JANTAR COMEMORATIVO DO 40º ANIVERSÁRIO do 25 de ABRIL



Intervenção de Manuel Bacelar Begonha, Presidente da ACR, no jantar comemorativo do 40ºaniversário do 25 de Abril



Foi neste clima de tragédia que na madrugada de 25 de Abril o MFA e o Povo iniciaram a árdua caminhada para a construção da sociedade Socialista em Portugal.
Assim, escreveu Ramiro Correia no 1º aniversário do 25 de Abril.
Levantou-se então uma força revolucionária imparável que percorreu toda a sociedade portuguesa, conduzida essencialmente pelos trabalhadores e que juntamente com o MFA se propôs dar imediata execução aos “3 D” do programa do MFA, DESCOLONIZAR, DEMOCRATIZAR, DESENVOLVER.
Como em todas as épocas singulares da história dos povos, surgiu um homem o General Vasco Gonçalves que nos quatro governos provisórios a que presidiu e apesar das dificuldades e obstáculos próprios destes processos transformadores, colocados pelos movimentos contra-revolucionários nacionais e internacionais, foi capaz de responder ás necessidades mais prementes da população, combatendo e identificando as injustiças sociais mais flagrantes provenientes do regime fascista e assim lançando os alicerces para a construção de uma sociedade nova.
Tal objectivo foi conseguido mantendo a economia a funcionar, melhorando mesmo os indicadores económicos, como aliás foi reconhecido por uma delegação do FMI que à época esteve em Portugal.
Viveu-se um momento da nossa história, no qual quem mais ordenou foi o Povo, estando o poder também com o Povo.
Foi este o período mais criativo e transformador da nossa revolução. Dele decorrem os avanços nas fábricas, nos campos, nos serviços, os trabalhadores organizam-se tomam o controlo da produção e defendem-se das tentativas de sabotagem dos patrões; avança a gestão democrática nas escolas e nos movimentos de rendeiros e assalariados rurais preparam a Reforma Agrária.
Sucedem-se então as grandes acções revolucionárias que constituiram as Conquistas da Revolução. De entre tantas outras destacam-se:
- o direito à habitação para todos,
- o direito à educação para todos,
- o direito á saúde, universal e gratuita,
- o direito á greve e ao lock-out,
- o direito á licença de 90 dias no período de maternidade,
- o salário minímo e pensão social,
- o subsídio de desmprego,
- o subsídio de férias,
- o subsídio de natal a pensionistas,
- as nacionalizações,
- o controlo da produção pelos trabalhadores,
- a reforma agrária,
- o poder local democrático,
- a Constituição da República – que após 7 revisões continua a ser o garante da democracia e o baluarte para a    defesa das conquistas da revolução que ainda restam.
No entanto, um País nestas condições era inaceitável e perigoso para o capital internacional que de imediato desencandeou uma gigantesca ofensiva contra este Portugal, fortemente apoiada pelas forças reaccionárias internas. Todos se lembram da estratégia do expoente máximo das actividades contra revolucionárias, o embaixador americano Frank Carlucci.
Não seria portanto previsível que após 40 anos sobre o 25 de Abril, estivessemos hoje a comemorar esta data que foi de grande exaltação e alegria, sombreada pela raiva, indignação e amargura.
Porquê? Porque querem pôr atrás das grades o 25 de Abril.
Querem prender o cravo da dignidade e da esperança.
Estamos a criar um País cada vez com mais pobres e com menos jovens quer porque são empurrados para a emigração, quer porque os casais não têm condições materiais nem estabilidade para terem filhos.
Aumenta a desiguldade na distribuição dos rendimentos.
O medo de perder o posto de trabalho, vai inibindo cada vez mais os trabalhadores de se exporem ás mais diversas formas de luta dentro e fora das empresas, acreditando até por vezes, que nada se pode fazer, quando pelo contrário tudo se conquista lutando para consolidar os seus legítimos direitos.
A comunicação social procura muitas vezes estimular a noção de inevitabilidade das medidas em curso pelo governo,alimentando assim o pessimismo e o conformismo.
A mensagem é que não há alternativa para a austeridade e que as lutas populares são inúteis, agravando até a crise.
A verdade é que os mais cruelmente sacrificados pela austeridade e suas principais vítimas são os que não têm emprego, e não se vê um desenvolvimento da economia que possa melhorar esta situação, em virtude da falta de investimento.
Por outro lado, a coligação no poder continua a veicular um cenário optimista, sobre a dimensão da nossa divída pública, que a não ser reestruturada, se vai tentando concretizar à custa de uma insuportável carga sobre o poder de compra dos portugueses, do desemprego, da redução de salários, da destruição da economia, da emigração, do desprezo pela cultura, e da redução da prestação dos serviços de saúde, em claro prejuízo dos mais velhos, que por serem mais frágeis financeiramente, não têm alternativa.
