De Aço e de Sonho - Espectáculo comemorativo dos 40 anos da CRP

40 ANOS DA CONSTITUIÇÃO PORTUGUESA
1976 – 2016
“DE AÇO E DE SONHO”
- homenagem a Vasco Gonçalves sobe a palco
na Casa do Alentejo, em Lisboa
























  De “Aço e de Sonho”, o espectáculo comemorativo dos 40 anos da Constituição da República Portuguesa, uma organização conjunta das Juntas de Freguesia e Câmara Municipal de Almada e do Teatro Extremo, que neste concelho por três vezes já esteve em representação pública em pleno mês de Abril, vai ocupar a noite de quinta-feira, 16 de Junho próximo, pelas 21h00, a Casa do Alentejo, em Lisboa, desta vez por iniciativa da Associação Conquistas da Revolução.
  Em documento próprio, os promotores deste tributo à nossa Constituição vincam que “não podiam deixar de prestar atenção aos Governos Provisórios que tornaram possíveis as eleições livres que formaram a Assembleia Constituinte e à figura de um dos seus mais carismáticos protagonistas: o General Vasco Gonçalves. É sobre um seu depoimento escrito e enviado ao Festival Mundial de Teatro de Nancy de 1977, onde é explicado os fundamentos da nossa Constituição e o seu papel destacado na primeira linha de uma frente comum de ideias pela defesa do direito dos povos à livre escolha do seu regime politico e cultural, que iremos erguer este espectáculo”, precisam.
  “Ao juntar três criadores, Joana Manuel, Rui Galveias e António Boieiro, de áreas distintas mas que têm no seu percurso artístico cruzamentos e contaminações nos planos musical, de actuação, de declamação”, explicam ainda, “pretendemos construir com algum inevitável didactismo (pois muitos dos vivos ainda não tinham nascido quando foi aprovada a Constituição em 1976) um trabalho poético e festivo que procure chegar ao coração dos que conhecem o processo desde a criação de uma Constituição que rompeu com o regime fascista e outorgou direitos a quem não os tinha, até ao texto que hoje nos baliza e, mesmo com amputações, cortes e desvios feitos ao texto inicial, continua a ser uma ferramenta essencial para o progresso de todo o povo nos domínios sociais, políticos e culturais.

Assinatura do Protocolo com a CPCCRD

No programa das comemorações do dia nacional das colectividades, realizada em Loures, foi assinado um protocolo entre a Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto e a ACR.



Sessão Evocativa de Ramiro Correia

Dia 17 de Junho, às 21 horas, no Museu do Trabalho Michel Giacometti, Setúbal





Síntese do envolvimento da ACR nas comemorações do 25 de Abril e do 42º Aniversário da Constituição da República

Porque Abril vencerá


Neste quase final do 1º semestre, com a consciência de que nosso blog está longe de cobrir mesmo que aproximadamente todas as nossas iniciativas, limitação naturalmente acrescida no caso da nossa Folha Informativa cuja emissão não deixa, contudo, de se pautar pela sua regularidade e pertinente actualidade, entendemos fazer uma espécie de recapitulação de momentos mais recentes marcados pelas Comemorações do 42º aniversário do 25 de Abril e do 40º da Constituição.
Nela, podemos dizer, confundem-se, o que é bom sinal, acções tanto próprias como aquelas onde participamos em colaboração ou a convite de organizações, associações, entidades, escolas, órgãos do Poder Local Democrático, numa panóplia felizmente vasta e de variada natureza.
E por isso as nossas desculpas pelas omissões!

