Romagem à campa do General Vasco Gonçalves no décimo aniversário do seu falecimento - 11 de Junho - 11.00 horas - Cemitério do Alto de São João
11 de Junho - 11.00 horas
Cemitério do Alto de São João
A Associação Conquistas da Revolução promove no dia 11 de Junho, pelas 11.00 horas, uma romagem à campa do General Vasco Gonçalves, no cemitério do Alto de São João, pela passagem do 10 º ano do seu falecimento.
Assim o fizemos todos os anos desde que a nossa Associação foi criada e com mais razões o fazemos neste ano em que se comemora o 41º aniversário de Abril - desse Abril de cujos ideais libertadores e transformadores Vasco Gonçalves foi o mais puro e fiel interprete.
Contamos com a vossa presença e com a vossa acção mobilizadora junto de muitos outros amigos e companheiros,no sentido de fazermos da romagem do dia 11 um expressivo momento de comemoração de Abril e das Conquistas da Revolução e uma justa homenagem a um dos seus mais destacados construtores.
Saudações
A Direcção
23 de Maio - ACR no Festival Liberdade
A ACR fez-se representar pelo vogal da Manuel Carvalho, no Festival Liberdade promovido pela Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), em conjunto com os municípios seus associados.
16 de Maio - A ACR esteve presente na Casa do Pessoal do Arsenal do Alfeite
A ACR fez-se representar pelo vogal da Manuel Carvalho nas comemorações do aniversário do 25 de Abril promovidas pela Casa do Pessoal do Arsenal do Alfeite.
Intervenção proferida por Manuel Carvalho
Sr.
Presidente da Casa do Pessoal do Arsenal do Alfeite
Sr.as
e srs convidados
Caras
amigas e amigos,
O
nosso obrigado pelo convite que foi endereçado à Associação
Conquistas da Revolução para estarmos aqui presentes.
Convite
que muito nos honra.
Permitam-me
que tenha aqui umas breves palavras relativas, à ASSOCIAÇÃO
CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO:
Ela
é constituída por cidadãs e cidadãos civis e militares amantes da
liberdade e da democracia e que pretendem defender e repor toda a
verdade sobre as acções concretizadas dentro do programa das forças
armadas (MFA) e lembrar e homenagear os seus promotores quer civis ou
militares, das conquistas legítima e democraticamente obtidas no
período mais fecundo, patriótico e criativo do 25 de abril.
Conquistas
do povo trabalhador português entretanto destruídas ou em vias de
desaparecimento por quem tem ocupado o poder político a partir de
1976.
A
ACR tem pautado a sua actuação cultivando o espírito
revolucionário e a consciência social progressista, pela construção
de uma democracia política, económica, social e cultural amplamente
participada, que a Constituição da República Portuguesa, aprovada
em 2 de Abril de 1976, viria a consagrar.
Assim
tem levado a efeito:
palestras,
colóquios, e a produção de documentação e livros de modo que a
história recente não seja deturpada, reescrita ou simplesmente
esquecida, como é o caso da tentativa de prescrição da memória e
o legado do General Vasco Gonçalves.
A
muralha de aço construída pelos trabalhadores em volta do
companheiro Vasco sofreu uma fenda com a contrarrevolução a dividir
o MFA o que levou à demissão do General após a atribulada
Assembleia de Tancos. Mas o povo português e os seus trabalhadores
saberão, mais dia, menos dia, reparar essa muralha.
Lembro
aqui e homenageio o companheiro Vasco que foi o único 1º ministro
que diminui, consideravelmente o fosso entre ricos e pobres.
E
pegando neste tema “o fosso entre ricos e pobres” oferece-me
fazer os seguintes comentários:
-
Nunca se criou tanta riqueza como agora. Riqueza que só pode ser
criada pelos trabalhadores;
-
Nunca o grande capital concentrou nas suas mãos tanta riqueza, como
agora, espoliando os trabalhadores;
-
Nunca a mão de obra foi tão barata como agora;
-Nunca
a oferta de mão de obra foi tão grande como agora, devido ao
criminoso e inaceitável desemprego.
O
neoliberalismo e a sua tão defendida ditadura do mercado livre com
os seus gestores de topo gananciosos, manhosos e trafulhas, abre uma
verdadeira guerra entre oprimidos
contra os opressores,
GUERRA
ENTRE QUEM TRABALHA E CRIA RIQUEZA CONTRA O GRANDE CAPITAL
ESPECULATIVO CRIMINOSO E GANANCIOSO.
A
generalidade dos portugueses está a sofrer e a pagar os efeitos
desta guerra iniciada em 2008, mas alimentada por décadas de
política de direita, e provocada pelo capital estrangeiro
especulativo.
Parte
da dívida tem origem externa, outra parte resulta de fenómenos de
corrupção, de compra de favores, de uma política ao serviço dos
detentores do dinheiro.
