2 de Maio - Clube Estefânia

No passado dia 2 de Maio a ACR marcou presença nas comemorações do 41º aniversário do 25 de Abril. Fez-se representar pelo sócio Almeida Moura que proferiu uma intervenção alusiva à efeméride que se comemorava



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Senhor Presidente do Clube Estefânia
Minhas Senhoras, Senhores

Em nome da Associação Conquistas da Revolução agradeço o convite, que nos honra, para comemorar convosco o 25 de Abril de 1974.
Em meu nome expresso também o meu Obrigado. Para além de me sentir duplamente honrado – por estar convosco, por representar a ACR – é um privilégio estar aqui.
As palavras que Vos dirijo são da minha inteira responsabilidade. Têm a ver com o que vivi há 41 anos, com o que vivi durante estes 41 anos, com o modo como sinto este Presente. Mas têm, sobretudo, a ver com o Futuro: os anseios, as expectativas, os sonhos, as esperanças, os afectos, também os medos, os fantasmas, os mitos, as contradições, tudo o que nos faz Seres Humanos, individual e colectivamente.
Para poder olhar para o Futuro, e escolher o caminho a percorrer para lá chegar, preciso de entender o Passado, colocando perguntas claras e procurando respostas firmes, mesmo que doam: Por que aconteceu o 25 de Abril? Para quê? Que Futuro queria, queríamos, que fosse meu, que fosse nosso, um nosso onde eu me sentisse inteiro e livre? Que aconteceu nestes 41 anos? Que fiz, que fizemos, dos sonhos, anseios, esperanças, expectativas, afectos, que eram meus, nossos? Como, e porquê, chegámos a este Presente? Um Presente nosso, de facto, ou apenas emprestado? Ou mesmo imposto?
Nesta sequência de perguntas, cujas respostas não são fáceis, encontramos um primeiro, e enorme, desafio: Passado, Presente e Futuro co-existem, interagem, são interdependentes. Sem jogar com palavras, chamo Vida a esta profunda e inescapável relação.
Mas a mesma sequência de perguntas comporta, dentro de si, uma terrível armadilha: as palavras!
São elas que nos ensinam a entender o Passado. São elas que nos permitem analisar o Presente. São elas que nos ajudam a escolher os caminhos que devemos percorrer para construirmos o Futuro.
Mas são elas também que nos dividem.
Um exemplo: Igualdade.
Foi uma palavra-chave para que o 25 de Abril acontecesse. Foi uma palavra constante nas nossas bocas durante estes 41 anos, gritada e defendida como um Direito inalienável. Que é, irrecusavelmente.
Mas foi também uma palavra que o “outro lado de Abril”, o lado contra o qual Abril se fez, adulterou, e adultera, em seu proveito próprio: não é verdade que quem tem exercido, e exerce, o Poder, neste nosso País (não só), não se cansa de usar todos os meios e instrumentos a que possa deitar mão para, em nome dela, nos dividir?
E que faço eu, fazemos nós, para lutar contra este abuso se, ao fim de 41 anos, continuamos a confundir divergências com diferenças? Medo de que qualquer cedência represente uma traição aos Valores e Princípios que defendo, defendemos? Claro que sim, o que me obriga, nos obriga, a uma constante auto-crítica para continuar a caminhar de pé, inteiros e livres.
No entanto, será só esse medo?
Creio que não. Há um outro medo, aquele que está dentro de um desafio a meu ver determinante para chegar ao Futuro que anseio: o desafio de cumprir o Dever de reconhecer a Dignidade da Diferença.
O cumprimento deste Dever é exigentíssimo, e impõe-nos irmos ao fundo de nós mesmos, para encontrarmos respostas que defendam os Valores e Princípios que são os nossos, com a força necessária para derrotar “o outro lado de Abril”, que tem demonstrado, sobretudo nos últimos 30 anos, que, de facto, só tem, e só defende, interesses.
Cumprindo este Dever, ganharemos força para impor o Direito à Igualdade. E com isso defender a Liberdade como campo aberto onde cabem os Afectos, a Solidariedade, a Complementaridade e a Cooperação que definem a nossa Humanidade, rejeitando a competição e o domínio de uns (muito poucos) sobre os outros (a esmagadora maioria).
E seremos nós os autores, os protagonistas, na construção do nosso Futuro, recusando que quem quer que seja nos imponha a sua vontade, por mais “bem embrulhada” em palavras bonitas (a maior parte delas usurpadas de nós), ou em “cenários inevitáveis”, com que se apresente.