No mês de Abril,
  • a 17, Cooperativa Cultural Popular Barreirense e Cooperativa ARPI, nos Olivais
  • a 18, Alapraia (Estoril);
  • a 23, CPPC, SFUAP (Cova da Piedade) e Feijó (Almada);
  • a 24, Almada e Monte Caparica; Jardim da Praça Paiva Couceiro (Zona Oriental de Lisboa); Rio de Mouro (JF) e Ginásio Atlético Clube da Baixa da Banheira;
  • a 25, Desfile Popular, em Lisboa e Coimbra; Alpiarça;
  • a 28, Seixal, Associação dos Trabalhadores dos Serviços Sociais da Câmara Municipal;
  • a 29, Pinhal Novo, Biblioteca Municipal;
  • a 30, Clube Estefânia e Associação de Colectividades de Lisboa;

Em Maio,
  • a 1, Desfile do Dia Internacional do Trabalhador;
  • a 7, Assembleia Geral da URAP, em Lisboa;
  • a 8, Comissão de Freguesia do PCP de São Brás, na Amadora;
  • a 10, Associação Nacional de Sargentos, na Fábrica Nacional de Cordoaria;
  • a 16, de novo a ANS (“Os Militares e a liberdade de Imprensa”), e MPPM (Movimento para a Paz na Palestina e no Médio Oriente);
  • a 16 e 19, Embaixada da Venezuela;
  • a 17, Solidariedade com os povos da América Latina, em Lisboa (CGTP-IN, CPPC, AAPC);
  • a 28, Casa do Pessoal do Alfeite.

Romagem à campa do General Vasco Gonçalves

Para assinalar a passagem do 11º aniversário do falecimento do General Vasco Gonçalves, os membros dos Órgãos Sociais da Associação Conquistas da Revolução deslocam-se no próximo Sábado, dia 11 de Junho, pelas 11:00 horas, à sua campa no cemitério do Alto de São João.

Convidamos todos os amigos e companheiros que o desejem, a juntar-se a nós nesta homenagem a um dos mais destacados defensores das Conquistas da Revolução.

De Aço e de Sonho - peça de teatro


A ACR e o Teatro Extremo apresentam na Casa do Alentejo, 
16 de Junho - 21:00 horas, 
a peça "De Aço e de Sonho"



Em defesa da escola pública


Em reunião de direcção realizada em 02/Jun/2016 e por se entender ser relevante interesse para a educação da nossa juventude, foi decidido apoiar a manifestação pela escola pública, convocada pela FENPROF, direito fundamental e constitucional do povo português a realizar no próximo dia 18 de Junho (Sábado).
A Direcção apela à participação de todos os associados e amigos na defesa desta importante Conquista da Revolução.

A DESCOLONIZAÇÃO DA GUINÉ-BISSAU E O MOVIMENTO DOS CAPITÃES

Dia 16 de Junho, 18:00 horas, lançamento do livro

A DESCOLONIZAÇÃO DA GUINÉ-BISSAU E O MOVIMENTO DOS CAPITÃES

Auditório Florbela Espanca - Matosinhos


Sessão evocativa dos 40 anos da Constituição da República Portuguesa

A Associação Conquistas da Revolução, em colaboração, com Associação de Estudantes da Faculdade de Letras de Lisboa, realizou uma Sessão evocativa dos 40 anos da Constituição da República Portuguesa, esta contou com a participação de Manuel Begonha, Presidente da ACR, e Lopes de Almeida, advogado e Deputado da Assembleia Constituinte.





