ACR voltou aos Estaleiros da Lisnave, em Setúbal
Na manhã de 22 de Abril, nos Estaleiros da Mitrena, em Setúbal, e a convite da Comissão de Trabalhadores da Lisnave Yards, Henrique Mendonça, Militar de Abril e membro dos Corpos Gerentes da Associação Conquistas da Revolução, assim como José Manuel Maia, ex-operário da Lisnave/Margueira, deputado do PCP da Assembleia Constituinte e actualmente Presidente da Assembleia Municipal de Almada, tomaram a palavra num plenário dos trabalhadores daquela empresa na evocação do 42º aniversário da Revolução do 25 Abril e do 40º da Constituição da República Portuguesa.
Dirigida por Ricardo Malveiro, da Comissão de Trabalhadores, a iniciativa, que numa primeira fase tratou de aspectos de ordem laboral, foi momento de recordação pelas palavras de António Pardal, outro membro daquele ORT, das mais de 3 mil horas de trabalho nocturno voluntário no Estaleiro graças às quais se ergueu, na Praça de Portugal da capital sadina, o Monumento ao 25 de Abril e às Nacionalizações. Da autoria dos escultores Virgílio Domingos e António Trindade e do Arquitecto Rodrigo Ollero, a Setenave tinha então cerca de 5 mil efectivos, plenamente identificados com o projecto oferecido à cidade que teve naturalmente a colaboração do Município corria o ano de 1985. A 1 de Outubro, data da inauguração, assim se comemorou o 15º aniversário da fundação da CGTP-IN.
Há dois anos, em idêntico acto participou Manuel Begonha, Presidente da Associação.
Associação Conquistas da Revolução comemora 25 de Abril no Barreiro
ACR no 42º aniversário do 25 de Abril
e dos 40 anos da Constituição no Barreiro
Coube a Manuel Custódio, Militar de Abril, representar a Associação Conquistas da Revolução no almoço-convívio que as Autarquias Locais do Concelho do Barreiro promoveram no passado domingo, nas instalações da Escola EB da Quinta da Nova Telha.
Seguindo-se às intervenções dos Presidentes das Uniões de Freguesia do Alto Seixalinho, Santo André e Verderena, Carlos Moreira; do Barreiro e Lavradio, Ana Porfírio; de Palhais e Coina, Naciolinda Vicente; de Santo António da Charneca, Vicente Figueira, e do Presidente da Câmara Municipal, Carlos Humberto Carvalho, Manuel Custódio vincou o papel de Vasco Gonçalves na afirmação da Revolução dos Cravos pela defesa da unidade do Povo com o MFA e o alcance histórico da Constituição de Abril que dela emanou.
A iniciativa encerrou com a actuação de Joana Amendoeira, dando voz às canções de antes como do depois da data que comemoramos, quer de autores portugueses, quer de outros países da Europa ou da América Latina.
Estimadas amigas e amigos, camaradas;
O nosso obrigado pelo convite que foi endereçado à Associação Conquistas da Revolução para estar aqui presente um militar de ABRIL.
Convite que muito nos honra. Pois, como sabeis, a constituição da nossa Associação foi inspirada, nos valores e ideais desse grande Homem, que foi o general Vasco Gonçalves, o único 1º Ministro que governou para o seu povo e um dos objectivos da Associação é fazer emergir, na sociedade, os seus ideais e valores.
Camaradas e amigos,
Juntamo-nos hoje, para comemorar os 42 anos da Revolução de Abril. A Revolução que trouxe ao nosso povo a alegria, a esperança e a paz. A revolução que culminando anos e anos de lutas de muitos democratas e patriotas, abriu os portões da liberdade e da democracia.
Portões que muitos tentaram fechar com golpes, invenções e agressões mas não conseguiram, porque a mobilização das massas era real. E é fantástico que poucos meses após o 25 de Novembro, que constituiu uma derrota da esquerda militar e desequilibrou a relação de forças, tivesse sido aprovada a Constituição da República, ela própria também, conquista de Abril, que este ano assinala os seus 40 anos.
