EUROMIL Organização Europeia das Associações de Militares
EUROMIL
Realizou-se em, 24 e 25 Abril , em Lisboa, o 109º
Presidium da EUROMIL, a Organização Europeia das Associações de Militares
(http://www.euromil.org/), que congrega 39 Associações de 28 países Europeus,
entre as quais as 3 Associações Portuguesas de Militares (ANS, AOFA e AP).
Os Delegados ao Presidium juntaram-se às
Associações Portuguesas de Militares no Desfile Popular que celebrou o 25 de
Abril, na Av. da Liberdade.
A EUROMIL é uma organização Europeia, com assento em várias
outras organizações e plataformas europeias que tratam da condição social e
profissional dos cidadãos da Europa, à qual os que se orgulham de a ela ter pertencido tiveram oportunidade de fazer crescer ainda mais o seu sentido cívico e
responsável, ganhando definitivamente a convicção de que os militares são tão
cidadãos como todos os outros, com todos os direitos e com a adicional
responsabilidade de serem "Cidadãos em Uniforme".
Deixamos aqui os mais sinceros votos de bons trabalhos e de
uma óptima estada em Portugal.
A direcção da ACR
24 de Abril de 2014
A Organização Europeia
de Associações Militares ( EUROMIL ) é uma organização independente sem fins lucrativos
de livres, democráticas associações de militares na Europa .
EUROMIL foi fundada em
1972. É uma organização que compreende
39 associações de 26 países europeus, representando, assim, cerca de 500.000
indivíduos.
Sua missão é promover e
defender os interesses sócio-profissionais de todas as categorias e grupos de
status de militares e suas famílias a nível europeu. Além disso, EUROMIL visa
garantir e promover os direitos humanos e liberdades fundamentais de militares,
monitorando desenvolvimentos europeus e defendendo os interesses da associação.
A sede da EUROMIL, um
secretariado internacional, está localizado no Bruxelas , Bélgica . O seu
principal papel é o de facilitar a troca de informações, em especial as
melhores práticas, entre as associações membros.
A organização mantém
contactos formais com o Conselho da Europa , a União Europeia Instituições, a
Organização do Tratado do Atlântico Norte Assembleia Parlamentar, a Organização
para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e da Confederação Europeia dos
Sindicatos (CES).
Os parceiros da EUROMIL
são da Rede Parlamentares de Prevenção de Conflitos (PN / EWI), a Mesa Redonda
Europeia de Segurança (ESRT), Dr. Manfred Wörner círculo (DMWC) e, mais
recentemente, o Movimento Europeu Internacional (EMI). [ 2 ]
COMEMORAÇÕES POPULARES. DIA 25 de ABRIL Todos à Avenida da Liberdade em Lisboa e noutros locais do país.
40 anos de ABRIL - 25 de Abril de 2014
Em Lisboa a concentração da ACR é às 14:30 na:
Av. Duque de Loulé junto às instalações do Banco do Brasil.
Apelamos à participação de todos numa grande, forte e unida confraternização comemorativa, desta data especial, que será também o protesto e a exigência da mudança necessária, de um Povo que não se resigna e nunca se deixará vencer.
Estamos
a comemorar os quarenta anos desse dia, que repetimos, foi um dos mais
luminosos da História de Portugal: o 25 de Abril de 1974.
Houve
25 de Abril porque havendo ditadura, colonização, opressão, isolamento, obscurantismo,
demagogia, um pesado policiamento das consciências, houve também resistência e
luta e o povo queria Liberdade e Paz e
contribuir, com plena cidadania, para a construção do nosso futuro.
Os capitães, anos após anos, foram descobrindo que o
inimigo não estava na mata tropical mas no Terreiro do Paço. Altas patentes
militares e Governantes mentiam sem pudor. Paradoxalmente foi com a experiência
da guerra, que souberam preparar com profissionalismo e competência a tomada do
poder para o devolver ao povo soberano.