Hoje em dia, o governo não tem um compromisso com o povo português, baseado na confiança e na credibilidade; sucedem-se as humilhações ao país com a patética subserviência à Alemanha e os atentados à soberania nacional, com o apoio empenhado do Presidente da República, que não consegue cumprir o papel de defensor da Constituição, prisioneiro que está das suas inseguranças e contradições.
Parecem estar apenas à espera de um novo ciclo histórico que traga outros ventos para a Europa, enquanto o país se vai degradando. São um corpo estranho a Portugal estando ao serviço do capital financeiro global.
Hoje estão-nos a retirar a vida pelas mãos de uma Europa vingativa que nos quer fazer expiar pelo crime de termos um importante legado que são as conquistas da revolução e políticas que foram conseguidas durante a Revolução.     
Para seguir os seus desígnios essa Europa encontrou un governo que se rege pelo total desrespeito pela Constituição da República e pelo povo português. Partidários da austeridade destroem a economia. Coniventes com a corrupção e com o grande capital financeiro, não se regem por uma justiça independente.
Amigos da opacidade escondem os seus objectivos e a forma como os atingim, simulando não ter rumo.
Este governo tenta impôr um clima de medo e de incerteza para mais facilmente impor a violência das suas medidas, prioritariamente sobre os mais desprotegidos, os funcionários publicos, os pensionistas e os reformados. A sua óptica de reforma do Estado, passando por cima dos desempregados e dos jovens, não é mais de que o desmantelar do EstadoSocial. Este deverá então ser substituido pela prática da caridade.
Este é um tempo de SOLIDARIEDADE, a exigência será enorme para ajudar a superar as diferenças que se estão a verificar que têm um enorme potencial destabilizador. Pode atirar pobres contra pobres, velhos contra novos. Estudantes contra trabalhadores, homens contra mulheres. Porquê? Porque haverá os que têm subsídios e outros não; os que têm emprego e outros não; os que têm acesso à saúde e outros não; os que podem estudar e outros não; os que têm casas dignas e outros não. E no entanto poderão ser todos trabalhadores empobrecidos.
Ocorre-me uma citação de John Donne: Aflige-me a morte de qualquer ser humano porque sou parte da humanidade. E por isso nunca perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.”
Há que pôr um fim a tamanho conjunto de injustiças. Não queremos que os sinos dobrem sobre as conquistas da Revolução.
Há que preparar um mudança. É preciso construir os alicerces da mudança. Não é aceitável que um conjunto de políticos gananciosos e sem sentido humano, nos pretendam humilhar, transformando o nosso povo numa mera bolsa de desempregados para construir um mercado onde os empresários iriam contratar trabalhadores a baixo custo e em condições de trabalho degradantes, para assim fazerem triunfar os seus desígnios.
Contudo, não devemos procurar rever-nos  excessivamente nas conquistas do passado. Há que proceder a uma reflexão sobre o nosso futuro estudando as transformações que vêm ocorrendo na sociedade e em toda a humanidade. Temos de despertar a consciência para definir e construir o futuro. Os tempos mudam e nós mudamos com eles.
Temos pela frente a luta pela independência nacional que é indissociável da luta contra os privilégios da classe dominante, uma vez que esta para conservar as suas posições está disposta a partilhar a soberania nacional com o capitalismo internacional.
Mesmo que os resultados desta luta pareçam ser insignificantes é no entanto indispensável para a preparação das lutas que se seguirão. É um projecto que exige tempo, mas que não é inalcansável, desde que se tenha bem presente as memórias das lutas passadas.
É certo que as condições actuais são diferentes, mas não seremos os mesmos homens e mulheres, agora reforçados por uma juventude tão maltratada, que se ergueram contra a opressão, numa época da história de um povo então despolitizado, semi-analfabeto, sem a experiência que um combate longo e duro teria fermentado e que nos levou ás Conquistas da Revolução?
Não há alternativa: ou assumimos uma atitude passiva e alienamos o que resta das Conquistas de Abril, ou combatemos por elas.
Se não o fizermos, bastamo-nos a nós mesmos para nos derrotarmos.
Só lutando venceremos honrando o dia que hoje estamos a comemorar.
Vamos continuar a resistir avançando, quando por vezes o desistir parece ser o mais fácil.
Para nós nunca haverá desistência, o conformismo e o abandono dos ideais de Abril, mas haverá sim uma caminhada vitoriosa para um País novo e um mundo melhor. 