Uma Constituição que consagrou as conquistas fundamentais dos trabalhadores e das massas – as conquistas da Revolução, uma Constituição ao serviço dos explorados, dos mais pobres, da afirmação da soberania nacional, dos direitos dos trabalhadores e de um Portugal desenvolvido.
Uma Constituição que começou a ser atacada nesse próprio dia e continuou até aos dias de hoje. Todos nos recordamos da mais de uma dezena de inconstitucionalidades decididas pelo Tribunal Constitucional relativamente a medidas do Governo PSD/CDS.
Desses anos vertiginosos de 74 e 75, para muitos de nós, os mais felizes da nossa vida, há uma lição fundamental para os dias de hoje e de sempre: foi a luta, foi a iniciativa, foi a intervenção das massas que produziram as conquistas. Elas antes de estarem em lei ou na Constituição, elas já eram realidade concreta, vida concreta, nos campos, nas fábricas, nas vilas e freguesias rasgando ruas, casas, escolas.
Hoje, precisamos de novo dessa intervenção por novas razões e causas.
O momento que vivemos não é de espera, de expectativa, mas sim de luta e de acção.
Precisamos dessa intervenção na luta pelo aumento de pensões e reformas; de salários; de acesso à saúde; de direitos dos trabalhadores e combate à precariedade. Precisamos dessa intervenção na luta pelo direito do nosso povo decidir do seu destino sem ingerências e pressões do FMI, do BCE e outras estruturas.
Precisamos dessa intervenção e luta, para o combate contra as novas tentativas de rever a Constituição, as Leis Eleitorais e outros aspectos do sistema político, não porque as consideremos vacas sagradas, mas porque, como a experiência nos mostrou e mostra, as 7 revisões constitucionais que houveram foram para a desfigurar e retirar valores de origem, à Constituição Portuguesa de 1976.
Da mesma forma que não foi com os contra revolucionários que se defendeu a revolução de Abril, não é com os opositores da Constituição que esta se revê em sentido positivo.
Se o País está como está a culpa não é da Constituição. Ao contrário, é porque sucessivos Governos a não respeitaram.
Amigos e camaradas,
Olhamos o mundo e temos razão para estarmos preocupados. Vemos como a extrema-direita tem vindo a reforçar a sua influência por toda a Europa. Vemos como em resultado de intervenções na Libia, Iraque, Afeganistão se generalizou a guerra, arrastando com ela um êxodo em massa, acirrando ódios. Os mesmos que desencadearam a guerra são os mesmos que agora choram lágrimas de pena e dó pelos refugiados. Os mesmos que falam em restringir direitos e liberdades por causa do terrorismo, são os mesmos que financiam os países e vendem armas aos que abrigam os terroristas. Olhamos para o outro lado do Atlântico e vemos como se desestabiliza países que optaram por querer seguir rumos diferentes daquilo que querem, os que acham que dominam o mundo.
Estes são pois tempos de preocupação. Mas preocupação não pode ser sinónimo de expectativa, paralisia ou desistência. De ficar à espera para ver. De pensar que outros resolverão por nós aquilo que a nós compete.
Amigos e camaradas; a grande virtude da solução governativa construída após as eleições de 4 de Outubro, foi ter afastado o PSD e o CDS do Governo e com isso a interrupção do seu projecto demolidor. O ter-se conseguido isso já foi muito.
Mas se a esperança criada com a janela que se abriu com essa solução, se não deve desvanecer, também é preciso não ter ilusões que, com o actual Governo, problemas fundamentais que afectam a nossa vida, vão ter resolução.
Mas se a esperança criada com a janela que se abriu com essa solução, não deve desvanecer-se, também é preciso não ter ilusões que, com o actual Governo, problemas fundamentais que afectam a nossa vida, vão ter resolução.
Mas todos temos consciência das soluções, visões e propostas que separam as forças políticas que suportaram a formação do governo do PS. Conhecemos 39 anos de políticas do PS, sabemos das suas opções. No entanto, sabemos também que querer cumprir as regras da União Europeia e satisfazer direitos básicos dos portugueses é o mesmo que querer sol e sombra ao mesmo tempo.