É tempo de um Povo com quase 900 anos de vida afirmar bem alto – para se ouvir cá dentro, e na Europa e no Mundo – que o seu Futuro só a si compete definir, escolher, construir

Homenagem a Michel Giacometti em Peroguarda


A Associação Conquistas da Revolução vai promover, a 21 de Junho em Peroguarda (Ferreira do Alentejo), um conjunto de iniciativas de homenagem a Michel Giacometti.

Michel Giacometti nasceu em Ajaccio, na Córsega, em 1929. Desde cedo tomou contacto com outros países e culturas, nomeadamente do Norte de África, para onde foi viver com o tio, funcionário colonial, e onde partilhou o seu mundo de infância com crianças espanholas e árabes.

Em 1947, com 18 anos, já em Paris, realizou estudos de música e arte dramática. Em 1950, lançou vários projectos de revistas culturais e de poesia: Igloo, Ferments e Griffonnage. Criou uma companhia de teatro popular e participou em três estágios de arte dramática, organizados pelo Ministère de l’Education. Publicou ainda uma pequena brochura de versos, Mélika.

Estudou na Sorbonne, no curso de Letras e Etnografia, curso que interrompeu devido à sua participação na greve contra a discriminação dos árabes na vida pública de Argel, período durante o qual viajou pelo norte da Europa, tendo participado em cursos livres de etnografia na Noruega. Colaborou nas revistas Simoun e Cahiers du Sud e foi correspondente da Mission Française en Nouvelle Guinée.

Em 1956, organizou a Mission Méditerranée 56, recomendada pelo Musée des Arts et Traditions Populaires, que se propunha investigar as tradições populares de todas as ilhas mediterrânicas. Por razões de saúde, foi forçado a abandonar o projecto, regressando a Paris onde esteve hospitalizado. Neste período, tomou contacto com a música tradicional portuguesa. A leitura da obra do compositor e musicólogo Kurt Schindler, Folk Music and Poetry of Spain and Portugal, despertou-lhe o interesse e sensibilizou-o para a urgência de salvar o “ouro puro” das canções encontradas em Trás-os-Montes.

Michel Giacometti chegou a Portugal em finais de 1959 e decidiu iniciar o levantamento sistemático da música regional portuguesa. Os primeiros trabalhos no terreno foram realizados em Trás-os-Montes e, verificando a permanência dos espécimes musicais recolhidos por Schindler em 1931, apresentou um projecto de investigação etnomusicológica no nordeste transmontano à recentemente criada Comissão de Etnomusicologia da Fundação Calouste Gulbenkian, que lhe recusou o apoio. Na sequência, Giacometti criou os Arquivos Sonoros Portugueses (ASP), em finais de 1960, e convidou o compositor Fernando Lopes-Graça a colaborar no projecto. Numa carta, datada de 13 de Dezembro de 1960, dirigida ao compositor, Giacometti comunica-lhe que acabou de “fundar os Arquivos Sonoros Portugueses e de se ligar por contrato a organismos culturais estrangeiros que mostraram mais entusiasmo que a Fundação …”.

Os Arquivos Sonoros Portugueses constituíram-se como um meio estratégico para desenvolver o plano de investigação, que previa a recolha, o estudo e a divulgação da música tradicional portuguesa. Entre 1960 e 1983, os ASP publicaram várias colecções discográficas, num total de 24 discos, sendo de destacar a colecção da Antologia de Música Regional Portuguesa, aconselhada pelo International Institute for Comparative Music Studies and Documentation e pelo International Music Council.