VIVA O 25 DE ABRIL!
VIVA PORTUGAL!
25 DE ABRIL SEMPRE!








Participação de Duran Clemente nas comemorações do 1.º de Maio na Galiza


ARY DOS SANTOS homenagem em RIO MAIOR dia 3 de Maio

Espectáculo de Homenagem ao poeta de Abril

 José Carlos ARY DOS SANTOS






   Em RIO MAIOR,   dia 3 de Maio pelas 16h00

  Na  ESCOLA SUPERIOR DE DESPORTO

Compareça

DESFILE DO 1º MAIO DA CGTP - 2014

DESFILE DO 1º MAIO DA CGTP - 2014 

 14H30 - MARTIM MONIZ - ALAMEDA

DIA DOS TRABALHADORES
UNIDOS VENCEREMOS



A Associação Conquistas da Revolução integrará o desfile de Lisboa e convida os seus associados a juntarem-se-lhe, pelas 14H30, na Rua de São Lázaro, para a partir dali, participarem no desfile até à Alameda.

JANTAR COMEMORATIVO DO 40º ANIVERSÁRIO do 25 de ABRIL

 

Este ano o nosso jantar vai realizar-se no Restaurante VALENCIANA a Campolide.

O nosso sócio de mérito General Vasco Gonçalves ía lá bastantes vezes e ali se falou de assuntos importantes e se decidiram coisas condignas com a marcha dos tempos!

Não esqueçam e preparem-se para confraternizar/comemorar os 40 anos de Abril e os 40 anos da nomeação de Vasco a primeiro ministro (que foi no dia 18.07.1974).

Este JANTAR de confraternização será no dia  30 de Abril pelas 20h00.

O preço será de 16,00 Euros por pessoa.

Inscrições pelo telefone ou pelo nosso e-mail.

VENHAM TODOS.

A Direcção

Folha Informativa N.º 5













Comemorações dos 40 anos do 25 de Abril - Paiva Couceiro




EUROMIL Organização Europeia das Associações de Militares

EUROMIL

Realizou-se em, 24 e 25 Abril , em Lisboa, o 109º Presidium da EUROMIL, a Organização Europeia das Associações de Militares (http://www.euromil.org/), que congrega 39 Associações de 28 países Europeus, entre as quais as 3 Associações Portuguesas de Militares (ANS, AOFA e AP).
Os Delegados ao Presidium juntaram-se às Associações Portuguesas de Militares no Desfile Popular que celebrou o 25 de Abril, na Av. da Liberdade.