Não
usufruímos nem beneficiámos com muitos desses créditos que agora
nos estão a fazer pagar por diversas vias:
PRIVATIZAÇÃO
DE BENS PÚBLICOS, BAIXOS SALÁRIOS, REDUÇÃO DE PENSÕES, REDUÇÃO
CRIMINOSA DE SERVIÇOS SOCIAIS, DESEMPREGO EM VALORES INACEITÁVEIS
MESMO NUMA ECONOMIA DE MERCADO.
Paralelamente
crescem a evasão fiscal e a fraude de quem tem influência política
e económica, cresce a economia virtual do sistema financeiro ilegal,
dos offshore, dos bancos virtuais, das empresas fantasma,
CRESCE
A SUA IMPUNIDADE.
O
sistema financeiro produz o crédito e a dívida como mecanismos de
apropriação de mais-valias geradas pelos trabalhadores.
Ao
povo grego que pretende outras alternativas de modo a diminuir os
inaceitáveis sacrifícios e miséria dizem-lhes com cinismo e forte
dose de chantagem:
se
precisam de ajuda têm que fazer mais reformas;
– LEIA-SE
MAIS ROUBO AOS TRABALHADORES.
A
nós que fomos um caso de “dito sucesso” através do roubo aos
trabalhadores, aumentado o fosso entre ricos e pobres.
Dizem-nos:
embora a austeridade tivesse ido longe de mais têm que continuar a
fazer reformas
–
leia-se:
mais do mesmo - ou seja, mais roubo aos trabalhadores.
A
luta está a agudizar-se. Este é, pois, um tempo de organização,
de resistência, de tomada de consciência e acumulação de forças
para o combate.
Importa
afirmar:
que
-
Não desistiremos de ser cidadãos de corpo inteiro,
-
Não desistiremos de ser portugueses,
-
Não desistiremos de Portugal.
Felizmente
muitos e muitos portugueses e portuguesas continuam a lutar, nos seus
locais de trabalho, nos seus sindicatos, nas suas organizações de
classe e no poder local democrático, por Abril e que saberão
responder com dignidade e patriotismo reafirmando os valores de Abril
de que são depositários. Mas é responsabilidade de cada um de nós,
que está com Abril, mobilizar outros.
TRAZ
MAIS UM AMIGO TAMBÉM - OU VENHAM MAIS CINCO – COMO CANTAVA O POETA
CANTOR - JOSÉ AFONSO.
Todas
as homenagens ao Zeca nunca são demais mas esta será a melhor
homenagem que lhe prestamos. Homenagem feita pela luta dos
trabalhadores.
Organizemo-nos,
então, com base na Constituição da República e nos valores de
Abril. ----- Após as grandiosas comemorações populares do 41º
aniversário do 25 de Abril num forte movimento de resistência e
luta e de um grande 1º de Maio nunca visto seguem-se outras lutas
que nos aguardam.
Nunca,
como hoje, foi tão importante e decisivo, como dizia o poeta “FAZER
FLORIR ABRIL DE NOVO”
A
finalizar quero Saudar aqui todos os trabalhadores do Arsenal do
Alfeite, consubstanciados nesta CASA, com toda a sua tradição de
luta antifascista e de resistência, por um Portugal digno e
democrático DE ABRIL.
VIVAM
OS TRABALHADORES DO ARSENAL DO ALFEITE!
VIVA
O INTEMPORAL ZECA AFONSO!
VIVA
O 25 DE ABRIL!
VIVA
PORTUGAL!
9 de Maio - Festa de comemoração do 70.º aniversário da Vitória sobre o nazi-fascismo, realizada pela Associação Iúri Gagárin no dia 9 de Maio de 2015, no Clube Estefânia, em Lisboa
Na festa de comemoração do 70.º aniversário da Vitória sobre o nazi-fascismo,
realizada pela Associação Iúri Gagárin no dia 9 de Maio de 2015, no Clube Estefânia o nosso Vice-Presidente da Direcção, Baptista Alves, proferiu uma intervenção onde frisou as razões que levaram ao conflito; a ineficácia das políticas anti-crise adoptadas, quer ao nível das nações quer ao nível internacional, que explicam o arrastar da depressão.
Na sua longa intervenção reavivou alguns pontos fundamentais relacionados com o desenvolvimento da guerra; as atrocidades cometidas pelos nazis nos campos de concentração. Relembrou o importante papel desempenhado pelo heróico povo soviético.
Ao longo da sua intervenção também podemos apreciar uma interessante síntese histórica sobre os principais marcos que ocorreram desde o fim da II Guerra Mundial até aos nossos dias.
Podem apreciar toda a intervenção clicando no último icon do lado direito
Na sua longa intervenção reavivou alguns pontos fundamentais relacionados com o desenvolvimento da guerra; as atrocidades cometidas pelos nazis nos campos de concentração. Relembrou o importante papel desempenhado pelo heróico povo soviético.
Ao longo da sua intervenção também podemos apreciar uma interessante síntese histórica sobre os principais marcos que ocorreram desde o fim da II Guerra Mundial até aos nossos dias.