ACR nas Comemorações Populares do 25 de Abril em Lisboa



Intervenção de Manuel Begonha no Jantar Comemorativo do 25 de Abril - ACR


As comemorações do 42º aniversário do 25 de Abril, coincidem com um processo nacional e internacional muito complexo.
Internamente Portugal encontra-se sob o fogo cruzado de uma oposição rancorosa e da necessidade de cumprir um Orçamento de Estado muito exigente que seja um factor de desenvolvimento e dinamismo da economia, decorrente de uma esperada melhoria do consumo interno, do aumento das exportações e do investimento produtivo nacional e exterior.
Porém, estes factores de desenvolvimento estão condicionados pelo gigantismo da nossa dívida externa, cujo pagamento nas condições que nos são exigidas não deixa qualquer folga para o investimento, o que torna absolutamente indispensável proceder à correspondente renegociação, sem a qual o nosso futuro estará comprometido. A Portugal está vedado pelos tratados europeus a emissão de moeda, enquanto que a Alemanha, por métodos ínvios, a vai praticando.
Por outro lado a relação entre a União Europeia e o Governo português, permanentemente sujeito aos mais diversos tipos de pressão, é difícil de gerir, atendendo ainda a que esta é também um foco de divergência com os partidos que lhe dão suporte parlamentar, que não pretendem legitimamente abdicar dos seus princípios fundamentais, não passíveis de flexibilização.
Este panorama é ainda ensombrado pela composição da equipa da Comunidade Europeia que tem a seu cargo acompanhar o cumprimento das respectivas directivas, dominada por políticos de direita ou mesmo da extrema direita com um notável défice democrático e a quem não agrada a situação governativa portuguesa. Esta postura é bem evidenciada pelo lamentável acordo com o regime turco sobre os refugiados, dando assim nova credibilidade ao pouco recomendável Erdogan, Presidente da Turquia.
No campo internacional iremos analisar duas situações muito preocupantes e que podem por em causa o futuro da economia e da paz na Europa que são a banca e os sinais de guerra.
No que concerne à banca devemos notar que o sistema financeiro europeu foi planeado para um panorama favorável.
Numa crise como ocorre presentemente com países detentores de risco de dívida, nomeadamente Portugal, Espanha e Itália, estes estão a ser pressionados pela Alemanha para que os seus bancos se recapitalizem. Isto pode corresponder a um enorme esforço, por exemplo para Portugal pode representar cerca de 11% do capital próprio, o que se poderá atribuir à desastrosa gestão da nossa banca, além da existência de fraudes e lavagem de dinheiro, bem como ao tráfico de influências e corrupção na administração pública. Isto é, corremos o risco de ver destruída a máquina do Estado por descapitalização.
A banca europeia, pese embora as gigantescas injecções de liquidez do BCE, terá grandes dificuldades em recuperar, em parte devido aos derivados financeiros que não só distorcem toda a economia através dos preços, mas também geram bolhas financeiras.
Neste colapso geral do esquema financeiro mundial, verificaram-se nos dois primeiros meses do corrente ano perdas muito consideráveis no valor de bancos tão importantes como o Deutsche Bank, o Citibank, o Bank of América, o UBS, o Crédit Suisse, o Goldman Sachs e o JP Morgan.
Há analistas que referem que a hostilidade do Sr. Schäuble aos países de economias mais débeis – pelo risco de não cumprirem os respectivos défices – se deve para além de antipatias políticas, ao receio de ser a banca alemã, em dificuldades, obrigada a conceder empréstimos.
A banca ao funcionar com uma lógica de maximização de lucros, leva o BCE a pretender concentrar a banca nacional nas mãos do capital estrangeiro, constituindo grandes conglomerados, o que parece não afectar o grande capital e as oligarquias que assim defendem os seus interesses, acreditando que quanto maior for um banco mais difícil será aceitar um seu eventual colapso pelos riscos sistémicos que daí adviriam.
Esta situação, tem efeitos perturbadores no nosso sistema bancário, constituindo um constrangimento ao desenvolvimento à economia nacional, porque nos leva a perder o respectivo controlo público, não impedindo ainda a transferência para o exterior do país de recursos e riqueza produzida.
Na vertente externa, a guerra é uma ameaça real, face ao conceito estratégico militar dos EUA e da NATO.
Para ilustrar o pensamento de parte da população dos EUA, recorro a extractos de uma entrevista recente concedida pelo académico norte americano Noam Chomsky, professor no MIT, a propósito do fenómeno Donald Trump.