A EUROMIL é uma organização Europeia, com assento em várias outras organizações e plataformas europeias que tratam da condição social e profissional dos cidadãos da Europa, à qual os que se orgulham de a ela ter pertencido tiveram oportunidade de fazer crescer ainda mais o seu sentido cívico e responsável, ganhando definitivamente a convicção de que os militares são tão cidadãos como todos os outros, com todos os direitos e com a adicional responsabilidade de serem "Cidadãos em Uniforme".



Deixamos aqui os mais sinceros votos de bons trabalhos e de uma óptima estada em Portugal.
A direcção da ACR  
24 de Abril de 2014

A Organização Europeia de Associações Militares ( EUROMIL ) é uma  organização independente sem fins lucrativos de livres, democráticas associações de militares na Europa .
EUROMIL foi fundada em 1972. É uma organização  que compreende 39 associações de 26 países europeus, representando, assim, cerca de 500.000 indivíduos.
Sua missão é promover e defender os interesses sócio-profissionais de todas as categorias e grupos de status de militares e suas famílias a nível europeu. Além disso, EUROMIL visa garantir e promover os direitos humanos e liberdades fundamentais de militares, monitorando desenvolvimentos europeus e defendendo os interesses da associação.
A sede da EUROMIL, um secretariado internacional, está localizado no Bruxelas , Bélgica . O seu principal papel é o de facilitar a troca de informações, em especial as melhores práticas, entre as associações membros.
A organização mantém contactos formais com o Conselho da Europa , a União Europeia Instituições, a Organização do Tratado do Atlântico Norte Assembleia Parlamentar, a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e da Confederação Europeia dos Sindicatos (CES).

Os parceiros da EUROMIL são da Rede Parlamentares de Prevenção de Conflitos (PN / EWI), a Mesa Redonda Europeia de Segurança (ESRT), Dr. Manfred Wörner círculo (DMWC) e, mais recentemente, o Movimento Europeu Internacional (EMI). [ 2 ]

40 anos de ABRIL - 25 de Abril de 2014












COMEMORAÇÕES POPULARES. DIA 25 de ABRIL Todos à Avenida da Liberdade em Lisboa e noutros locais do país.



 40 anos de ABRIL - 25 de Abril de 2014


Em Lisboa a concentração da ACR é às 14:30 na:
Av. Duque de Loulé junto às instalações do Banco do Brasil.


Apelamos à participação de todos numa grande, forte e unida confraternização comemorativa, desta data especial, que será também o protesto e a exigência da mudança necessária, de um Povo que não se resigna e nunca se deixará vencer.



Estamos a comemorar os quarenta anos desse dia, que repetimos, foi um dos mais luminosos da História de Portugal: o 25 de Abril de 1974.

Houve 25 de Abril porque havendo ditadura, colonização, opressão, isolamento, obscurantismo, demagogia, um pesado policiamento das consciências, houve também resistência e luta e o povo queria Liberdade e Paz e contribuir, com plena cidadania, para a construção do nosso futuro.

Os capitães, anos após anos, foram descobrindo que o inimigo não estava na mata tropical mas no Terreiro do Paço. Altas patentes militares e Governantes mentiam sem pudor. Paradoxalmente foi com a experiência da guerra, que souberam preparar com profissionalismo e competência a tomada do poder para o devolver ao povo soberano.

Culminando a persistente resistência do povo português durante décadas Portugal redimiu-se numa noite e fez surpreendentemente, dum conjunto de jovens militares, emergirem capitães, timoneiros do povo armado e sob a égide dum povo unido erguer a mais bela das alvoradas, ponto de partida para um processo revolucionário que, na base da aliança Povo /MFA, viria a produzir as profundas transformações económicas, sociais, políticas  e culturais que dariam origem à Democracia de Abril, consagrada na Constituição da República Portuguesa.


