Associação Conquistas da Revolução presente nas Comemorações do 25 de Abril no Seixal




  Mais de 200 trabalhadores participaram no almoço convívio comemorativo do 25 de Abril que a Associação dos Serviços Sociais dos Trabalhadores da Câmara Municipal do Seixal uma vez mais levou a cabo na cantina dos Serviços Operacionais do Município, no passado dia 28 de Abril.
    Coube precisamente ao Vice-Presidente daquela, Manuel Janeiro, a abertura do período de intervenções, no qual tomaram a palavra ainda José Nobre, da Comissão Sindical (STAL), António Santos, em nome da União das Juntas de Freguesia do Seixal, Arrentela e Paio Pires e demais Juntas do Concelho, Alfredo Monteiro e Joaquim Santos, respectivamente Presidentes da Assembleia e Câmara Municipais, e a anteceder o forte coro colectivo da "Grândola, Vila Morena", o membro da Direcção da ACR, o Militar de Abril Capitão-Tenente Manuel Carvalho.

    Os Valores da Revolução de há 41 anos, a obra do Poder Local democrático onde de forma particular se consubstancia a unidade dos eleitos, dos trabalhadores e das populações organizadas, a denuncia da política de direita dos sucessivos governos PS, PSD e CDS-PP, as Conquistas da Revolução e a defesa da paz, perpassaram as palavras ditas, não falando evocar outros 40 anos, os dos governos do General Vasco Gonçalves.

ACR no desfile do 25 de Abril


Intervenção de Manuel Begonha, Presidente da ACR, no jantar comemorativo do 41º aniversário da Revolução de Abril




