JANTAR COMEMORATIVO DO 41º ANIVERSÁRIO do 25 de ABRIL na CASA do ALENTEJO


 

Este ano o nosso jantar vai realizar-se na CASA do ALENTEJO

Este JANTAR de confraternização será no dia  23 de Abril pelas 19h30.

O preço será de 17,00 Euros por pessoa.

Ementa:
Pão, azeitonas, manteigas
Creme de legumes
Bacalhau espiritual com salada verde
Sericaia com ameixa de Elvas
Vinhos, refrigerantes, águas e café 


Inscrições pelo telefone ou pelo nosso e-mail.

VENHAM TODOS.

A Direcção

Preparação para o Exame Final Nacional 2015 - História A - 12.º Ano

Preparação para o Exame Final Nacional 2015 - História A - 12.º Ano
Para: conquistasdarevolucao@gmail.com


Exmos. Senhores
 
Na sequência da vossa carta datada do passado dia 5 de fevereiro, que agradecemos e que mereceu a nossa melhor atenção, informamos que a reencaminhámos para o autor do livro em questão, para análise.
 
Assim, vimos, por este meio, transmitir que o autor da obra acima referida esclarece que houve alguma falta de rigor na referência à demissão de Vasco Gonçalves que, efetivamente, não é consequência direta do 25 de novembro, como transparece, mas que se enquadra no contexto de crise que esteve na origem do referido momento político. Lamentamos este lapso, que na próxima edição será corrigido.
 
Relativamente à referência à patente de Ramalho Eanes, optou-se por referir a patente pela qual é identificado enquanto ator político que ainda é. Mas, numa próxima edição, a referência à patente será eliminada.
 
Quanto ao restante texto, o autor considera ser grande a controvérsia que a interpretação do 25 de novembro vem gerando e continuará a gerar. Considera ainda que esse seu reconhecimento é claro quando escreve “Fosse em resposta ou fosse por livre iniciativa”. Por último, tendo em conta o carácter didático desta obra e o programa oficial em vigor para a disciplina, não nos é possível proceder a análises ideológicas deste e de outros conteúdos do referido programa da disciplina, mas tão-só informar sobre o que aconteceu.
 
Aproveitamos esta oportunidade para informar que a nossa Linha de Rigor estará sempre à vossa disposição para analisar a indicação de eventuais lapsos nas edições escolares da Porto Editora.
 
Com os nossos melhores cumprimentos
 
Linha de Rigor
 
(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)
 


Representações Oficiais da ACR em Fevereiro




Dia 21 – Almoço no GRECAM com lançamento do livro “Vasco, Nome de Abril”.



Dia 22 - Comemoração do 40.º Aniversário do Clube do Sargento da Armada.



Dia 25 – Reunião da Comissão Promotora das Comemorações Populares do 25 de Abril.



Dia 28 – Comemoração do 132.º Aniversário da Voz do Operário e Homenagem a Manuel Gusmão.

Convocatória Assembleia Geral 26 de Março de 2015 - REGULAMENTO ELEITORAL

 
 
ASSOCIAÇÃO CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO

REGULAMENTO ELEITORAL

Artigo 1º
Organização das Eleições
A organização do processo eleitoral compete a uma Comissão Eleitoral constituída pela Mesa da Assembleia Geral, um representante de cada lista e quando necessário outros Delegados nomeados pelo Presidente da Assembleia Geral.

Artigo 2º
Atribuições
1. Compete à Comissão Eleitoral:
a) Organizar o processo Eleitoral.
b) Verificar a regularidade das Candidaturas.
c) Promover a confecção e distribuição dos boletins de voto a cada um dos Delegados participantes na votação.
d) Elaborar o Caderno Eleitoral.
e) Fiscalizar o Acto Eleitoral.

2. A Comissão Eleitoral elaborará os Cadernos Eleitorais inscrevendo nos mesmos a identificação e número de cada associado em pleno gozo dos seus direitos. A actualização dos associados far-se-á até à data da convocatória da respectiva Assembleia Geral eleitoral.

Artigo 3º
Assembleia Eleitoral
1. A eleição dos Órgãos Sociais pode ter lugar em Assembleia Geral ordinária conforme convocatória do seu Presidente ou excepcionalmente em qualquer Assembleia Geral convocada para o efeito.

2. A Assembleia Geral será convocada no caso de Eleições para os Órgãos Sociais, nos mesmos termos da do Artº 20º dos Estatutos.

Artigo 4º
Candidaturas
1. As candidaturas serão entregues à Mesa da Assembleia Geral, até 20 (vinte) dias antes do acto eleitoral.

2. Cada lista de candidatura conterá a designação dos membros a eleger com:
a) Identificação dos seus componentes (nome, numero de associado e número de BI ou CC).
b) Indicação do órgão e cargo a que se candidata.
c) Identificação dos dois representantes da lista.

3. As listas de candidatura terão que ser subscritas por, pelo menos 50 associados, com indicação de nome legível, assinatura, e número de sócio.

4. As listas são consideradas quando apresentem candidatos a todos os órgãos sociais.

5. Cada candidato só pode apresentar-se numa lista de candidatura.

6. As listas são aceites ou rejeitadas em bloco.

Artigo 5º
Admissão das Candidaturas

1. A Mesa da Assembleia Geral verificará a regularidade das candidaturas, nos cinco dias subsequentes ao encerramento do prazo para entrega de listas.

2. Caso existam irregularidades a documentação terá que ser regularizada pela candidatura no prazo de 48 horas.

3. Findo o prazo estabelecido no número anterior, a Mesa da Assembleia Geral decidirá em definitivo pela aceitação ou rejeição da lista candidata.

4. A cada lista de candidatura será atribuída uma letra maiúscula de acordo com a ordem de entrada.

Artigo 6º
Campanha Eleitoral
A campanha eleitoral será orientada pelas listas concorrentes tendo início a partir da decisão referida no Nº 3 do artigo anterior e termina na antevéspera do acto eleitoral.