Gravadas a letras de ouro do Programa do MFA e sob o Sol da Liberdade que os portugueses finalmente disfrutavam, após 48 anos de escuridão e de luta, lá estava escrito democratizar, desenvolver e descolonizar.

[Durante cerca de dois anos o programa do MFA e os governos provisórios produziram quase 200 diplomas (Leis, DL e Portarias) que oficializaram as conquistas da Revoluçãopara alegria e satisfação popular. Podemos falar dessas conquistas que têm sido alvo de ataques de décadas :

         Liberdade de expressão e de pensamento sob qualquer forma*Liberdade de manifestação*Liberdade de reunião e associação*Liberdade de organização politica*Liberdade sindical*Salário mínimo nacional*Igualdade de direitos*Eleições livres*Direito de votar com mais de 18 anos*Direito à justiça*Independência e dignificação do poder judicial*Direito à educação*Direito à cultura*Direito à habitação*Direito ao trabalho*Direito à reforma*Direito à saúde*Direito à greve*Controlo operário*Nacionalizações*Reforma agrária*Poder local democrático*Politica económica democrática e estratégia anti-monopolista*Politica social essencialmente na defesa dos interesses da classe trabalhadora*Aumento da qualidade da vida de todos os portugueses*Lei do arrendamento rural e dos baldios*Fim da guerra colonial e reconhecimento do direito à independência dos povos colonizados. Ler livro "Conquistas da Revolução" edição ACR.]  
  

Temo-lo dito sempre: “a Revolução de Abril, ao pôr fim à ditadura fascista, abriu o caminho à participação dos cidadãos na vida pública, ao desenvolvimento económico, social e cultural dizendo não ao oportunismo, à corrupção, aos interesses ilegítimos dos grupos financeiros e sim à justiça social, ao direito ao trabalho, ao emprego, à saúde, à educação, à habitação, à paz, a mais futuro.”

No entanto e na sequência do gravoso ataque às conquistas da “Revolução dos Cravos”, um ataque com décadas de existência e agravado nos últimos anos com a invasão da troika FMI/BCE/EU, os portugueses vivem hoje  a  pior situação política, económico e social após o 25 de Abril.

Os desencantos de hoje e respectivas frustrações nada têm a ver com o 25 de Abril.
Os desencantos de hoje e respectivas frustrações são fruto duma coligação de interesses e conjugação de factores internos e externos a jusante da essência e natureza dum sistema predador responsável pela miséria, pela fome e pela doença de milhões de seres humanos. Chama-se: " capitalismo ", com diversas alcunhas, neo-liberalismo, ultra-liberalismo ou só, simplesmente  “mercado”.

Em 25 de Abril quisemos que as pessoas, os portugueses participassem no futuro. Quem deixou, quem permitiu (como e quando?) que nos dias de hoje, seja o “mercado” e seus tiranetes a mandar em nós? Há anos que vimos afirmando que o sistema gera desumanas situações sócio-económicas, com uma aparente e ilusória contrapartida de progresso económico, onde os ricos têm ficado cada vez mais ricos e os pobres, cada vez, mais pobres.

A economia social foi estrangulada e a vertente financeira (especulação) sobrepõe-se à vertente produtiva (economia real).Esta é a essência da crise : A banca e a alta finança a comandar a política como antigamente, na ditadura derrubada. Só que agora com novos trunfos.

Foi assim, com este mando do “mercado” e subserviência destes governantes, nacionais e europeus, que se chegou a esta situação de crise nacional e internacional pretendendo, os mandantes, curar as doenças com “remédios falsos” e insistindo na receita:completa e cega submissão aos números, desprezo pela pessoa e famílias, austeridade. Austeridade geradora da continuada desaceleração da economia, desemprego e pobreza com as mais altas taxas, jovens empurrados para a emigração, generalização da precariedade com a quebra dos salários e brutal redução das pensões dos reformados, despudorada e injusta carga fiscal, feroz ataque ao direito ao trabalho com a grave redução dos legítimos direitos na saúde, na segurança social, na educação e na justiça. Enfim, firme ensejo de destruir por completo o Estado-Social construído à custa de intensa luta de décadas.