Logo, das duas, uma: ou ganha corpo pela exigência popular, a satisfação dos interesses dos trabalhadores, dos reformados e pensionistas, do direito à saúde, etc; Ou retoma a satisfação dos interesses do Banco Central Europeu, com a obecessão pelo tecto do déficit, e a destruição das nossas vidas.
E como há ainda quem não tenha compreendido bem esta situação, compete-nos esclarecer, mobilizar e agir, para combater os planos Bês e se exijam os planos À.
Não quero terminar esta minha intervenção sem manifestar a mais profunda solidariedade da Associação Conquistas da Revolução a todos os trabalhadores, às suas lutas por uma vida com qualidade e dignidade. E em especial manifestar a esperança e a certeza, de que as gerações mais jovens saberão dar continuidade à luta pelos valores e ideais da Revolução de Abril.
Viva a Associação Conquistas da Revolução
Viva a Constituição da República
Viva a Revolução de Abril
Sargento Manuel Custódio
Barreiro, 17 de Abril de 2016
ACR de novo em Almada
Terminando a sua intervenção de encerramento com a evocação daquele que afirmava: «Sem utopia, não há progresso» - Vasco Gonçalves, claro - o Militar de Abril Lima Coelho representou a Associação Conquistas da Revolução na sessão pública do passado dia 15, na Academia Almadense, evocativa do 42º aniversário do 25 de Abril e do 40º da Constituição da República,
Iniciativa da União de Freguesias de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas, tomaram a palavra o Presidente da mesma, Ricardo Louça, Susana Montalvo, em representação da Assembleia de Freguesia, e eleitos da CDU, PS, PSD e BE.
A Alma Alentejana almadense não podia faltar: actuou o seu Grupo «Violas Campaniças», sucedendo-se o gosto de convívio gastronómico.
Intervenção do representante da ACR – Associação Conquistas da Revolução (Sargento-Mor António Lima Coelho)
Cine-Teatro da Academia Almadense
15 de Abril de 2016 – 21H00
- Senhora Presidente da Assembleia de Freguesia, em substituição
- Senhor Presidente da União de Freguesias
- Senhoras e Senhores Autarcas, eleitos e representantes do poder local democrático, uma das mais importantes Conquistas da Revolução
É para mim uma verdadeira honra ter sido convidado para dirigir umas palavras acerca da Revolução de Abril e da Constituição da República, particularmente nesta sala onde no último Sábado se viveu um momento lindo e de enorme importância: de uma assentada foi feita uma sementeira de mais de vinte mil sementes simbolizadas pela edição especial da Constituição da República a distribuir por todos os estudantes deste Concelho de Almada. Assim floresçam todas estas sementes, gerando cidadãos conhecedores e conscientes dos seus direitos e deveres de cidadania.
Alguns dos presentes poderão estar a questionar-se se, dada a minha idade, serei eu um “militar de Abril”! É bem verdade que naquela madrugada histórica em que os heroicos jovens militares tomaram em mãos a libertação deste país eu era apenas um jovem com pouco mais de quinze anos, que viveu intensamente e à distância os acontecimentos, mas que naturalmente não fui um militar operacional do acto. Contudo, considero-me um “Militar de Abril” pois defendo, prossigo e divulgo os valores, os princípios e os objectivos da Revolução de Abril, que não tem donos nem ninguém pode ousar ter a sua posse exclusiva. A Revolução de Abril não tem donos! É, deve ser, uma realidade permanente e presente no seio de todo o Povo Português. Da mesma forma sou um cidadão e militar Republicano. Mal corria se apenas os que participaram em Outubro de 1910 fossem considerados republicanos. Se assim fosse, já praticamente não haveria republicanos.
Tendo a responsabilidade de falar na qualidade de representante da “Associação Conquistas da Revolução”, da qual sou associado, associação que homenageia um dos homens que tanto trabalhou no sentido de ainda hoje muitos cidadãos usufruírem de direitos e condições sociais por si implementadas, tive a preocupação de buscar informação para falar sobre o General Vasco Gonçalves.