Artigo 7º
Boletim de Voto
Os boletins de voto serão em papel liso não transparente, sem marcas ou sinais exteriores e com a dimensão apropriada.

Os boletins de voto estarão à disposição dos sócios na sede da ACR e nas mesas de voto.

Artigo 8º
Assembleia de Voto
1. Sempre que se justifique, havendo mais do que uma Assembleia de Voto, estas funcionarão nos locais devidamente assinalados, por ordem do número do associado ou por ordem alfabética do seu respectivo nome .

2. Cada Assembleia de Voto será presidida por um representante da Mesa da Assembleia Geral, auxiliado por um Vogal, por esta designado e um representante de cada lista concorrente.

3. Das decisões da Mesa da Assembleia de Voto, cabe reclamação à Mesa da Assembleia Geral que decide em última instância.

Artigo 9º
Votação
1. O voto é feito pela inscrição no boletim de voto, da letra que identifica a lista escolhida.

2. A votação pode ser presencial ou por correspondência, não sendo permitido o voto por procuração.

3. Na votação presencial o eleitor identifica-se como associado perante o Presidente da Mesa da Assembleia de Voto, com o bilhete de identidade ou equiparado.
a) O eleitor entrega o boletim de voto dobrado em quatro ao Presidente da Mesa que o introduz na urna.

4. A votação por correspondência obedece às seguintes regras:
a) O eleitor encerrará o boletim de voto com a letra da lista escolhida, dobrado em quatro, num sobrescrito branco, não transparente, sem quaisquer dizeres exteriores.
b) O sobrescrito é acompanhado de documento, com a identificação do votante, número de sócio, local de residência e assinatura.
c) O referido sobrescrito e documento de identificação são encerrados num outro sobrescrito dirigido ao Presidente da Mesa da Assembleia Gera para a sede da ACR de modo a ser recebido até início da votação.
d) Para os votos por correspondência existirá uma Assembleia de Voto própria.
e) A votação inicia-se pela abertura do sobrescrito exterior, retirando-se o documento de identificação, sendo lido em voz alta, afim de individualizado.
f) Seguidamente, é introduzido na urna o sobrescrito interior sem ser aberto.

Artigo 10º
Validade dos Votos
1. São considerados votos numa lista os que tiverem uma letra correspondente a uma das listas candidatas.

2. É considerado voto branco, o do boletim que não contenha qualquer letra ou qualquer outro escrito.

3. É considerado voto nulo o aquele que:
a) Esteja expresso em boletim diferente do distribuído.
b) Esteja expresso em mais de um boletim, no caso da votação por correspondência.
c) Esteja expresso no boletim com letra não correspondente a qualquer das listas candidatas.
d) Contenha erro, corte, desenho ou rasura no boletim.

Artigo 11º
Resultados
1. Após a votação realizar-se-á a contagem dos votos e a elaboração da acta de cada Assembleia de Voto, que depois de assinada pelos membros da respectiva Mesa, será entregue à Mesa da Assembleia Geral.

2. A acta final será elaborada pela Mesa da Assembleia Geral.

3. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral proclamará a lista vencedora e promoverá à posse dos membros dos Órgãos Sociais eleitos.


Artigo 12º
Primeiro Acto Eleitoral
Na realização do primeiro acto eleitoral e apenas nesse, serão permitidas as seguintes alterações e excepções a este Regulamento:
1. A Comissão Instaladora, eleita na Assembleia Constituinte de 18 de Junho de 2011, designará os associados que constituirão a Mesa da Assembleia Geral constituída por três dos seus membros e designando um Presidente da mesma.

2. Sempre que nos artigos 1º, 4º, 5º, 8º, 9º, 11ºe 13º deste Regulamento, se refere a “Mesa da Assembleia Geral” ela será constituída pelos elementos escolhidos pela Comissão Instaladora e referidos no número anterior.

3. Toda a preparação do acto eleitoral será da responsabilidade da Comissão Instaladora, dentro do espírito e letra deste Regulamento, competindo-lhe, designadamente, a marcação da data da Assembleia Geral extraordinária, com vista à eleição dos primeiros Órgãos Sociais, elaborar os cadernos eleitorais, convocar os associados, já com a apresentação da sua lista para eleger os órgãos sociais, e referir que até cinco dias antes do acto eleitoral podem ser apresentadas outras listas. As listas referidas devem obedecer aos requisitos exigidos pelos números 2 a 6 do artigo 4º.

4. A actualização dos cadernos eleitorais pode ser feita até ao inicio desta Assembleia Geral.

Artigo13º
Interpretação ou integração de lacunas

A interpretação ou integração de lacunas nos casos omissos do presente regulamento será da exclusiva competência da Mesa da Assembleia Geral eleitoral.

Artigo 14º
Entrada em vigor

Este Regulamento foi aprovado pela Comissão Instaladora por força dos poderes que lhe conferiu a Assembleia Constituinte. Serão revistos, adaptados às circunstâncias e sujeitos às alterações a deliberar na primeira Assembleia Geral promovida pelos órgão sociais eleitos.

124 aniversário da revolta do 31 de Janeiro de 1891

O papel preponderante tomado há 124 anos pelos sargentos quando acompanhados por dois ou três oficiais de baixa patente, fizeram sair para a rua uma revolta militar destinada a proclamar a República, ficou imortalizado.
O dia 31 de Janeiro ficou a ser considerado o dia nacional dos sargentos.
A comemoração desta efeméride decorrerá na Casa do Alentejo e a ACR far-se-á representar pelo seu presidente da direcção Manuel Begonha

Intervenção do Presidente da Direcção na sessão de Solidariedade com Cuba

No passado dia 17 de Janeiro comemorou-se, com um almoço na Casa do Alentejo organizado pela Associação de Amizade Portugal Cuba, o 56º aniversário da Revolução Cubana e a libertação dos cinco patriotas cubanos que estavam encarcerados nas masmorras dos EUA.
Na altura, o nosso presidente da direcção, Manuel Begonha, proferiu uma intervenção que o filme reproduz.