Queremos a liberdade, a paz e a democracia de Abril. Queremos uma política social, económica e democrática, com os direitos e deveres consagrados na Constituição da República Portuguesa que submeta o poder económico ao poder político.

Impõe-se derrubar as actuais políticas e recuperar a esperança que a madrugada libertadora nos trouxe retomando os seus principais valores.


Queremos uma política que defenda o regime democrático, que edifique um Estado onde o trabalho, a solidariedade, a justiça,a educação e a cultura sejam pilares fundamentais, que coloquem o desenvolvimento da economia ao serviço de quem trabalha e de quem trabalhou, das novas gerações e do futuro do País. Futuro que terá de dar resposta aos enormes problemas com que as novas gerações se debatem. 
O 25 de Abril que evocamos não pode defraudar as expectativas criadas. Não cabem nele o abandono e a fome nas crianças, o aumento do trabalho infantil, o afastamento escolar nos vários patamares por razões económicas, o desemprego e a precariedade galopantes que forçam particularmente os jovens à emigração.

Entendemos que é possível inverter a actual situação.

Apelamos portanto à participação de todos numa grande, forte e unida confraternização comemorativa, desta data especial, que será também o protesto e a exigência da mudança necessária, de um Povo que não se resigna e nunca se deixará vencer.

Estamos certos, o nosso 25 de Abril faz quarenta anos e vencerá. Porque Abril é o Futuro.

A direcção da Associação Conquistas da Revolução

25 de ABRIL 2014


25 de Abril na Galiza / Pontevedra

A nossa Associação Conquistas da Revolução leva o 25 de Abril à Galiza através do nosso dirigente Duran Clemente.

Livro CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO Lançamento na próxima quarta-feira na Casa do Alentejo 18h00


JOSÉ SARAMAGO sócio de mérito da Associação Conquistas da Revolução

Proposta de Sócio de Mérito                             [José Saramago]

A Direcção da ACR, na sua reunião de 19 de Março, nos termos do Artigo 7º dos seus Estatutos, aprovou por unanimidade submeter, à Assembleia-Geral de associados, a proposta de atribuição da qualidade de Sócio de Mérito da Associação Conquistas da Revolução  a  José Saramago.*

De como a personagem foi mestre e o autor seu aprendiz”…anunciou José Saramago em Estocolmo no dia 10 de Dezembro de 1998 ao ser distinguido com o “Prémio Nobel” da literatura.

Esta lucidez e humildade só podem ser a marca de um grande ser humano. Aquela «personalidade em que uma cultura se identifica, em que uma literatura se ilustra e em que um idioma se singulariza, deixando um legado “inestimável e precioso, fruto do milagre que a literatura e as suas palavras favoreceram, nas Histórias que contou, nos poemas que escreveu e no teatro que construiu”» (Citámos Carlos Reis).