Em 1962, Michel Giacometti foi autor do filme O Alar da Rede realizado por Manuel Ruas, com produção da Rádio Televisão Portuguesa e, entre 1963 a 1983, produziu uma série de programas radiofónicos para a Emissora Nacional, Radio France, BRT, WDR, Sveriges Riskradio sobre a música tradicional portuguesa e as suas funções.

Deu, também, grande importância à salvaguarda da literatura oral, tendo iniciado em 1965 a sua recolha sistemática, a par e passo com a recolha musical. Entre 1972 e 1980, fez parte da equipa de investigadores da Faculdade de Letras de Lisboa, Instituto de Geografia, integrado no projecto Linha de Acção de Recolha e Estudo da Literatura Popular.

Foi autor do programa televisivo Povo que Canta, transmitido entre 1970 e 1973, com a realização de Alfredo Tropa e produção da RTP. Estes trinta e sete programas bimensais constituem ainda hoje um dos mais importantes documentários realizados no âmbito da etnomusicologia portuguesa, e só foram possíveis pelo imenso trabalho de investigação levado a cabo no terreno pelo próprio Michel Giacometti.

Em 1975, dirigiu o Plano de Trabalho e Cultura, Recuperar a cultura popular portuguesa, objectivo para estudantes do Serviço Cívico, com a colaboração dos professores Jorge Gaspar, Machado Guerreiro e Manuel Viegas Guerreiro. Integrado no Serviço Cívico Estudantil, este projecto contou com o apoio de entidades oficiais e particulares, como o Ministério da Comunicação Social, INATEL, FAOJ, Câmaras Municipais, Juntas Distritais e Fundação Calouste Gulbenkian. A colaboração voluntária de jovens universitários, intensificou a recolha de norte a sul do país, tendo resultado no levantamento de inúmeros documentos de literatura oral, inquéritos sobre as condições de vida, de saúde e higiene públicas, colheram-se fórmulas medicinais populares e cautelas supersticiosas, músicas, além da recolha de alfaias agrícolas.

Em 1975, enquanto membro da Comissão de reorganização da FNAT/Inatel, apresentou o projecto “Centro de Documentação Operário–Camponesa” (CDOC), que, além da reformulação da estrutura existente, propunha uma nova filosofia de acção cultural. Em associação com o Plano Trabalho e Cultura, todos os materiais resultantes das campanhas nacionais do Serviço Cívico Estudantil e toda a documentação produzida foram entregues ao CDOC e, mais tarde, transferidos para o Museu do Trabalho em Setúbal.

Em 1981, editou com Fernando Lopes-Graça e através do Círculo de Leitores o Cancioneiro Popular Português, importante colectânea de canções e músicas instrumentais, que procura mostrar a multiplicidade dos géneros e estruturas musicais, na diversidade das características regionais.

A década de oitenta ficou, ainda, marcada pela preocupação de Giacometti em encontrar uma instituição que acolhesse todo o seu acervo. Em 1981, vendeu a colecção de instrumentos musicais e de objectos etnográficos à Câmara Municipal de Cascais, que fundou o Museu da Música Portuguesa. Em 1984, vendeu o arquivo sonoro à Secretaria de Estado da Cultura, encontrando-se, hoje, todo este acervo sonoro no Museu Nacional de Etnologia, em Lisboa.

Durante todo este tempo, Giacometti manteve a investigação de campo, que continuou até ao fim da sua vida. Em Agosto de 1990, numa campanha em Peroguarda, o trabalho do etnomusicólogo foi acompanhado pelo jornalista Adelino Gomes, que fez a última reportagem sobre o seu trabalho. Giacometti dizia que a “primeira qualidade que um etnomusicólogo precisa de ter é o amor ao trabalho e o amor sincero ao povo”. É talvez a melhor síntese do perfil deste investigador, e que ajuda a entender a sua grande dedicação à defesa da cultura tradicional portuguesa. Fernando Lopes-Graça dedicou-lhe a obra “À memória de Michel Giacometti, por tudo o que o povo português e a sua bela música tradicional lhe ficaram devendo”.