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Intervenção escrita


É com muita satisfação que estamos a comemorar o 56º aniversário da Revolução Cubana.
Vivemos, sem dúvida, um momento de viragem no panorama internacional, uma vez que estamos a assistir a um novo olhar entre Cuba e os EUA.
A violência e a injustiça do bloqueio que tão pesadas consequências teve para o povo cubano, será ainda uma matéria de difícil resolução, devido à oposição dos sectores mais conservadores do congresso norte americano.
Contudo, os processos já alcançados nas negociações bilaterais, nomeadamente com a libertação dos cinco patriotas que hoje evocamos prenunciam uma nova era que não irá ser fácil, pois irá exigir uma grande firmeza ideológica em defesa dos princípios que sempre permitiram a Cuba, prosseguir com a revolução. Isto porque os amigos de cuba, parecem por vezes interrogar-se se estará a ser introduzido na cidade um novo cavalo de Tróia.
Confiamos contudo no povo cubano que sempre tem demonstrado ter grande capacidade de manter-se livre de ingerências indesejada.
Cuba sempre exerceu um grande fascínio nos jovens da minha geração e em vários momentos da história recente, todos nós fomos cubanos.
É também por isto que sempre acompanhamos com grande paixão, o percurso, os ataques e as calúnias de que foi objecto e o símbolo em que se tornou que as forças mais virolentamente reaccionárias do capitalismo internacional, vêm tentando eliminar a todo o custo. Mas esquecem que Cuba tem uma alma forte que pertence ao povo e possui um governo que pode reivindicar a autoridade de actuar a favor dos interesses e vontade desse mesmo povo, entender as suas aspirações fundamentais e expressá-las com grandiosidade e clareza. E é também certo que a estabilidade cubana se fica a dever à forma como tem dividido a sua riqueza e a distribuição do trabalho.
Cuba e os seus revolucionários souberam olhar mais além no futuro, do que aqueles que a criticam.
Desejo portanto felicitar o heróico povo cubano por esta data e desejar que esta nova época que se aproxima vos traga mais prosperidade, bem estar e satisfação e que este país continue a ser uma inspiração para todos aqueles que como nós, anseiam por uma sociedade diferente, mais justa e mais fraterna, onde o homem alcance os espaços da liberdade.
Que o socialismo continui o seu caminho.
Viva Cuba revolucionária!




Posição da ACR sobre escrito publicado no livro PREPARAÇÃO PARA O EXAME FINAL NACIONAL 2015 - HISTÓRIA-A

A Associação Conquistas da Revolução tomou conhecimento que na página 264 do livro "PREPARAÇÃO PARA O EXAME FINAL NACIONAL 2015 - HISTÓRIA-A", editado pela Porto Editora de autoria de António Antão, com a revisão cientifica de Armando Malheiro da Silva contem incorrecções graves que denunciamos.

Transcrição da página 264

“…insubordinações e sublevação geral. É então que, em 25 de Novembro, sob a argumentação de que se estava a preparar uma tentativa de golpe, animada pela esquerda militar e pelo PCP, um grupo de militares moderados liderados pelo general Eanes, respondeu com um contragolpe. Fosse em resposta ou fosse por livre iniciativa, o que aconteceu em 25 de Novembro foi uma surpreendente e arriscada acção militar contra o avanço da esquerda radical que acabou por conduzir as forças moderadas ao poder. Vasco Gonçalves foi demitido e um VI Governo Provisório é entregue a Pinheiro de Azevedo, politicamente mais moderado.
Era o fim da fase extremista do processo revolucionário. A revolução regressava aos princípios democráticos e pluralistas do 25 de Abril, que serão confirmados com a promulgação da Constituição de 1976.
…”

A clarificação da ACR

Impõe-se, desde logo, a correcção duma alteração grave de datas:
      O General Vasco Gonçalves foi exonerado do cargo de Primeiro Ministro do V Governo Provisório em 12 de Setembro de 1975. A sua passagem compulsiva à situação de reserva é que é posterior ao 25 de Novembro.
     O General Eanes era, à data do 25 de Novembro de 1975,Tenente-coronel 

Impõe-se, ainda dizer o seguinte:
O 25 de Novembro - A história está mal contada
Que o 25 de Novembro teve como objectivo travar o processo revolucionário, ninguém tem dúvidas. E, hoje, todos percebemos bem porquê: porque num país verdadeiramente democrático, onde o povo é quem mais ordena, os ladrões, os corruptos, os predadores de todos os matizes, não têm lugar, ou melhor, têm lugar em espaços com grades nas janelas.
Nos poucos mais de quinhentos dias, anteriores ao 25 de novembro, a maior parte dos quais sob Governos de Vasco Gonçalves, a revolução portuguesa ergueu todo um edifício democrático de direitos, construído com os ganhos civilizacionais da Humanidade do final do 3º quartel do século XX, que a Constituição da República Portuguesa de 1976, também ela  conquista da nossa Revolução, regista.
O 25 de Novembro, não foi o fim da fase mais extremista da nossa Revolução, foi o início, isso sim, da contra-revolução. Contra um povo que, embriagado da liberdade e da democracia e envaidecido dos direitos que durante tantos anos lhe haviam sido negados, facilmente se deixou enganar, embalar, nos cantos de sereia de uns quantos mentirosos bem falantes, travestidos de gente, mas no íntimo vendidos e rendidos às ordens do grande capital nacional e internacional.
Os ditos oficiais moderados, alguns mesmo sem o saberem, acreditamos, deixaram-se envolver nas manobras mais torpes das forças contra-revolucionárias da direita revanchista, derrotada no 28 de Setembro e no 11 de Março, traindo os seus próprios camaradas.
 Ganharam? Não! Abriram as portas ao inimigo que paulatinamente os aniquilou também como imprestáveis e indesejáveis para os seus intentos.
O inimigo, esse sim ganhou e, hoje, refastelado nos corredores do poder, empanturrado no festim do saque, escarnece de todos nós.