A obra de José Saramago contribuiu para restituir a história àqueles que são ignorados pela prosa oficial e a sua vasta e singular obra literária, deu à língua portuguesa e a todos os povos que a falam, um Prémio Nobel, com tudo o que ele significa de reconhecimento internacional, transformando-o num embaixador da língua e cultura portuguesas. Mas, mais que isso, uma voz lúcida, inconformada, firme e insubmissa na luta pela liberdade; a que usava na sua escrita como reflexão sobre as grandes causas da humanidade, incomodando as consciências e fazendo pensar os destinatários.
Bem verdade, o que muitos afirmam: «Saramago ocupou um espaço heterodoxo. Fora dele estava a literatura - e de forma por vezes provocatória, a grande literatura.»
Mas antes de se tornar famoso, José Saramago já se tinha distinguido pela sua firmeza na luta contra o fascismo e na defesa da Revolução após o 25 de Abril. Militante do Partido Comunista Português esteve sempre nas trincheiras das batalhas pela queda da opressão fascista e pela alvorada da liberdade. E é curiosamente na sua obra «Levantado do Chão» escrita em 1980,numa povoação rural do Alentejo (Lavre), que Saramago diz ter iniciado uma outra forma de “lavrar” a escrita, o seu outro jeito de narrar a ficção novelesca. Mais tarde um governo reaccionário já da “Democracia de Abril”, presidido pelo actual PR, censura a sua candidatura ao Prémio Literário Europeu com o livro “O Evangelho segundo Jesus Cristo”. Por isso decidiu emigrar para Lanzarote/Canárias, onde faleceu, mantendo sempre estreitas ligações com Portugal,a sua vida política, social e cultural.

Tal proposta, visa homenagear uma vida e uma obra de exemplar dedicação à defesa da liberdade, da cultura e do povo – uma vida e uma obra que integram um combate de décadas contra a ditadura fascista e uma intervenção marcante na revolução portuguesa; uma participação intensa e criativa, até aos seus últimos dias de vida.

Pelo que ainda hoje e sempre significarão, a vida e a obra de José Saramago, a Direcção da Associação foi unânime em concluir que, como exemplo e estímulo, as mesmas configuram relevantes contributos para a realização dos objectivos da nossa Associação.

Compete-nos ainda informar que se José Saramago fosse vivo seria nosso associado efectivo; um ano antes de falecer foi dos primeiros aderentes a este nosso projecto associativo.

Lisboa 3 de Abril de 2014

A Direcção
                     
              *José de Sousa Saramago [1922-2010].

Prémio Nobel em 1998 e Prémio Camões em 1995,entre outros. Criou a “Fundação José Saramago” em 2007 com a finalidade da defesa e divulgação da literatura portuguesa, a exigência do cumprimento da Carta dos Direitos Humanos e a defesa do meio ambiente.

APROVADA POR UNANIMIDADE E ACLAMAÇÃO



J.CARLOS ARY DOS SANTOS sócio de mérito da Associação Conquistas da Revolução

Proposta de Sócio de Mérito                       [José C. Ary dos Santos]

A Direcção da Associação Conquistas da Revolução, na sua reunião de 19 de Março, nos termos do Artigo 7º dos Estatutos, aprovou por unanimidade submeter à Assembleia-Geral de associados a proposta de atribuição da qualidade de Sócio de Mérito da ACR a José Carlos Ary dos Santos.*

Ary dos Santos um dos mais talentosos poetas da sua geração considerava ser a poesia a maneira que tinha de falar com o povo porque, no seu dizer: "ser poeta é escolher as palavras que o povo merece".Com dezasseis anos de idade já muitas poesias suas integraram então a Antologia do Prémio Almeida Garrett. Não cessa de escrever. Em 1969 adere ao Partido Comunista Português, com qual participa activamente nas sessões de poesia do então intitulado “Canto Livre Perseguido”.
Através da música chegará ao grande público, concorrendo, por mais que uma vez, ao Festival RTP da Canção, sob pseudónimo, como exigia o regulamento, classificando-se em primeiro lugar três vezes com canções arrojadas e desafiando o sistema. Autor de mais de seiscentos poemas para canções torna-se um activo dinamizador cultural da revolução, percorrendo o país de lés a lés. Notabilizou-se também como declamador.
Em 1994, com o título “Obra Poética” as edições Avante publicam a obra onde está o seu empolgante poema “As Portas Que Abril Abriu” editado pela primeira vez em 1975.
Na placa da sua casa na Rua da Saudade pode ler-se “Nesta casa viveu e morreu José Carlos Ary dos Santos – Poeta de Lisboa e do seu Povo, de Portugal e de Abril.” Hoje, o poeta do povo é reconhecido por todos. A sua obra permanece na memória de cada um e, estranhamente, muitos dos seus poemas continuam actualizados.