“Os Estados Unidos são um país religioso muito fundamentalista”. “Os fundamentalistas religiosos tornaram-se recentemente numa força política”. “Eles estão-nos retirando o país”, diz Donald Trump, sendo eles as minorias emigrantes. “Éramos um belo país anglo-saxónico branco, mas isto perdeu-se”. “O medo do ISIS é provavelmente maior nos Estados Unidos do que na Turquia”. “Sondagens recentes mostram que um quarto dos americanos pensam que Obama pode ser o Anticristo”.
Com os decisores político-militares norte americanos mergulhados neste contexto, parece claro que o seu objectivo principal seja suprimir a ameaça de outras nações que possam pôr em causa a sua situação de hiperpotência incontestada. Assim reforçam a política de cerco à Rússia, China, Irão e Coreia do Norte.
Instalaram cerca de 400 bases militares em 40 países, para assim garantir um acesso hegemónico aos recursos naturais.
Esta política já se manifestou com a destruição de países do Norte de África e do Médio Oriente como o Afeganistão, o Iraque, a Líbia e a Siria.
O ataque à Coreia do Norte e ao Irão é mais delicado pois existe o risco de poder envolver a China e a Rússia.
O que nos Estados Unidos neste momento se avalia é a possibilidade de vencerem uma guerra contra estes países, apenas com um primeiro ataque devastador, ou em alternativa criar vários tipos de guerra fria, no pressuposto que a máquina militar industrial será capaz de as sustentar.
Desta forma desenvolvem sistemas de armas de tecnologia inovadora, como bombas nucleares inteligentes e mais pequenas e outros equipamentos de elevada sofisticação, aumentando enormemente o respectivo poder militar e os serviços de informação (intelligence).
Neste momento, as despesas militares dos EUA são quatro vezes superiores às da China, sendo apenas o respectivo orçamento dos serviços de informação igual ao orçamento militar da Rússia. Entretanto, a NATO exige um aumento de 5% para fins militares e prepara uma chamada força de intervenção rápida.
Estamos assim a assistir a uma nova ordem  mundial de expansionismo militar, subvertendo claramente a Carta das Nações Unidas, enquanto se vão criando mais regimes de pobreza e de exclusão.
Ao perigo desta evolução é acrescida a ascensão das forças de extrema-direita na Europa, favoráveis à ideologia da guerra.
Torna-se assim necessário desenvolver, especialmente entre os mais jovens, uma mentalidade anti-guerra, anti-racista e anti-xenófoba.
A conjuntura atrás analisada terá significativos reflexos para Portugal pelo que deverá ser enfrentada com determinação para salvaguardar a soberania e independência nacionais e impedir que mais uma vez seja o povo a pagar as crises.
Estes conflitos com que somos confrontados são geradores de morte, destruição e pobreza e focos de extremismos incubadores do terrorismo.
Mas estaremos preparados para não faltar ao encontro que nos espera num futuro próximo?
Foi eleito um novo Presidente da República de quem se espera ter a capacidade de olhar para o país de uma forma diferente do anterior que via no povo mais uma perversão ideológica do que um inimigo de classe.
Temos uma bela Constituição, cujo 40º aniversário da correspondente aprovação comemoramos. É um projecto emancipador e com maturidade democrática. Nasceu da luta do Povo. Honra os deputados Constituintes que a subscreveram. Estabelece e consagra inalienáveis direitos e deveres políticos, económicos, sociais e culturais. Faz a opção pela subordinação do poder económico ao poder político. Assenta na igualdade entre Estados, pela Paz, pela não ingerência e pela solução pacífica dos conflitos, sendo incompatível com a promoção da guerra e a destruição de Estados e Povos.
Esta Constituição contém tudo o que interessa preservar para nos garantir um futuro promissor. Necessita ser permanentemente defendida.
Dizia Fernando Pessoa -“Nós encontramo-nos navegando sem ideia do porto a que nos deveríamos acolher”.
É claro que este não é o nosso rumo. Conhecemos bem os nossos desígnios e para onde dirigir a nossa luta.
Podemos contar, para ultrapassar todos estes desafios, com um povo consciente, combativo e determinado que preza a liberdade e tem orgulho na sua independência.
Estaremos atentos e na evocação de mais um ano em democracia após o 25 de Abril, reiteramos a disposição de, se as conquistas da revolução forem postas em causa, lutar por elas sem desfalecimentos, abrigando no nosso peito o cravo que nos inspira.

Manuel Begonha - Presidente da ACR


Jantar comemorativo do 25 de Abril - ACR