Lançamento dos livros" Conquistas da Revolução" e "Vasco Nome de Abril" em Serpa - 20 de Dezembro



Serpa - Dia 20 de Dezembro ás 16 horas, na Biblioteca Municipal Abade Correia da Serra, com a presença de Manuel Begonha ,Presidente da Direcção da ACR e Henrique Mendonça, Vice-Presidente da Assembleia Geral da ACR.

Sessão em Estremoz

Incluido no colóquio "Abril, 40 anos de defesa dos direitos humanos, 40 anos rumo à inclusão", promovido pela APD, vão ser apresentados os livros "Vasco, Nome de Abril" e "Conquistas da Revolução".
Estremoz, "Casa de Estremoz", 13 de Dezembro 2014, 14:30


ASSEMBLEIA GERAL de 4 de Dezembro de 2014



Como previsto, realizou-se no passado dia 4 de Dezembro a Assembleia Geral ordinária da nossa associação.
Os documentos constantes na Ordem de Trabalhos foram aprovados.
Foi lido o voto de congratulação que a direcção enviou à Casa do Alentejo por ocasião do "Cante Alentejano" ter sido considerado, pela UNESCO, património imaterial da humanidade.
Foi lido e aprovado o voto de pesar a José Casanova, nosso vice presidente falecido recentemente, que se transcreve.





40 Anos do 25 de Abril, 40 Anos do Fim da Guerra Colonial







Por iniciativa da Junta de Freguesia de Alhos Vedros, realizou-se no passado dia 22 de Novembro no Clube Chinquilho Arroteense, um almoço/ encontro de ex - combatentes da guerra colonial.
Estiveram presentes cerca de 150 pessoas, tendo havido várias intervenções.
Manuel Begonha, Presidente da ACR destacou a importância daquela reunião, tendo declarado:
" O governo salazarista não quis perceber o significado do fim dos impérios coloniais e teimou em envolver um país de fracos recursos humanos e materiais, numa guerra em três frentes.
O povo português acabou por perceber que estava a combater por uma causa injusta e contra o sentido da história, o que criou condições para a eclosão do 25 de Abril."
Disse ainda que" uma das Conquistas mais importantes da revolução  foi a da Paz, consequência da descolonização."
Terminou a sua intervenção afirmando: "Não se cumpriu ainda um dos D do programa do MFA ,o Desenvolvimento, o que tem penalizado, os ex-combatentes através de sucessivas medidas de austeridade,também muito desconsiderados pelos sucessivos governos, quer no aspecto do reconhecimento pela opinião pública, quer no remuneratório, quer na assistência social, nomeadamente no apoio á saúde que tem vindo a piorar de uma forma significativa.
Mas sois um testemunho que houve uma guerra colonial que não deixareis esquecer, como parece ser a vontade deste governo."

Assembleia Geral da Associação Conquistas da Revolução - 4 de Dezembro - 17h00 - Casa do Alentejo


Proposta de Plano de Actividades e Orçamento para 2015





No prosseguimento das iniciativas levadas a cabo nos anos anteriores, no sentido de cumprir os objectivos estatutários e o seu programa eleitoral “Pela defesa das Conquistas da Revolução”, a direcção vem agora submeter à aprovação, da Assembleia Geral da Associação Conquistas da Revolução, o “ Plano de Actividades e Orçamento para 2015”.


1.Iniciativas

a)-Prosseguir os esforços para encontrar uma sede para a Associação;

b)-Começar o trabalho de recolha de materiais (entrevistas, livros, intervenções, fotografias, filmes, etc) sobre Vasco Gonçalves, com o objectivo de constituir, em local condigno, um “centro de documentação” sobre Vasco Gonçalves e o seu papel Revolução de Abril e em defesa dos valores de Abril;

c)-Assinalar o papel e a acção de Vasco Gonçalves nos processos da Reforma Agrária e das Nacionalizações;

d)-Participar em sessões de esclarecimento e divulgação em escolas, colectividades e outras iniciativas para as quais a ACR seja convidada;

e)-Realizar para os associados, familiares e amigos o Jantar Comemorativo dos 41 Anos do 25 de Abril;

f)- Participar e mobilizar os associados para as comemorações populares do 25 de Abril e do 1º de Maio;

g)- Assinalar os 40 anos das primeiras eleições livres para a Assembleia Constituinte;

h)- Homenagear o General Vasco Gonçalves no 10.º ano do seu falecimento e realizar uma romagem ao cemitério do Alto de S. João (11 de Junho);

i)-Prosseguir a campanha de angariação de novos sócios;

j)-Prosseguir a recolha de legislação e outra documentação relacionada com a tentativa de destruição das Conquistas da Revolução.

2.Obrigações estatutárias

a)-Realizar a Assembleia Geral Eleitoral, para a eleição de novos órgãos sociais;

b)-Em Março realizar a Assembleia Geral ordinária para apresentação, discussão e aprovação do Relatório e Contas do exercício do ano de dois mil e quatorze;

c)-Em Novembro realizar a Assembleia Geral ordinária para apresentação, discussão e aprovação do Plano de Actividades e Orçamento para dois mil e dezasseis.
                    






ORÇAMENTO PARA 2015


1.Receitas

                a)Recebido de quotas dos associados ……………………..   6.000,00 Euros

                 b)Donativos……........………………………………........................ 3.000,00  Euros

                                                                                                           9.000,00 Euros
                                                                                                                                 
2.Despesas

                    a)Iniciativas……..............…………………….………... 5.000,00 Euros

                    b)Convocatórias……………………………………........ 1.500,00 Euros

                    c)Despesas gerais de funcionamento………….……......  1.500,00 Euros

                    d)Outros gastos e perdas……………..………….........… 1000,00 Euros

                                                                                                        9.000,00 Euros
                                                                                                                                 


   A DIRECÇÃO


 Aprovado em reunião desta, a 30 de Outubro de 2014, para submeter à AG.