Esta proposta, visa homenagear uma vida e uma obra criativa de exemplar dedicação à defesa do povo e de Portugal que integram um tenaz combate à ditadura fascista e uma intervenção marcante na defesa e consolidação de Abril e de intensa participação no processo revolucionário.
Pelo que ainda hoje e sempre significarão, a obra e acção de José Carlos Ary dos Santos, a Direcção da Associação foi unânime em concluir que, como exemplo e estímulo, as mesmas configuram relevantes contributos para a realização dos objectivos da nossa Associação.

Lisboa 19 de Março de 2014
A Direcção
 ………………………………………………………                    

José Carlos Pereira Ary dos Santos  (1937-1984)

APROVADA POR UNANIMIDADE E ACLAMAÇÃO

RAMIRO CORREIA sócio de mérito da Associação Conquistas da Revolução

Proposta de Sócio de Mérito                 [Ramiro Correia]

A Direcção da Associação Conquistas da Revolução, na sua reunião de 19 de Março, nos termos do Artigo 7º dos Estatutos, aprovou por unanimidade submeter à Assembleia-Geral de associados a proposta de atribuição, da qualidade de Sócio de Mérito da ACR, a Ramiro Correia.*

Ramiro Correia foi um dos principais e mais conhecidos obreiros da grande construção colectiva e patriótica das Conquistas da Revolução. No campo militar, foi o criador de um dos projectos mais ambiciosos da Revolução Portuguesa de 1974-75: a “Dinamização Cultural/Acção Cívica”. No seu delineamento e execução empenhou-se revolucionariamente; isto é, de corpo e alma, de total entrega e dedicação. Foi um dos militares do MFA mais queridos e populares entre a gente de trabalho e de cultura. As suas intervenções públicas em comícios, rádio, televisão eram aplaudidas como sinal de confiança e de esperança. Os acontecimentos contra-revolucionários de 25.Nov.75 encontram naturalmente Ramiro Correia do lado da coerência, da dignidade, do socialismo. E desse lado se manteve, desde Maio de 1976, na República Popular de Moçambique, até à hora final em Agosto de 1977.
“Subitamente, na clivagem do tempo”, (para utilizar o título de um seu poema), terminou a vida de Ramiro Correia. Em cenário de tragédia antiquíssima, solene, tão tremenda que jamais a emoção deixará o entendimento esquecer.
O seu exemplo, esse permanecerá herança do Povo Português, dos Povos do Mundo, legado precioso e fecundo de um HERÓI DO NOSSO TEMPO.“E nós nomearemos o tempo”, como ele exorta ao fechar o seu livro “MFA e LUTA de CLASSES” (Março 1976).

Esta proposta, visa homenagear uma vida e uma obra de exemplar dedicação à defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e de Portugal que integram um duro combate à ditadura fascista e uma intervenção marcante na defesa e consolidação do 25 de Abril e de intensa participação no processo revolucionário que lhe decorre.

Pelo que ainda hoje e sempre significarão, a vida e obra de Ramiro Correia, a Direcção da Associação foi unânime em concluir que, como exemplo e estímulo, as mesmas configuram, relevantes contributos para a realização do objecto da nossa Associação.

Lisboa 19 de Março de 2014
A Direcção
                     
              * Ramiro Pedroso Correia (1937-1977) Colocado no apoio à Junta de Salvação Nacional (Maio 74) colabora com o Conselho de Cultura e Espectáculos. Integrado na 5ª Divisão do EMGFA (1974) veio a fazer parte do Conselho da Revolução (1975). Chefiou, por fim, a referida 5ª Divisão do EMGFA.


 APROVADA POR UNANIMIDADE E ACLAMAÇÃO