Encontramo-nos hoje a comemorar o 41º aniversário da Revolução de Abril. Decorrente do Programa do MFA, surgiram os 3 D – Descolonizar, Democratizar e Desenvolver.
40 anos volvidos, podemos constatar:
Que a Descolonização com alguns incidentes de percurso, uns mais bem sucedidos do que outros, cumpriu-se, repondo Portugal no lugar que lhe competia entre as nações livres. 
Que a Democratização teve um marco muito significativo que foram as primeiras eleições livres, especificamente para os Representantes da Assembleia Constituinte que iria produzir a Constituição da República, promulgada a 2 de Abril de 1976, a mais progressista e mais de acordo com os interesses do povo que conhecemos. Apesar de ter sido revista sete vezes, ainda é a mais importante salvaguarda das Conquistas da Revolução.
Que o Desenvolvimento depois do pujante arranque verificado com as nacionalizações e a reforma agrária, entre outras, conseguidas nos governos de Vasco Gonçalves foi progressivamente desvirtuado e conduzido por ideologias neo-liberais e social-democratas que perduraram até hoje.
A importância das nacionalizações não deve porém ser esquecida, pois combateram a sabotagem económica e no caso da banca a fuga de capitais. Já a reforma agrária demonstrou como é possível aumentar a produtividade da nossa agricultura.
Vivemos agora um presente em que a Europa se tem vindo a transformar numa feira de transferências, em que o trabalho se transfere para o capital, ou seja dos pobres, o povo, para os ricos que constituem as elites privilegiadas detentoras e gestoras do capital internacional. E legislam para perpetuar esta situação, impedindo que os mais pobres não tenham a mesma capacidade de aceder à saúde, à educação, à fruição da cultura e de uma forma de vida independente, fazendo crescer as desigualdades na distribuição da riqueza e do trabalho.
Desta forma, não existem verdadeiras reformas, enquanto estas não constituírem na transferência do poder de uma classe para outra.
Os objectivos deste governo não reflectem directamente o interesse do povo, o que deverá levar os democratas a compreender que se inserem numa luta de classes, devendo fazer opções, ou continuaremos a ser subjugados pelo oportunismo, pela ambiguidade e pela incoerência de uma política de direita que destroi progressivamente os alicerces da nossa sociedade. 
Embora o país pareça estar em trânsito, numa procura que é flutuante e que indica uma disponibilidade, precisa de encontrar meios para se afirmar.
Estamos pois perante um governo que necessita de ser mudado até porque ao contrário de Vasco Gonçalves – a quem o povo português nunca questionou o caminho que escolheu e cujas iniciativas sempre demonstraram um elevado grau de patriotismo e coragem moral – falsifica a realidade quando pretende na sua actuação prática considerar a introdução do imprevisto. Ora o imprevisto não altera os planeamentos bem executados, que devem estar preparados com alternativas para o superar. O que se verifica é o remendo permanente e a constatação de que nunca se governará com verdade. Reina a convicção de que tudo correrá bem, desde que se deixem os acasos acontecerem.
É certo que o governo não consegue ocultar a sua essência neo-liberal o que lhe granjeou a simpatia dos dirigentes da comunidade europeia, a que corresponde  uma forma agressiva de exercer o poder, à semelhança dos governos da Sra. Thatcher. Convém, no entanto, nunca esquecer a velha máxima, “se raspares a superfície de um neo-liberal por baixo surge o filo-fascista”.
Importa agora reflectir acerca da imperiosa necessidade de mudança e das eleições que se aproximam.
Uma das causas das pequenas ditaduras é a falta de reacção das massas. Dizia Mandela que “não é necessário ter estudado para querer gozar determinados direitos fundamentais, para ter aspirações, para fazer reivindicações. Não tem nada a ver com a educação.” Ou seja, as lutas que se avizinham não devem apenas incluir as elites politicamente educadas ou as representações partidárias, mas sim todos os que têm sido esquecidos e espezinhados pela política anti-social deste governo.
Devemos então contribuir para emancipar os trabalhadores, pela conquista do poder que lhes permita obter os objectivos justos de natureza económica e social, sem que a manifestação do medo, enfraqueça os que temem perder o emprego ou mesmo a redução do seu salário e das condições de trabalho.
Não deveremos omitir que em questões eleitorais um sistema de governo baseado na propaganda e na mentira pode sair reforçado por uma afirmação convincente do seu poder. Não é por acaso que a Comissão Europeia e as agências de rating começam a desenvolver os seus mecanismos de chantagem. É necessário abordar também o caso das alianças à esquerda. Se forem consideradas necessárias deve ser salvaguardado um mínimo dos objectivos programáticos de cada partido e serem reanalisadas as suas relações mútuas. Terão de ser encontradas formas correctas de entendimento, sem que ocorram tentativas de predomínio.
Com estes governantes não se pode pactuar, pois isto apenas trará mais prepotência e mais poder junto do seu eleitorado e a legitimação de cálculos errados e decisões falaciosas.
Estamos em Portugal perante a ameaça de forças reaccionárias externas e algumas das internas ligadas ao passado fascista. Só por isto os patriotas deverão unir-se na defesa da democracia e da liberdade e não para tratar questões menores que normalmente se resolvem por si próprias. Nos momentos difíceis é que os grandes movimentos de unidade são necessários.
A verdade é que sendo os processos argumentativos infindáveis, o neo-liberalismo vai continuando com o seu processo inexorável de destruição. Será então necessária a eminência de uma catástrofe financeira e o perigo de alienar a nossa soberania para acordar a nossa capacidade revolucionária?
É preciso reencontrar as grandes causas pelas quais tão denodadamente combatemos e retomar o caminho que nos leve a recuperar o que já perdemos. A nossa luta não será a do escravo a quem a esperança na vitória é negada.
O facto deste governo e o Presidente da República nos terem conduzido à presente situação, torna claro que mesmo que os seus desígnios não tivessem sido ideológicos serão culpados perante a História. A História que é o registo dos desmandos e misérias dos homens, pode ser pesquisada e analisada que dificilmente encontraremos um conjunto de desastres políticos, económicos e sociais, como os que se têm verificado nestes últimos quatro anos. 
É nós queremos estar cá para os julgar.

VIVA O 25 de Abril
VIVA A ACR

Manuel Begonha, Presidente da ACR

Jantar comemorativo do 41º Aniversário da Revolução de Abril





















Jantar comemorativo do 41º Aniversário da Revolução de Abril






O nosso jantar vai realizar-se na CASA do ALENTEJO no dia  23 de Abril pelas 19h30

O preço será de 17,00 Euros por pessoa.

Ementa:
Pão, azeitonas, manteigas
Creme de legumes
Bacalhau espiritual com salada verde
Sericaia com ameixa de Elvas
Vinhos, refrigerantes, águas e café 


Inscrições 
pelo telefone: 938 602 276; 960 292 981
ou pelo nosso e-mail conquistasdarevolucao@gmail.com.

VENHAM TODOS.


