesmos que já restringem direitos e liberdades, como já faz a França e outros países,  são os mesmos que, por causa do terrorismo, financiam os países e vendem armas aos que abrigam os terroristas.

Olhamos para o outro lado do Atlântico e vemos como se desestabilizam países que optaram por querer seguir rumos diferentes daquilo que querem, os que acham que dominam o mundo. O último ataque à Líbia e as ameaças à Coreia do Norte, por parte dos Estados Unidos de Ronald Tramp, aumentam cada vez mais os perigos de guerra, a qual, a ser lançada com a capacidade de destruição que possuem os beligerantes, será uma catástrofe difícil de prever, pois como dizem os especialistas, nem os vencedores de te tal guerra sobrevirão.   

Estes são pois tempos de preocupação. Mas preocupação não pode ser sinónimo de expectativa, paralisia ou desistência. De ficar à espera para ver. De pensar que outros resolverão por nós aquilo que a nós diz respeito.

Amigos e camaradas;
A grande virtude da solução governativa construída após as eleições de 4 de Outubro, de 2015, foi ter afastado o PSD e o CDS do Governo e com isso a interrupção do seu projecto demolidor. Ter-se conseguido isso já foi muito.

Mas se não podemos permitir que se perca a esperança criada com a janela que se abriu com essa solução, também é preciso não ter ilusões, que com o actual o actual Governo os problemas fundamentais que afectam a nossa vida, vão ter resolução. Todos temos consciência das soluções, visões e propostas que separam as forças políticas que suportaram a formação do governo do PS. Conhecemos 39 anos de políticas do PS, sabemos das suas opções. Mas, sabemos também que querer cumprir as regras da União Europeia e satisfazer direitos básicos dos portugueses é o mesmo que querer sol e sombra ao mesmo tempo.

Logo, das duas, uma: ou ganha corpo pela exigência popular, a satisfação dos interesses dos trabalhadores, dos reformados e pensionistas, do direito à saúde, etc; Ou retoma a satisfação dos interesses do Banco Central Europeu, com a obecessão pelo tecto do déficit, e a destruição das nossas vidas. E como há ainda quem não tenha compreendido bem esta situação, compete-nos esclarecer, mobilizar e agir, para combater os planos Bês e se exijam os planos À.

Camaradas e amigos;
Hoje, estamos de novo a precisar de nos dinamizarmos por novas causas e razões.
O momento que vivemos não é de espera, nem de expectativa, mas sim de luta e de acção. Precisamos de novo da intervenção e da luta pelo aumento das pensões e reformas; de salários; de acesso à saúde; de direitos dos trabalhadores e combate à precariedade. Precisamos dessa intervenção na luta pelo direito do nosso povo decidir do seu destino sem ingerências e pressões do FMI, do BCE e outras estruturas. O nosso desenvolvimento só será possível se nos libertarmos dessas pressões e dessas ingerências.

Não quero terminar esta minha intervenção sem manifestar a mais profunda solidariedade da Associação Conquistas da Revolução à União de Juntas de Freguesias de Almada como a todos os seus trabalhadores e às suas lutas por uma vida com qualidade e dignidade.

Quero ainda manifestar a esperança e a certeza, de que as gerações mais jovens saberão dar continuidade à luta pelos valores e ideais desse grande militar, o General Vasco Gonçalves. 

E antes de terminar mesmo, quero informar, que no dia 20 de Abril a Associação Conquistas da Revolução, realiza, na Casa do Alentejo, um Jantar  comemorativo do 25 de Abril.

Viva a Associação Conquistas da Revolução
Viva a Constituição da República
Viva a Revolução de Abril

Almada, 10 de Abril de 2017
   




Adriano Correia de Oliveira - O Trovador da Liberdade

Os bilhetes para o espectáculo de homenagem a 
Adriano Correia de Oliveira, 
esgotaram.
A casa está totalmente cheia!!
O trovador da liberdade está bem vivo, entre nós!!!

Adriano Correia de Oliveira - O Trovador da Liberdade


Entrada Livre - mediante levantamento de ingresso, limitada à lotação do Auditório Municipal Augusto Cabrita.

LEVANTAMENTO DE INGRESSOS/INFORMAÇÕES: 
AMAC (212 068 230) e Posto de Turismo do Barreiro (212 068 287).