Para escrever algumas destas referências fui beber a duas fontes: aos livros “Um General na Revolução” e “Vasco – Nome de Abril”, particularmente no que concerne aos militares e à Constituição.
Assim permitam-me que comece por referir os excertos que assinalei. Numa entrevista concedida a Viriato Teles, Vasco Gonçalves reflectia assim sobre a liberdade: “A liberdade não se define ou não se consubstancia, apenas, nos direitos políticos, no direito de poder falar livremente, no direito de opinar e contestar ou de se organizar colectivamente sem ser preso. A liberdade não existe de per si. São necessárias estruturas políticas, económicas, sociais, culturais que garantam o exercício das liberdades consagradas na Constituição. O desemprego, a miséria, a fome, a falta de instrução, a falta de habitação, as relações sociais de exploração são contrários ao exercício livre da liberdade. (…) As conquistas democráticas alcançadas (…) foram todas consagradas na Constituição da República de 1976. A Constituição é filha da Revolução”.
Numa outra entrevista, desta vez concedida a Anabela Fino, Vasco Gonçalves afirmava: “O 25 de Abril trouxe-nos um grande direito, o direito de voto. O que precisamos é de votar bem, votar conscientemente, de maneira esclarecida, o que naturalmente exige muito trabalho de formação”. E dando realce à importância da Constituição e, por via dela ao Tribunal Constitucional, Vasco Gonçalves defendia: “De um modo geral, penso que os valores de Abril estão afirmados nos conceitos fundamentais da Constituição de 1976, quer do ponto de vista político, quer económico, social, cultural, e mesmo militar. Não podemos esquecer no meio disto tudo que há também os militares, os valores que os militares prezam; e os valores pelos quais os militares lutaram foram justamente pela dignificação das Forças Armadas que não fossem sustentáculo de um regime ditatorial, por umas Forças Armadas que fossem comandadas por gente competente, incorruptível, capaz de respeitar e de amar os valores democráticos”.
Vasco Gonçalves em discurso improvisado na Sorefame, em Maio de 1975, falando do conceito de Pátria, dizia que “A Pátria não é uma entidade abstracta, não é uma entidade mítica, mas é uma entidade concreta constituída por todo um povo de carne e osso (…). A Pátria somos todos nós!
Mas porque é importante que as novas gerações continuem a ouvir falar daquela que considero uma das suas mais importantes intervenções, quero aqui trazer o que Vasco Gonçalves afirmou, no célebre discurso nesta cidade de Almada, quando disse que “moral e política vão de par, não se podem dissociar. (…) É verdade que, procedendo assim, estou a singularizar-me, a destoar na festa provinciana que leva certos políticos a exibirem publicamente as mazelas para suscitarem simpatias e apoios e a confiarem mesmo aos mais diversos órgãos da informação estrangeiros os seus hipotéticos pavores, os seus medos apocalípticos e, de um modo geral, por mais que os disfarcem em tiradas de fervor democrático, os seus ressentimentozinhos de ambiciosos frustrados. Enfim, essa gente é como é e eu sou membro do Movimento das Forças Armadas. (…) É verdade que em toda a nossa história houve sempre portugueses que, por espírito mesquinho de classe, estiveram de cócoras diante do estrangeiro, prontos a sacrificarem os interesses da Pátria em interesses não nacionais. Todos nós conhecemos o nome de tais homens e execramo-los. Durante séculos e séculos, como bicho dentro da maçã, o partido castelhano corrompeu-os e desfigurou o País até o levar ao opróbrio de 1580. Mais perto de nós foram os integralistas, ora de imitação francesa, ora seguindo os moldes dos figurinos germanófilo e nazi que se entregaram à mesma tarefa. Hoje erguem-se vozes a cantar loas à Europa, não à Europa dos trabalhadores, claro, mas à Europa dos monopólios e das sociedades capitalistas. Ontem houve quem servisse Castela contra a arraia-miúda, hoje há quem deseje colocar as classes laboriosas portuguesas na situação de fogueiros da fornalha da Europa capitalista. Desprovida de sensibilidade popular, essa gente que não tem, sequer, a fibração nacional de escolher melhor os seus confidentes e os seus cúmplices. Fala a torto e a direito, espalha boatos, implora a intervenção estrangeira nos assuntos pátrios e tudo isso, pretendem eles, porque a nossa revolução está em perigo às mãos do “gonçalvismo”. Essa gente é o que é e eu sou membro do Movimento das Forças Armadas”.