Culminando a persistente resistência do povo
português durante décadas Portugal redimiu-se numa noite e fez
surpreendentemente, dum conjunto de jovens militares, emergirem capitães,
timoneiros do povo armado e sob a égide dum povo unido erguer a mais bela das
alvoradas, ponto de partida para um processo revolucionário que, na base da
aliança Povo /MFA, viria a produzir as profundas transformações económicas, sociais,
políticas e culturais que dariam origem
à Democracia de Abril, consagrada na Constituição da República Portuguesa.
Gravadas a letras de ouro do Programa do MFA e sob o
Sol da Liberdade que os portugueses finalmente disfrutavam, após 48 anos de
escuridão e de luta, lá estava escrito democratizar, desenvolver e descolonizar.
[Durante cerca de dois
anos o programa do MFA e os governos provisórios produziram quase 200 diplomas (Leis, DL e
Portarias) que oficializaram as conquistas
da Revolução…para
alegria e satisfação popular. Podemos falar dessas conquistas que têm sido alvo
de ataques de décadas :
Liberdade de expressão e de pensamento sob qualquer forma*Liberdade de
manifestação*Liberdade de reunião e associação*Liberdade de organização
politica*Liberdade sindical*Salário mínimo nacional*Igualdade de direitos*Eleições
livres*Direito de votar com mais de 18 anos*Direito à justiça*Independência e
dignificação do poder judicial*Direito à educação*Direito à cultura*Direito à
habitação*Direito ao trabalho*Direito à reforma*Direito à saúde*Direito à
greve*Controlo operário*Nacionalizações*Reforma agrária*Poder local
democrático*Politica económica democrática e estratégia
anti-monopolista*Politica social essencialmente na defesa dos interesses da
classe trabalhadora*Aumento da qualidade da vida de todos os portugueses*Lei do
arrendamento rural e dos baldios*Fim da guerra colonial e reconhecimento do
direito à independência dos povos colonizados. Ler livro "Conquistas da Revolução" edição ACR.]
Temo-lo
dito sempre: “a Revolução de Abril, ao pôr fim à ditadura fascista, abriu o caminho à
participação dos cidadãos na vida pública, ao desenvolvimento económico, social
e cultural dizendo não ao oportunismo, à corrupção, aos interesses ilegítimos dos
grupos financeiros e sim à justiça social, ao direito ao trabalho, ao emprego, à
saúde, à educação, à habitação, à paz, a mais futuro.”
No
entanto e na sequência do gravoso ataque às conquistas da “Revolução dos
Cravos”, um ataque com décadas de existência e agravado nos últimos anos com a
invasão da troika FMI/BCE/EU, os portugueses vivem hoje a pior situação
política, económico e social após o 25 de Abril.
Os
desencantos de hoje e respectivas frustrações nada têm a ver com o 25 de Abril.
Os desencantos de hoje e respectivas frustrações são fruto duma coligação
de interesses e conjugação de factores internos e externos a jusante da
essência e natureza dum sistema predador responsável pela miséria, pela fome e
pela doença de milhões de seres humanos. Chama-se: " capitalismo ", com
diversas alcunhas, neo-liberalismo, ultra-liberalismo
ou só, simplesmente “mercado”.
Em
25 de Abril quisemos que as pessoas, os portugueses participassem no futuro. Quem deixou, quem permitiu (como e
quando?) que nos dias de hoje, seja o “mercado” e seus tiranetes a mandar em nós? Há anos que vimos afirmando
que o sistema gera desumanas situações sócio-económicas, com uma aparente e
ilusória contrapartida de progresso económico, onde os ricos têm ficado cada vez mais ricos e os pobres, cada vez,
mais pobres.
A economia social foi estrangulada e a vertente financeira (especulação)
sobrepõe-se à vertente produtiva
(economia real).Esta é a essência da crise
: A banca e a alta finança a comandar a política como antigamente, na
ditadura derrubada. Só que agora com novos trunfos.