Folha Informativa N.º 7









Em memória de José Casanova





Em memória de José Casanova

Conheci o Zé há muitos anos, mas o Homem em toda a sua dimensão, foi-me apenas revelado nos trabalhos que tivemos na Comissão Instaladora da nossa Associação.
Tal como o seu grande amigo Vasco Gonçalves – que tanto desejou no âmbito dos objectivos da ACR sujeitar ao luminoso escrutínio da verdade – era um anti-herói. Mas um anti-herói combatente e uma muralha intransponível na defesa da materialização dos seus ideais e princípios. Tais eram, fazer com que o povo tomasse as rédeas do seu próprio destino. Era pois um homem de elevados critérios éticos e morais.
Deveria ter sido Presidente da Associação mas recusou, entendendo que seria um erro e os argumentos denunciaram uma tão clara sensatez e prudência que a todos convenceu. Ficou então com a Vice-Presidência, mas julgo também que, modesto como era temia que o seu nome fosse maior do que o da própria Associação.
Discutia-se a justeza de montar um espectáculo de homenagem a Ary dos Santos. Na reunião seguinte apresentava o respectivo Guião. Pretendemos fazer um Congresso, integrado nas comemorações do 40º aniversário do 25 de Abril. Passado pouco tempo aparecia com a correspondente organização, metodologia e temas a discutir, envolvendo ainda uma homenagem ao companheiro Vasco. Pois é, as coisas nascem assim, mas deviam-se a trabalho militante, dedicação a causas e um enorme talento para a escrita, alicerçado numa profunda cultura e intuição política. E apesar disto, continuava humilde e árbitro natural de algumas divergências próprias da nossa actividade, sem nunca levantar a voz ou ter perdido um amigo. E isto é ser inteligente.
Lembro-me de lhe ter dito numa reunião de direcção que o considerava um dos homens mais importantes que tinha conhecido. Estou satisfeito por lhe ter transmitido esta apreciação em vida, que é quando os actos justos devem ser concretizados.
Diz-se que não há homens insubstituíveis. Será mesmo assim? Sem a presença física do Zé, oxalá que nos possamos inspirar nele para prosseguir com as nossas tarefas, e dizer como A. Lincoln, “cabe-nos a nós, os vivos, comprometermo-nos a levar a cabo a obra inacabada de quem lutou e que com tanta nobreza a fez avançar”.

Até sempre José Casanova

Manuel Begonha – Presidente da Associação Conquistas da Revolução


Faleceu José Casanova




Vitima de doença grave faleceu hoje, 15 de Novembro de 2014, José Nogueira da Silva Casanova, vice presidente da direcção e um dos fundadores da nossa associação.
José Casanova, destacado antifascista, foi um dos grandes impulsionadores da fundação da ACR - Associação Conquistas da Revolução. Da sua contribuição resultou a afirmação que a ACR já tem no curto espaço de tempo que medeia desde a sua fundação.
O corpo estará em câmara ardente a partir das 17:00 horas de hoje, na capela mortuária de S. Francisco de Assis, Av. Afonso III, em Lisboa, de onde sairá amanhã dia 16 de Novembro de 2014 pelas 18:30 horas e será cremado no cemitério do Alto de S. João às 19:00.
À sua família a ACR endereça as suas mais profundas condolências.

A Direcção 

Lançamento dos livros" Conquistas da Revolução" e "Vasco Nome de Abril" em Alverca - 15 de Novembro





 Alverca - Dia 15 de Novembro ás 15 horas, na Biblioteca Municipal, com a presença de Manuel Begonha ,Presidente da Direcção da ACR e Joaquim Ponte vogal da Direcção.

Lançamento dos livros "Conquistas da Revolução" e "Vasco, nome de Abril" Estarreja - 7 de Novembro








Dia 7 de Novembro ás 18 horas, na Biblioteca Municipal, com a presença de Manuel Begonha e Modesto Navarro.

Congresso "Conquistas da Revolução" - Intervenção de Batista Alves, membro da direcção da ACR




CONTEÚDO E SIGNIFICADO DAS CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO                                                   