Permitam-me que abuse desta afirmação de Vasco Gonçalves e que vos diga que essa gente é o que é e eu sou um militar das Forças Armadas ao serviço do Povo Português e da Defesa da Constituição da República, a Constituição filha da Revolução, a Constituição de Abril!
Apesar das sete revisões de que já foi alvo, em que em todas elas foram feitas feitas alterações importantes, algumas indispensáveis face às mudanças conjunturais, mas, o que não pode nem deve ignorar-se, todas foram feitas para permitirem o condicionamento ou mesmo a liquidação de conquistas importantes da nossa revolução. Apesar disso a Constituição da República Portuguesa, na sua 8ª versão, ainda é a Constituição de Abril e nela se encontram garantidos direitos fundamentais e muitas outras conquistas da nossa revolução, tais como:
O direito à saúde
O direito a habitação condigna
O direito à cultura física e ao desporto
O direito à liberdade e segurança
O direito ao trabalho com direitos
A liberdade sindical
O direito à greve
A liberdade de expressão e pensamento
A liberdade de imprensa
A liberdade de consciência, religião e culto
A liberdade de criação cultural
O direito de reunião e manifestação
A liberdade de associação
E mesmo o direito ao Ambiente e à qualidade de vida!
E porque o tempo é de Resistir na Defesa de Abril, termino referindo um excerto de uma entrevista que Vasco Gonçalves concedeu a Armando Pereira da Silva, em 1999, mas contudo sempre espantosamente actual: “Para mim, sem utopia não há progresso. A utopia sempre precedeu a acção e a luta pelas grandes ideias. Nunca será atingida, mas é um guia para a acção prática. Para estimular o empenhamento na luta pela felicidade do homem. Não há nenhum homem nem nenhuma mulher que não tenham uma utopia na vida. Não fujo à regra… (…) O entusiasmo, a confiança, a esperança, o empenhamento, o sonho que se seguiram ao 25 de Abril devem inspirar-nos na continuação da luta com redobrado esforço pelos ideais que nortearam as conquistas revolucionárias. Numa palavra: manter abertas as portas que Abril abriu: Por elas passa a libertação do Homem!”
VIVA o 25 de ABRIL!
VIVA a CONSTITUIÇÃO da REPÚBLICA PORTUGUESA!
VIVA PORTUGAL!
Apresentação do livro "VARELA GOMES - Que outros triunfem onde nós fomos vencidos" de António Louçã
No próximo dia 20 de Abril, Aldo Casas, vai apresentar o livro
"VARELA GOMES - Que outros triunfem onde nós fomos vencidos"
escrito por António Louçã
"VARELA GOMES - Que outros triunfem onde nós fomos vencidos"
escrito por António Louçã
Jantar comemorativo do 42 º Aniversário da Revolução de Abril
O nosso jantar vai realizar-se na CASA do ALENTEJO no dia 21 de Abril pelas 19h30
O preço será de 16,00 Euros por pessoa.
Ementa:
Entradas
Creme de coentros
Lombo de bacalhau com migas de grão e espinafes
Sericaia
Vinho, refrigerantes, águas e café
Inscrições
pelo telefone: 938 602 276; 960 292 981
ou pelo nosso e-mail conquistasdarevolucao@gmail.com.
VENHAM TODOS.
A Direcção
Sessão 40 Anos da Constituição da República
A Associação Conquistas da Revolução, realizou no passado dia 7 de Abril, na Casa do Alentejo, um debate comemorativo dos 40 anos da aprovação da Constituição da República. Este contou com as intervenções de Helena Casqueiro da Plataforma "40 x 25", Regina Marques do MDM, e Lopes de Almeida Deputado Constituinte.