O etnomusicólogo veio a falecer em Novembro desse mesmo ano, tendo sido enterrado em Peroguarda a seu pedido.

Sessão no Barreiro sobre Nacionalizações anunciado pela Associação Conquistas da Revolução







   Em nome da Associação Conquistas da Revolução, convidada pelo conjunto das Juntas de Freguesia do Barreiro para participar no almoço evocativo do 45º aniversário das manifestações operárias no Barreiro, a 1 e 3 de Maio de 1970, sujeitas a brutal intervenção das forças da GNR e palco de várias prisões, alargadas aliás a outros concelhos, o Coronel Baptista Alves, Militar de Abril e Vice-Presidente da ACR, tornou público o objectivo de realizar na noite de 19 de Junho, nos Penicheiros, naquela cidade, uma Sessão Comemorativa das Nacionalizações.
   Sucedendo-se na palavra a Carlos Moreira, Presidente da União de Freguesias do Alto-Seixalinho, Santo André e Verderena, Alfredo Matos, um dos anti-fascistas presos, e Carlos Humberto Carvalho, Presidente da Câmara, Baptista Alves evocou os governos de Vasco Gonçalves e as Conquistas da Revolução que igualmente vincou serem inseparável fruto da intervenção dos trabalhadores e das massas populares e da sua unidade com o MFA. Samuel e vozes anónimas cantaram Abril.

    A iniciativa de 19 de Junho resultará de uma alargada conjugação com instituições, organizações e associações, com destaque para os sindicatos da CGTP-IN. 

Associação Conquistas da Revolução presente nas Comemorações do 25 de Abril no Seixal




  Mais de 200 trabalhadores participaram no almoço convívio comemorativo do 25 de Abril que a Associação dos Serviços Sociais dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Seixal uma vez mais levou a cabo na cantina dos Serviços Operacionais do Município, no passado dia 28 de Abril.
    Coube precisamente ao Vice-Presidente daquela, Manuel Janeiro, a abertura do período de intervenções, no qual tomaram a palavra ainda José Nobre, da Comissão Sindical (STAL), António Santos, em nome da União das Juntas de Freguesia do Seixal, Arrentela e Paio Pires e demais Juntas do Concelho, Alfredo Monteiro e Joaquim Santos, respectivamente Presidentes da Assembleia e Câmara Municipais, e a anteceder o forte coro colectivo da "Grândola, Vila Morena", o membro da Direcção da ACR, o Militar de Abril Capitão-Tenente Manuel Carvalho.

    Os Valores da Revolução de há 41 anos, a obra do Poder Local democrático onde de forma particular se consubstancia a unidade dos eleitos, dos trabalhadores e das populações organizadas, a denuncia da política de direita dos sucessivos governos PS, PSD e CDS-PP, as Conquistas da Revolução e a defesa da paz, perpassaram as palavras ditas, não falando evocar outros 40 anos, os dos governos do General Vasco Gonçalves.

ACR no desfile do 25 de Abril


Intervenção de Manuel Begonha, Presidente da ACR, no jantar comemorativo do 41º aniversário da Revolução de Abril