É para mim uma grande honra estar aqui, hoje, para falar das Conquistas da nossa Revolução. Falar do conteúdo e significado das Conquistas da Revolução é falar de Abril, desse Abril que teve início em 25 de Abril de 1974, com o derrube da ditadura fascista de SALAZAR E CAETANO. Desse Abril que o povo português inequivocamente apoiou inundando as ruas em grandiosas manifestações e dando início, em aliança com os seus soldados, à mais bela revolução que o Mundo conheceu.
 É por isso que, 40 anos volvidos, o povo continua a gritar na Rua: 25 de Abril, sempre! É por isso que, apesar de tudo o que tem sido feito pela gente que nos desgoverna há 38 anos a esta parte, a esperança dos portugueses continua a estar fortemente polarizada nos valores de Abril.
Perguntar-se-á, o que são os valores de Abril?
São todos aqueles valores civilizacionais pelos quais se bateram os heroicos resistentes antifascistas, enfrentando a tenebrosa máquina repressiva da ditadura; São todos aqueles que nortearam os militares de Abril, na gesta heroica do 25deAbril de 1974 e se encontram bem documentados no PMFA; São todos aqueles que um povo finalmente livre foi capaz de conquistar, num processo revolucionário ímpar, belo, imaculado e generoso; São todos os que estão consagrados na Constituição da República Portuguesa de 1976.
São as Conquistas da nossa Revolução
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O MFA, logo a 26 de Abril de 1974, apresentou o seu Programa ao povo português, o PROGRAMA DO MOVIMENTO DAS FORÇAS ARMADAS, no qual se preconizavam um conjunto de medidas imediatas, de curto e médio prazo, que se propunham liquidar o regime opressor, vencido, e lançar as bases para um futuro democrático de progresso e justiça social: os conhecidos três Dês do MFA (Democratização, Descolonização, Desenvolvimento)
No período que mediou entre o 25 de Abril de 1974 e a tomada de posse do 1º Governo Constitucional em 23 de Julho de 1976, coube aos Governos Provisórios, Governos sob a responsabilidade do Poder Revolucionário (Comissão Coordenadora do MFA, Junta de Salvação Nacional, Assembleia do MFA, Conselho da Revolução), a gigantesca tarefa de concretizar os objectivos do PMFA e obviamente dentro dos limites da sua própria condição, dar resposta às justas aspirações dum povo que ansiava há décadas por uma sociedade mais justa e mais fraterna.
O primeiro Governo Provisório foi presidido por Adelino da Palma Carlos.
Vasco Gonçalves, militar de Abril, presidiu a 4 (dos 6) Governos Provisórios, no período compreendido entre 17 de Julho de 1974 e 19 de Setembro de 1975 (II,III,IV e V), sendo este o período mais criativo e intensamente revolucionário da nossa Revolução.
O 6º Governo Provisório foi presidido por Pinheiro de Azevedo, também militar de Abril.
 Foi neste período que assistimos às grandes transformações democráticas da sociedade portuguesa e ao reconhecimento de direitos fundamentais dos cidadãos, a que chamamos Conquistas da Revolução.
Como já foi dito, foi este o período mais criativo, verdadeiramente revolucionário, em que os trabalhadores e o povo em estreita união com o MFA, puseram ao serviço da nação toda a sua força e capacidade criativa e de trabalho, em jornadas de luta inesquecíveis: no combate político contra a reacção; na defesa da produção, impedindo a sabotagem económica pelo grande patronato e construindo alternativas de gestão operária; nas jornadas voluntárias de trabalho de apoio à Reforma Agrária; nas lutas por melhores condições de vida (saúde, educação, cultura, habitação etc.)
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A Democratização da sociedade portuguesa, começa pela liquidação das estruturas fascistas:
 -Dissolução da ANP-Acção Nacional Popular, nome dado à União Nacional, em 1970, por Marcelo Caetano
-Extinção da PIDE (também rebaptisada  por Marcelo Caetano como DGS ), a extinção da Legião Portuguesa e da Mocidade Portuguesa
-Abolição da Censura e exame prévio
Pela instauração das liberdades fundamentais:
-Eleições livres e convocação de uma Assembleia Constituinte
-Liberdade política dos cidadãos
-Regulamentação da actividade dos partidos políticos
-Liberdade de expressão e pensamento sob qualquer forma e promulgação de Nova Lei da Rádio, Televisão e Cinema.
Por mais e melhor Justiça:
-Amnistia de todos os presos políticos
-independência e dignificação do poder judicial
-extinção dos Tribunais plenários, nos quais foram julgados e condenados muitos anti-fascistas, por razões meramente políticas e sem direito a defesa.
Pelo reconhecimento de que a solução das guerras do ultramar era política e não militar, reconhecimento cujo alcance viria mais tarde, em julho de 1974, face “à existência de forças poderosas apostadas em travar o curso dos acontecimentos”, a ser esclarecido pela Lei 6/74, como o reconhecimento explícito do direito à independência das colónias.
Abro aqui um parêntesis para dizer que as forças poderosas e reacionárias referidas, após os primeiros dias de completa desorientação face à magnitude dos acontecimentos, começam a organizar-se e a tentar conduzir o processo para rumos mais favoráveis aos seus desígnios. A questão da descolonização é sem dúvida um primeiro objectivo.
O General Spínola polariza aqui as esperanças destas forças, cuja acção se manifesta claramente nos acontecimentos do 28 de Setembro em Portugal e em vários episódios em Angola e Moçambique que dele não devem ser dissociados. Em Angola, por exemplo, forças colonialistas movimentavam-se já de forma organizada e contavam com apoios importantes nas próprias Forças Armadas. Não fora a coesão e a capacidade demonstrada pelos militares do MFA e os acontecimentos poderiam ter tido consequências bem dramáticas. A título meramente informativo, diga-se que o Gen. Spínola, enquanto Presidente da República, era esperado em Luanda e seria galardoado pela Câmara Municipal de Luanda, por decisão tomada em 3 de Julho de 1974( ainda em exercício o Presidente e os vereadores nomeados pelo regime anterior), com a distinção de cidadão honorário. A resignação de Spínola gorou esta e muitas outras espectativas.  
 O processo de Descolonização prossegue, naturalmente tendo como actores principais os povos então ainda sob o domínio colonial.
A transição não foi fácil em nenhum dos territórios e nalguns casos mesmo teve consequências dramáticas. Para isso contribuíram em primeira instância os mais de treze anos de guerra e também, em particular em Angola, a existência de mais do que um Movimento de Libertação, a que acresceram pressões internas e externas ao serviço de interesses ocultos.
As Forças Armadas Portuguesas enfrentaram esta situação em todas as frentes com coragem e grande dignidade. Portugal, vivendo em simultâneo um período revolucionário, com as consequências económicas inerentes, conseguiu receber e integrar mais de 500.000 retornados das ex-colónias de forma perfeitamente exemplar. Este feito, por si só, é motivo de grande orgulho, tanto mais quanto se conhecem experiências idênticas noutros países bem maiores que nós com resultados bem diferentes.