Sessão em S. Bartolomeu de Messines
Tendo
como pano de fundo uma gravura de João de Deus, natural da terra, da
autoria de Daniel Oliveira, a Junta de Freguesia de São Bartolomeu
de Messines, em colaboração com a ACR, foi espaço para uma sessão
sobre as Conquistas da Revolução e o papel de Vasco Gonçalves no
processo revolucionário do 25 de Abril de 1974 no passado sábado, 9
de Abril.
Dirigida pelo Presidente da
Autarquia, João Carlos Correia, e motivadora de um rico debate com
os participantes, a iniciativa assentou nas intervenções de Manuel
Begonha e José Baptista Alves, Presidente e Vice-Presidente da
Associação, o primeiro incindindo sobre a necessidade sentida de
dar corpo à ACR aquando a Homenagem a Vasco Gonçalves no 5º
aniversário da sua morte, no Cemitério do Alto São João, em
Lisboa, e o segundo a dar particular ênfase às sucessivas revisões
da Constituição da República Portuguesa, as quais, por muito que,
em inúmeros aspectos, a ferissem, não conseguiram apagar um
objectivo fulcral do seu Preâmbulo, o de «abrir caminho para uma
sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português,
tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e
mais fraterno».
Manuel Begonha não se inibiu de
retomar um seu testemunho público de há algum tempo: «Eu sou
gonçalvista!», Baptista Alves, folheando «Vasco, nome de Abril»,
também reincidiu, lendo a páginas 36 e 37, linhas de Alice Vieira e
Eugénio de Andrade, a terminarem assim: «Punha os óculos, tirava
do bolso o papel do discurso que tinha feito, começava a ler. Por
alguns minutos. Porque logo a seguir o víamos a guardar o discurso,
a tirar os óculos e a falar como só ele sabia. E tudo, tudo ardia».
Sendo este o Primeiro-Ministro do Povo e dos Trabalhadores, o
Presidente da ACR recordou, segundo palavras suas da edição, que «a
ele devemos ter vivido momentos fixados pela História que se
tornaram irrepetíveis em que se conviveu com a Poesia na Rua de mãos
abertas, erguendo as aspirações e esperanças de um povo».
Assembleia Geral de 30 de Março de 2016
A Assembleia Geral da nossa Associação realizou-se no dia 30 de Março e teve a seguinte Ordem de Trabalhos:
- Discutir e aprovar a acta da sessão anterior
- Informações
- Apresentação, apreciação e votação do “Relatório de Actividades do ano de 2015”;
- Apresentação, apreciação e, ouvido o parecer do Conselho Fiscal, votação das “Contas de Gerência de 2015 ”.
Participaram na sessão 35 associados.
Os documentos foram aprovados por unanimidade e aclamação.
Foram aprovados votos de louvor
- À Casa do Alentejo - Pela solidariedade e apoio que tem dado ao trabalho que a ACR desempenha.
- Ao Contabilista Felix Simões, e à Designer, Ana Neves, pela forma empenhada como têm desenvolvido voluntariamente o seu trabalho.
Apelo «Em defesa de um Portugal soberano e desenvolvido»
No dia 19 de Março, às 15 horas, na União das Associações do Comércio e Serviços, na R. Castilho, 14 em Lisboa.
Este ano comemoram-se os 40 anos da promulgação da Constituição da República Portuguesa e o Apelo «Em defesa de um Portugal soberano e desenvolvido», à semelhança da iniciativa que realizou em 2014, promove uma sessão evocativa dos 40 anos da Constituição e combinará intervenções, depoimentos e apontamentos culturais. O painel de participantes ainda está em crescimento e avançamos apenas as primeiras confirmações: Joana Manuel, Tiago Santos, Fernando Tavares Marques, Fernanda Lapa, Fernando Casaca, André Albuquerque, António Olaio e André Levy.
A entrada é livre e não necessita de reserva.
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