Encontramo-nos hoje a comemorar o 41º aniversário da Revolução de Abril. Decorrente do Programa do MFA, surgiram os 3 D – Descolonizar, Democratizar e Desenvolver.
40 anos volvidos, podemos constatar:
Que a Descolonização com alguns incidentes de percurso, uns mais bem sucedidos do que outros, cumpriu-se, repondo Portugal no lugar que lhe competia entre as nações livres. 
Que a Democratização teve um marco muito significativo que foram as primeiras eleições livres, especificamente para os Representantes da Assembleia Constituinte que iria produzir a Constituição da República, promulgada a 2 de Abril de 1976, a mais progressista e mais de acordo com os interesses do povo que conhecemos. Apesar de ter sido revista sete vezes, ainda é a mais importante salvaguarda das Conquistas da Revolução.
Que o Desenvolvimento depois do pujante arranque verificado com as nacionalizações e a reforma agrária, entre outras, conseguidas nos governos de Vasco Gonçalves foi progressivamente desvirtuado e conduzido por ideologias neo-liberais e social-democratas que perduraram até hoje.
A importância das nacionalizações não deve porém ser esquecida, pois combateram a sabotagem económica e no caso da banca a fuga de capitais. Já a reforma agrária demonstrou como é possível aumentar a produtividade da nossa agricultura.
Vivemos agora um presente em que a Europa se tem vindo a transformar numa feira de transferências, em que o trabalho se transfere para o capital, ou seja dos pobres, o povo, para os ricos que constituem as elites privilegiadas detentoras e gestoras do capital internacional. E legislam para perpetuar esta situação, impedindo que os mais pobres não tenham a mesma capacidade de aceder à saúde, à educação, à fruição da cultura e de uma forma de vida independente, fazendo crescer as desigualdades na distribuição da riqueza e do trabalho.
Desta forma, não existem verdadeiras reformas, enquanto estas não constituírem na transferência do poder de uma classe para outra.
Os objectivos deste governo não reflectem directamente o interesse do povo, o que deverá levar os democratas a compreender que se inserem numa luta de classes, devendo fazer opções, ou continuaremos a ser subjugados pelo oportunismo, pela ambiguidade e pela incoerência de uma política de direita que destroi progressivamente os alicerces da nossa sociedade. 
Embora o país pareça estar em trânsito, numa procura que é flutuante e que indica uma disponibilidade, precisa de encontrar meios para se afirmar.
Estamos pois perante um governo que necessita de ser mudado até porque ao contrário de Vasco Gonçalves – a quem o povo português nunca questionou o caminho que escolheu e cujas iniciativas sempre demonstraram um elevado grau de patriotismo e coragem moral – falsifica a realidade quando pretende na sua actuação prática considerar a introdução do imprevisto. Ora o imprevisto não altera os planeamentos bem executados, que devem estar preparados com alternativas para o superar. O que se verifica é o remendo permanente e a constatação de que nunca se governará com verdade. Reina a convicção de que tudo correrá bem, desde que se deixem os acasos acontecerem.