São conquistas da Revolução, directamente decorrentes do compromisso assumido pelo MFA no seu Programa
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O Primeiro 1º de Maio – Dia do trabalhador, comemorado em liberdade na maior manifestação de sempre, uma semana após o 25 de Abril de 1974, é também uma Conquista da Revolução .
 O DL175/74, que institui o 1º de Maio como feriado nacional e Dia do trabalhador, tem a data de 27 de Abril .
Durante o Estado Novo, com todas as restrições ao exercício de reunião e manifestação, os trabalhadores portugueses souberam sempre encontrar as formas adequadas de contornar todos os obstáculos. As greves e manifestações realizadas em 1962, um ano após o início da guerra colonial em Angola, são provavelmente as mais relevantes e carregadas de simbolismo deste período negro da História de Portugal. Enfrentando forte repressão, realizaram-se manifestações dos pescadores, dos corticeiros, dos telefonistas, dos bancários, dos trabalhadores da Carris e da CUF. No Dia 1º de Maio, em Lisboa, manifestaram-se 100 mil pessoas, no Porto 20 mil e em Setúbal 5 mil- naquele que foi até então, o mais poderoso Dia do Trabalhador da história do Movimento Operário Português.
Ficará ainda na história do operariado português, como um dos seus mais altos momentos, a luta dos mais de 200 mil assalariados agrícolas dos campos do Alentejo e do Ribatejo. Trabalhadores agrícolas que até então trabalhavam de Sol a Sol, impulsionados pela manifestação de força do 1º de Maio de 1962, impõem aos latifundiários e ao Governo de Salazar a jornada de oito horas diárias.
Mas, não se pode falar do 1º de Maio em Portugal sem falar do mais extraordinário 1º de Maio realizado até hoje, o primeiro 1º de Maio  de 1974, que é um marco indelével do início da nossa revolução.
A extraordinária manifestação de força dos trabalhadores unidos em torno da Intersindical, que trouxe para a rua mais de um milhão de trabalhadores em todo o País, foi a maior manifestação de sempre e foi a legitimação indiscutível da mudança há tanto tempo esperada. A dinâmica revolucionária gerada por esta força de unidade que ganhou as ruas, haveria de ganhar também os campos, as fábricas, os serviços e arrastar também toda a sociedade portuguesa para um processo revolucionário prenhe de confiança num futuro sem exploradores nem explorados. 
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Durante este período são inúmeras as conquistas alcançadas, num processo, sem igual, de aliança entre o povo e as suas Forças Armadas- A Aliança POVO-MFA. E digo conquistas alcançadas, porque são isso mesmo, conquistas do processo revolucionário. A leitura dos diplomas legais publicados à época, revelam-no claramente. Em muitos diplomas o legislador descreve no preâmbulo do próprio decreto a situação de facto já existente para a qual se impõe legislar.
 Enumerarei de seguida algumas das principais Conquistas da Revolução:

A IGUALDADE DE DIREITOS, na qual se inscrevem o acesso das mulheres à magistratura e a determinados lugares da administração local que lhe estavam vedados, a abolição dos privilégios do cônjuge varão na estrutura familiar. Estas situações foram de imediato corrigidas e a CRP de 1976 veio proclamar no seu Artº13º o princípio da igualdade de todos os cidadãos perante a lei;
O DIREITO À HABITAÇÃO, para todos. À data do 25 de Abril 25% dos portugueses viviam alojados em locais que não respeitavam as condições mínimas de conforto, segurança, salubridade e privacidade (2 milhões de pessoas viviam em bairros de barracas ou em casas degradadas e sobreocupadas). A população mobilizou-se fortemente para a resolução deste problema e o Governo Provisório respondeu com um impulso gigantesco de investimento e mobilização de meios: Construção de Habitação social, contratos de Desenvolvimento para a Habitação, Apoio às Cooperativas de Habitação e Operações SAAL ( Serviço Ambulatório de Apoio Local).
Tive o privilégio de ter participado activamente neste processo, em particular no SAAL, na vigência do IV,V e VI Governos provisórios. A imensa riqueza do mesmo, que ainda hoje mobiliza muitos estudiosos da problemática da Habitação, está bem patenteada nas inúmeras teses de mestrado e doutoramento publicadas, em Livros, em filmes e documentários cinematográficos.
O DIREITO À EDUCAÇÃO, para todos.
A situação herdada do fascismo era, nesta vertente, reveladora dum atraso confrangedor. Segundo dados de 1970, 88% da população portuguesa com mais de 10 anos tinha no máximo o ensino primário e entre esta,26% não sabiam ler. Da população com mais de 15 anos apenas 2,4 por cento tinha ensino médio ou superior.
A Constituição da República Portuguesa de 1976, estabelece que ao Estado incumbe assegurar o ensino básico universal e gratuito e estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino.  Embora a prática dos sucessivos governos nos últimos 38 anos, não se tenha conformado com a Lei, como devia, a situação é hoje bem diferente;
O DIREITO À SAÚDE, universal e gratuito.

Também aqui é importante relembrar, que:
-Em 1973, o número de habitantes por médico era de 965;
-A mortalidade infantil atingia os 44,8 por mil;
-20% dos partos não tinham assistência;
-A esperança de vida depois de 1 ano de idade era de 67 e 73 anos, para os homens e para as mulheres respectivamente.
 A CRP de 1976, estabelecia o direito à saúde como universal e gratuito, após uma das 7 revisões constitucionais a que já foi sujeita, passou a ser tendencialmente gratuito. E, mesmo assim, não tem sido cumprido, como bem o provam o aumento das taxas moderadoras e todo o tipo de restrições no acesso aos medicamentos e meios de diagnóstico, e no acesso ao apoio hospitalar. Agem fora da LEI;

DIREITO À GREVE ;

O DIREITO À PREVIDÊNCIA NA SITUAÇÃO DE DESEMPREGO, até esta data,27 de setembro de 1974, os trabalhadores na situação de desemprego perdiam o direito a Previdência;
DIREITO Á LICENÇA DE 90 DIAS NO PERÍODO DE MATERNIDADE;
O DIREITO AO DIVÓRCIO NOS CASAMENTOS CATÓLICOS;
O DIREITO Á REPARAÇÃO MATERIAL E MORAL POR PARTE DOS DEFICIENTES DAS FORÇAS ARMADAS;

São conquistas da Revolução, que, embora golpeadas pelas sucessivas revisões constitucionais, na sua essência ainda se mantêm.
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O SALÁRIO MÍNIMO E PENSÃO SOCIAL
SUBSÍDIO DE DESEMPREGO
SUBSÍDIO DE FÉRIAS
SUBSÍDIO DE NATAL A PENSIONISTAS
SUBSÍDIO VITALÍCIO DE PROTECÇÃO NA VELHICE

São conquistas da Revolução que, hoje, nos são roubadas despudoradamente. Para alimentarem a especulação financeira e a gula duns tantos que engordam desmesuradamente à nossa custa.
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AS NACIONALIZAÇÕES, da Banca, dos Seguros, Electricidade, Siderurgia, Transportes Ferroviários, Marítimos e Aéreos, Cimentos, Tabacos, Transportes urbanos, Vidro, Minas, Químicas, Cervejas, Estaleiros Navais, Rádio, Televisão, Pescas, Imprensa,… um total de 240 empresas, colocaram nas mãos do Estado Português um instrumento fundamental para alavancar a economia do país.
Os sectores básicos da economia portuguesa, as grandes alavancas do poder económico, passaram para o domínio público e foram postas ao serviço do povo e do país. O Futuro dos portugueses estava agora mais nas suas mãos, nas mãos dos trabalhadores e do povo de Portugal.
O que foi feito de todo este poder?
Sob o domínio das teses neoliberais continuamos a assistir ao regabofe das privatizações e à transferência para as mãos dos grandes predadores nacionais e internacionais da nossa riqueza e do nosso futuro.
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São também Conquistas da Revolução:
A GESTÃO DEMOCRÁTICA DAS ESCOLAS, impulsionada por um fortíssimo movimento associativo estudantil.