Podem apreciar toda a intervenção clicando no último icon do lado direito
2 de Maio - Clube Estefânia
No passado dia 2 de Maio a ACR marcou presença nas comemorações do 41º aniversário do 25 de Abril. Fez-se representar pelo sócio Almeida Moura que proferiu uma intervenção alusiva à efeméride que se comemorava
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Senhor Presidente do Clube
Estefânia
Minhas
Senhoras, Senhores
Em
nome da Associação Conquistas da Revolução agradeço o convite,
que nos honra, para comemorar convosco o 25 de Abril de 1974.
Em
meu nome expresso também o meu Obrigado. Para além de me sentir
duplamente honrado – por estar convosco, por representar a ACR –
é um privilégio estar aqui.
As
palavras que Vos dirijo são da minha inteira responsabilidade. Têm
a ver com o que vivi há 41 anos, com o que vivi durante estes 41
anos, com o modo como sinto este Presente. Mas têm, sobretudo, a ver
com o Futuro: os anseios, as expectativas, os sonhos, as esperanças,
os afectos, também os medos, os fantasmas, os mitos, as
contradições, tudo o que nos faz Seres Humanos, individual e
colectivamente.
Para
poder olhar para o Futuro, e escolher o caminho a percorrer para lá
chegar, preciso de entender o Passado, colocando perguntas claras e
procurando respostas firmes, mesmo que doam: Por que aconteceu o 25
de Abril? Para quê? Que Futuro queria, queríamos, que fosse meu,
que fosse nosso, um nosso onde eu me sentisse inteiro e livre? Que
aconteceu nestes 41 anos? Que fiz, que fizemos, dos sonhos, anseios,
esperanças, expectativas, afectos, que eram meus, nossos? Como, e
porquê, chegámos a este Presente? Um Presente nosso, de facto, ou
apenas emprestado? Ou mesmo imposto?
Nesta
sequência de perguntas, cujas respostas não são fáceis,
encontramos um primeiro, e enorme, desafio: Passado, Presente e
Futuro co-existem, interagem, são interdependentes. Sem jogar com
palavras, chamo Vida a esta profunda e inescapável relação.
Mas
a mesma sequência de perguntas comporta, dentro de si, uma terrível
armadilha: as palavras!
São
elas que nos ensinam a entender o Passado. São elas que nos permitem
analisar o Presente. São elas que nos ajudam a escolher os caminhos
que devemos percorrer para construirmos o Futuro.
Mas
são elas também que nos dividem.
Um
exemplo: Igualdade.
Foi
uma palavra-chave para que o 25 de Abril acontecesse. Foi uma palavra
constante nas nossas bocas durante estes 41 anos, gritada e defendida
como um Direito inalienável. Que é, irrecusavelmente.
Mas
foi também uma palavra que o “outro lado de Abril”, o lado
contra o qual Abril se fez, adulterou, e adultera, em seu proveito
próprio: não é verdade que quem tem exercido, e exerce, o Poder,
neste nosso País (não só), não se cansa de usar todos os meios e
instrumentos a que possa deitar mão para, em nome dela, nos dividir?
E
que faço eu, fazemos nós, para lutar contra este abuso se, ao fim
de 41 anos, continuamos a confundir divergências com diferenças?
Medo de que qualquer cedência represente uma traição aos Valores e
Princípios que defendo, defendemos? Claro que sim, o que me obriga,
nos obriga, a uma constante auto-crítica para continuar a caminhar
de pé, inteiros e livres.
No
entanto, será só esse medo?
Creio
que não. Há um outro medo, aquele que está dentro de um desafio a
meu ver determinante para chegar ao Futuro que anseio: o desafio de
cumprir o Dever de reconhecer a Dignidade da Diferença.
O
cumprimento deste Dever é exigentíssimo, e impõe-nos irmos ao
fundo de nós mesmos, para encontrarmos respostas que defendam os
Valores e Princípios que são os nossos, com a força necessária
para derrotar “o outro lado de Abril”, que tem demonstrado,
sobretudo nos últimos 30 anos, que, de facto, só tem, e só
defende, interesses.
Cumprindo
este Dever, ganharemos força para impor o Direito à Igualdade. E
com isso defender a Liberdade como campo aberto onde cabem os
Afectos, a Solidariedade, a Complementaridade e a Cooperação que
definem a nossa Humanidade, rejeitando a competição e o domínio de
uns (muito poucos) sobre os outros (a esmagadora maioria).
E
seremos nós os autores, os protagonistas, na construção do nosso
Futuro, recusando que quem quer que seja nos imponha a sua vontade,
por mais “bem embrulhada” em palavras bonitas (a maior parte
delas usurpadas de nós), ou em “cenários inevitáveis”, com que
se apresente.
É
tempo de um Povo com quase 900 anos de vida afirmar bem alto – para
se ouvir cá dentro, e na Europa e no Mundo – que o seu Futuro só
a si compete definir, escolher, construir
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