É certo que o governo não consegue ocultar a sua essência neo-liberal o que lhe granjeou a simpatia dos dirigentes da comunidade europeia, a que corresponde  uma forma agressiva de exercer o poder, à semelhança dos governos da Sra. Thatcher. Convém, no entanto, nunca esquecer a velha máxima, “se raspares a superfície de um neo-liberal por baixo surge o filo-fascista”.
Importa agora reflectir acerca da imperiosa necessidade de mudança e das eleições que se aproximam.
Uma das causas das pequenas ditaduras é a falta de reacção das massas. Dizia Mandela que “não é necessário ter estudado para querer gozar determinados direitos fundamentais, para ter aspirações, para fazer reivindicações. Não tem nada a ver com a educação.” Ou seja, as lutas que se avizinham não devem apenas incluir as elites politicamente educadas ou as representações partidárias, mas sim todos os que têm sido esquecidos e espezinhados pela política anti-social deste governo.
Devemos então contribuir para emancipar os trabalhadores, pela conquista do poder que lhes permita obter os objectivos justos de natureza económica e social, sem que a manifestação do medo, enfraqueça os que temem perder o emprego ou mesmo a redução do seu salário e das condições de trabalho.
Não deveremos omitir que em questões eleitorais um sistema de governo baseado na propaganda e na mentira pode sair reforçado por uma afirmação convincente do seu poder. Não é por acaso que a Comissão Europeia e as agências de rating começam a desenvolver os seus mecanismos de chantagem. É necessário abordar também o caso das alianças à esquerda. Se forem consideradas necessárias deve ser salvaguardado um mínimo dos objectivos programáticos de cada partido e serem reanalisadas as suas relações mútuas. Terão de ser encontradas formas correctas de entendimento, sem que ocorram tentativas de predomínio.
Com estes governantes não se pode pactuar, pois isto apenas trará mais prepotência e mais poder junto do seu eleitorado e a legitimação de cálculos errados e decisões falaciosas.
Estamos em Portugal perante a ameaça de forças reaccionárias externas e algumas das internas ligadas ao passado fascista. Só por isto os patriotas deverão unir-se na defesa da democracia e da liberdade e não para tratar questões menores que normalmente se resolvem por si próprias. Nos momentos difíceis é que os grandes movimentos de unidade são necessários.
A verdade é que sendo os processos argumentativos infindáveis, o neo-liberalismo vai continuando com o seu processo inexorável de destruição. Será então necessária a eminência de uma catástrofe financeira e o perigo de alienar a nossa soberania para acordar a nossa capacidade revolucionária?
É preciso reencontrar as grandes causas pelas quais tão denodadamente combatemos e retomar o caminho que nos leve a recuperar o que já perdemos. A nossa luta não será a do escravo a quem a esperança na vitória é negada.
O facto deste governo e o Presidente da República nos terem conduzido à presente situação, torna claro que mesmo que os seus desígnios não tivessem sido ideológicos serão culpados perante a História. A História que é o registo dos desmandos e misérias dos homens, pode ser pesquisada e analisada que dificilmente encontraremos um conjunto de desastres políticos, económicos e sociais, como os que se têm verificado nestes últimos quatro anos. 
É nós queremos estar cá para os julgar.