A Direcção

Intervenção de Manuel Begonha na tomada de posse dos Órgãos Sociais 2015 – 2017




Neste dia de mudança quero agradecer especialmente pela confiança manifestada e apoio incondicional aos restantes órgãos sociais, desde a Assembleia Geral e Conselho Fiscal á Direcção cessante a determinação com que deu cumprimento aos Estatutos da ACR, tendo promovido, organizado e intervindo em diversas iniciativas, na luta pela defesa dos direitos, liberdades e garantias do nosso povo. 
Encontrámo-nos em todas as frentes onde o combate foi de resistir á destruição do País, quer no campo económico e político quer no campo social e civilizacional.
Honramos o nosso compromisso de não deixar esquecer, o exemplo, o pensamento e a obra do General Vasco Gonçalves e de assumir sem desfalecimentos a defesa das Conquistas da Revolução e os valores e ideais de Abril.
Agradecemos também aos nossos associados, amigos e a todas as entidades todo o apoio e colaboração prestada.
Como alguém já disse que os “amigos não morrem” não quero deixar de evocar, um homem para com quem temos uma imensa dívida, o nosso primeiro Vice-presidente, José Casanova.
Passemos então ao que fazer neste futuro próximo.
A luta é sair da situação de fraqueza em que a investida reaccionária nos colocou, continuando a convocar os nossos associados, fornecendo-lhes uma informação actualizada, incluindo especialmente a financeira, uma vez que esta foi capturada pela oligarquia neo-capitalista, ao controlar os meios de comunicação social. Basta observar as tv’s generalistas, cujos comentadores monocolores, se tornam patéticos e profetizam imbecilidades, enquanto caminhamos imparavelmente para o tribunal de insolvências e a sua comissão liquidatária. 
Na verdade todos os que defendem sem hipocrisias o 25 de Abril e Vasco Gonçalves estão envolvidos num verdadeiro cordão sanitário que urge romper. 
Também é nosso objectivo continuar a combater a pobreza que é a certidão da desigualdade que nos sufoca. As intenções do governo em a diminuir não passam de uma falácia, porque é importante para este, que o desemprego continue a constituir uma pressão sobre o mercado de trabalho e assim garantir uma mão-de-obra fácil e barata.
Queremos denunciar a corrupção, uma vez que a justiça brande uma espada muito frágil contra os que violam a lei, limitando-se a ameaça-los com a prisão preventiva. Os ricos riem-se e contratam bons advogados. Os outros são incriminados e povoam as prisões.
Estamos integrados numa Europa desgovernada que continua a impor-nos a lei da força. A negociação da dívida ou a saída da zona euro são temas que deverão ser obrigatoriamente discutidos, apesar dos tempos em que estamos envolvidos de ameaças bélicas, fronteiras devassadas e a miragem dos poços de petróleo.
Há então que sair da ditadura do poder económico da comunidade europeia.
Devemos portanto estar preparados para cortar com esta nova forma de exploração e principal constrangimento ao nosso desenvolvimento.
Continuaremos a lutar contra os ataques às Conquistas da Revolução, nomeadamente à Constituição da República, não nos submetendo e denunciando as injustiças, as mentiras e a destruição que àquelas está associada. Não queremos pactuar com o declínio da independência e soberania nacionais. Assumimos um comprometimento com a verdade e com as grandes causas sociais, vítimas da especulação financeira.
Vamos continuar a chegar junto dos mais novos, nomeadamente em iniciativas a levar a cabo integradas nas comemorações do 25 de Abril. 
Outro dos nossos objectivos é a questão da cultura. Embora o governo não tenha obrigação de criar cultura, deverá promover as condições para que se desenvolvam os bens culturais, competindo aos correspondentes agentes, fazê-las chegar a todo o povo. Teremos aqui um papel a desempenhar.
Teremos de transformar as nossas intenções em grandes mudanças políticas e sociais, tendo em conta os actos eleitorais que se aproximam.
A mudança jamais será alcançada para os que acreditam que a conseguirão se apenas gritarem o elogio ás suas virtudes. 
A fraqueza dos acomodados, só servirá para reforçar a perversidade dos dominadores sem escrúpulos, que apenas se vão preocupando em exercer as suas políticas maléficas, no dia-a-dia, procurando sobreviver até á próxima eleição.
Continuaremos a apoiar todas as manifestações na defesa dos povos á sua independência e soberania nacional, sempre que atacados pelas forças mais obscuras do capitalismo internacional.
Além do cumprimento dos Estatutos e do nosso compromisso eleitoral, querem estes corpos sociais agora eleitos, continuar a honrar Vasco Gonçalves e revisitar todas as memórias necessárias, evitando assim que o tempo as vá corroendo de uma forma difusa.
Podem estar certos que por mais que nos façam querer tombar, sempre nos ergueremos, levantando as bandeiras do combate que nos anima. A dignidade do povo português.


VIVA A ACR.

Manuel Begonha
Presidente da Associação Conquistas da Revolução

ELEIÇÕES DOS ÓRGÃOS SOCIAIS da ASSOCIAÇÃO CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO

Foram eleitos os órgãos socais da ASSOCIAÇÃO CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO.
Sendo a Lista "A" a única lista apresentada.
Associados já inscritos:760.
Associados presentes e votantes na Assembleia Geral Eleitoral:51.
Votos expressos na lista "A":51.






ÓRGÃOS SOCIAIS ELEITOS