O CONTROLO DA PRODUÇÃO ORGANIZADA PELOS TRABALHADORES, impedindo a sabotagem económica e garantido o aumento da produção;

A REFORMA AGRÁRIA, que introduziu profundas alterações na vida nos campos de Portugal e é sem dúvida uma das mais belas realizações da revolução de Abril. As movimentações e a força organizada dos operários agrícolas, dos pequenos e médios agricultores, contagiaram e arrastaram outras camadas da população para a batalha da produção em jornadas grandiosas de combatividade, solidariedade e alegria de viver. Fez-se história.
A Reforma Agrária foi um dos primeiros alvos das força contra-revolucionárias.
Se tivesse prosseguido, como devia, Portugal não seria, como hoje efectivamente é, um país perigosamente dependente do exterior para garantir a sobrevivência alimentar da sua população.
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Poderemos ainda falar:
DO NOVO REGIME DO ARRENDAMENTO RURAL, que veio romper com um estatuto de completa submissão dos rendeiros à vontade dos patrões;
DA DEVOLUÇÃO DOS BALDIOS, às populações que deles tinham sido espoliadas pelo regime de Salazar;
Aquilino Ribeiro com o seu imortal romance “Quando os lobos uivam” dá-nos conta da imensa desgraça que se abateu sobre as populações rurais do nosso país desapossadas dos baldios pelo Estado fascista e da repressão, sem dó nem piedade, de todos quantos ousaram opor-se-lhe;

DA ABOLIÇÃO DA ENFITEUSE, uma sobrevivência feudal;
DA EXTINÇÃO DAS COUTADAS, outra.

São tudo conquistas da nossa Revolução.
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O RECONHECIMENTO DA INTERSINDICAL NACIONAL COMO CONFEDERAÇÃO GERAL DOS SINDICATOS PORTUGUESES;
A importância desta conquista fica bem evidenciada com o facto de a mesma ter sido o primeiro alvo das primeiras investidas contra-revolucionárias . Logo em 27 de Outubro de 1976,  é revogada a legislação anterior e, através do DL773/76, com a assinatura de Mário Soares, promovida a divisão dos trabalhadores, pasme-se! “como condição e garantia da construção da sua unidade”;
O APOIO AO COOPERATIVISMO, que permitiu um fortíssimo desenvolvimento do sector, ao nível das cooperativas de consumo, ao nível das cooperativas de produção ( com grande peso nas cooperativas agrícolas) e também ao nível das cooperativas de habitação. Os números falam por si:
Em 1976 existiam registadas, 2.274 cooperativas e 111 UCP( das cooperativas, 577 agrícolas,417 de consumo e 111 de habitação).
A CRIAÇÂO DAS REGIÕES AUTÓNOMAS DOS AÇORES E DA MADEIRA;
 O PODER LOCAL DEMOCRÁTICO, hoje já fortemente espartilhado, mas ainda um forte bastião dos valores da democracia e da participação activa dos cidadãos na construção do seu próprio futuro.

A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA, que após 7 revisões constitucionais ainda se mantém como uma das mais progressistas da Europa.

Tudo isto, são também conquistas da nossa Revolução, alcançadas num tão curto período e que transformaram a sociedade portuguesa de forma tão profunda que, hoje e apesar de todas os retrocessos impostos pelas forças contra-revolucionárias, ainda é em sua defesa que apelamos à mobilização de todos os democratas. Enquanto cidadãos deste país que fez Abril, não podemos continuar a tolerar que, aqueles que assumem as mais altas responsabilidades do Estado, jurando cumprir e fazer cumprir a Lei fundamental da República (A CRP), ajam de forma sistemática, em completo desrespeito da mesma.
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Num quadro internacional caracterizado por redobrada agressividade do imperialismo, tanto mais quanto a crise económica mundial se revela inultrapassável, sob o domínio das teses neoliberais, Portugal intensifica a sua participação na NATO- fora-da- Lei Fundamental -e militares portugueses são envolvidos em acções de agressão contra outros povos.
 Na ordem interna, uma prática política de sistemático desrespeito da CRP e de afronta às principais Conquistas da Revolução de Abril, levada a cabo ao longo dos últimos 38 anos, conduziu o nosso país a uma situação de pré-desastre económico-financeiro com consequências dramáticas para a vida dos portugueses, fazendo mesmo perigar a própria independência nacional.
Urge reconduzir Portugal aos valores de Abril

As comemorações do 40º Aniversário do 25 de Abril em curso, nas quais se insere a realização deste Congresso, pela ACR, estão a ser a prova  irrefutável de que, 40 anos passados sobre a gloriosa Revolução dos cravos, os valores de Abril continuam bem vivos no coração do nosso povo e como, bem no coração do nosso povo, se agiganta a figura do Primeiro Ministro do II,III,IVeV Governos Provisórios, Vasco Gonçalves, o Companheiro VASCO- é assim que o povo o quer recordar!
E esta é já uma grande, grande vitória!

E é também mais um incentivo para o trabalho da nossa Associção Conquistas da Revolução que adopta como referência primeira a figura ímpar do militar do MFA, do revolucionário sem mácula que foi o General Vasco Gonçalves.

 Batista Alves, membro da direcção da ACR