VIVA O 25 de Abril
VIVA A ACR

Manuel Begonha, Presidente da ACR

Jantar comemorativo do 41º Aniversário da Revolução de Abril





















Jantar comemorativo do 41º Aniversário da Revolução de Abril






O nosso jantar vai realizar-se na CASA do ALENTEJO no dia  23 de Abril pelas 19h30

O preço será de 17,00 Euros por pessoa.

Ementa:
Pão, azeitonas, manteigas
Creme de legumes
Bacalhau espiritual com salada verde
Sericaia com ameixa de Elvas
Vinhos, refrigerantes, águas e café 


Inscrições 
pelo telefone: 938 602 276; 960 292 981
ou pelo nosso e-mail conquistasdarevolucao@gmail.com.

VENHAM TODOS.


A Direcção

Intervenção de Manuel Begonha na tomada de posse dos Órgãos Sociais 2015 – 2017




Neste dia de mudança quero agradecer especialmente pela confiança manifestada e apoio incondicional aos restantes órgãos sociais, desde a Assembleia Geral e Conselho Fiscal á Direcção cessante a determinação com que deu cumprimento aos Estatutos da ACR, tendo promovido, organizado e intervindo em diversas iniciativas, na luta pela defesa dos direitos, liberdades e garantias do nosso povo. 
Encontrámo-nos em todas as frentes onde o combate foi de resistir á destruição do País, quer no campo económico e político quer no campo social e civilizacional.
Honramos o nosso compromisso de não deixar esquecer, o exemplo, o pensamento e a obra do General Vasco Gonçalves e de assumir sem desfalecimentos a defesa das Conquistas da Revolução e os valores e ideais de Abril.
Agradecemos também aos nossos associados, amigos e a todas as entidades todo o apoio e colaboração prestada.
Como alguém já disse que os “amigos não morrem” não quero deixar de evocar, um homem para com quem temos uma imensa dívida, o nosso primeiro Vice-presidente, José Casanova.
Passemos então ao que fazer neste futuro próximo.
A luta é sair da situação de fraqueza em que a investida reaccionária nos colocou, continuando a convocar os nossos associados, fornecendo-lhes uma informação actualizada, incluindo especialmente a financeira, uma vez que esta foi capturada pela oligarquia neo-capitalista, ao controlar os meios de comunicação social. Basta observar as tv’s generalistas, cujos comentadores monocolores, se tornam patéticos e profetizam imbecilidades, enquanto caminhamos imparavelmente para o tribunal de insolvências e a sua comissão liquidatária. 
Na verdade todos os que defendem sem hipocrisias o 25 de Abril e Vasco Gonçalves estão envolvidos num verdadeiro cordão sanitário que urge romper. 
Também é nosso objectivo continuar a combater a pobreza que é a certidão da desigualdade que nos sufoca. As intenções do governo em a diminuir não passam de uma falácia, porque é importante para este, que o desemprego continue a constituir uma pressão sobre o mercado de trabalho e assim garantir uma mão-de-obra fácil e barata.
Queremos denunciar a corrupção, uma vez que a justiça brande uma espada muito frágil contra os que violam a lei, limitando-se a ameaça-los com a prisão preventiva. Os ricos riem-se e contratam bons advogados. Os outros são incriminados e povoam as prisões.
Estamos integrados numa Europa desgovernada que continua a impor-nos a lei da força. A negociação da dívida ou a saída da zona euro são temas que deverão ser obrigatoriamente discutidos, apesar dos tempos em que estamos envolvidos de ameaças bélicas, fronteiras devassadas e a miragem dos poços de petróleo.
Há então que sair da ditadura do poder económico da comunidade europeia.
Devemos portanto estar preparados para cortar com esta nova forma de exploração e principal constrangimento ao nosso desenvolvimento.
Continuaremos a lutar contra os ataques às Conquistas da Revolução, nomeadamente à Constituição da República, não nos submetendo e denunciando as injustiças, as mentiras e a destruição que àquelas está associada. Não queremos pactuar com o declínio da independência e soberania nacionais. Assumimos um comprometimento com a verdade e com as grandes causas sociais, vítimas da especulação financeira.
Vamos continuar a chegar junto dos mais novos, nomeadamente em iniciativas a levar a cabo integradas nas comemorações do 25 de Abril. 
Outro dos nossos objectivos é a questão da cultura. Embora o governo não tenha obrigação de criar cultura, deverá promover as condições para que se desenvolvam os bens culturais, competindo aos correspondentes agentes, fazê-las chegar a todo o povo. Teremos aqui um papel a desempenhar.
Teremos de transformar as nossas intenções em grandes mudanças políticas e sociais, tendo em conta os actos eleitorais que se aproximam.
A mudança jamais será alcançada para os que acreditam que a conseguirão se apenas gritarem o elogio ás suas virtudes. 
A fraqueza dos acomodados, só servirá para reforçar a perversidade dos dominadores sem escrúpulos, que apenas se vão preocupando em exercer as suas políticas maléficas, no dia-a-dia, procurando sobreviver até á próxima eleição.
Continuaremos a apoiar todas as manifestações na defesa dos povos á sua independência e soberania nacional, sempre que atacados pelas forças mais obscuras do capitalismo internacional.
Além do cumprimento dos Estatutos e do nosso compromisso eleitoral, querem estes corpos sociais agora eleitos, continuar a honrar Vasco Gonçalves e revisitar todas as memórias necessárias, evitando assim que o tempo as vá corroendo de uma forma difusa.
Podem estar certos que por mais que nos façam querer tombar, sempre nos ergueremos, levantando as bandeiras do combate que nos anima. A dignidade do povo português.


VIVA A ACR.

Manuel Begonha
Presidente da Associação Conquistas da Revolução

ELEIÇÕES DOS ÓRGÃOS SOCIAIS da ASSOCIAÇÃO CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO

Foram eleitos os órgãos socais da ASSOCIAÇÃO CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO.
Sendo a Lista "A" a única lista apresentada.
Associados já inscritos:760.
Associados presentes e votantes na Assembleia Geral Eleitoral:51.
Votos expressos na lista "A":51.






ÓRGÃOS SOCIAIS ELEITOS