Foi
assim, com este mando do “mercado” e subserviência destes governantes,
nacionais e europeus, que se chegou a esta situação de crise nacional e
internacional pretendendo, os mandantes, curar as doenças com “remédios falsos”
e insistindo na receita:completa e cega submissão aos números, desprezo pela
pessoa e famílias, austeridade. Austeridade geradora da continuada desaceleração da
economia, desemprego e pobreza com as mais altas taxas, jovens empurrados para
a emigração, generalização da precariedade com a quebra dos salários e brutal
redução das pensões dos reformados, despudorada e injusta carga fiscal, feroz
ataque ao direito ao trabalho com a grave redução dos legítimos direitos na saúde,
na segurança social, na educação e na justiça. Enfim, firme ensejo de destruir
por completo o Estado-Social construído à custa de intensa luta de décadas.
Queremos a liberdade, a paz e a democracia de Abril. Queremos
uma política social, económica e democrática, com os direitos e deveres
consagrados na Constituição da República Portuguesa que submeta o poder
económico ao poder político.
Impõe-se derrubar as actuais políticas e
recuperar a esperança que a madrugada libertadora nos trouxe retomando os seus
principais valores.
Queremos uma política que defenda o regime
democrático, que edifique um Estado onde o trabalho,
a solidariedade, a justiça,a educação e a cultura sejam pilares fundamentais, que coloquem o desenvolvimento
da economia ao serviço de quem trabalha e de quem trabalhou, das novas gerações
e do futuro do País. Futuro que terá de dar resposta aos enormes problemas com
que as novas gerações se debatem.
O 25 de Abril que evocamos não pode defraudar
as expectativas criadas. Não cabem nele o abandono e a fome nas crianças, o
aumento do trabalho infantil, o afastamento escolar nos vários patamares por
razões económicas, o desemprego e a precariedade galopantes que forçam particularmente
os jovens à emigração.
Entendemos que é possível inverter a
actual situação.
Apelamos portanto à participação de
todos numa grande, forte e unida confraternização
comemorativa, desta data especial, que será também o protesto e a exigência da mudança necessária, de um Povo que não se
resigna e nunca se deixará vencer.
Estamos
certos, o nosso 25 de Abril faz quarenta anos e vencerá. Porque Abril é o Futuro.
A direcção da Associação Conquistas da Revolução
25 de ABRIL 2014
25 de Abril na Galiza / Pontevedra
A nossa Associação Conquistas da Revolução leva o 25 de Abril à Galiza através do nosso dirigente Duran Clemente.
JOSÉ SARAMAGO sócio de mérito da Associação Conquistas da Revolução
Proposta de Sócio de Mérito [José
Saramago]
A
Direcção da ACR, na sua reunião de 19 de Março, nos termos do Artigo 7º dos seus
Estatutos, aprovou por unanimidade submeter, à Assembleia-Geral de associados,
a proposta de atribuição da qualidade de Sócio de Mérito da Associação
Conquistas da Revolução a José
Saramago.*
“De como a personagem foi mestre e o autor
seu aprendiz”…anunciou José Saramago em Estocolmo no dia 10 de Dezembro
de 1998 ao ser distinguido com o “Prémio Nobel” da literatura.
Esta lucidez e humildade só podem ser a marca de um
grande ser humano. Aquela «personalidade
em que uma cultura se identifica, em que uma literatura se ilustra e em que um
idioma se singulariza, deixando um legado “inestimável e precioso, fruto do
milagre que a literatura e as suas palavras favoreceram, nas Histórias que
contou, nos poemas que escreveu e no teatro que construiu”» (Citámos Carlos
Reis).
A obra de José Saramago contribuiu para restituir a
história àqueles que são ignorados pela prosa oficial e a sua vasta e singular
obra literária, deu à língua portuguesa e a todos os povos que a falam, um
Prémio Nobel, com tudo o que ele significa de reconhecimento internacional,
transformando-o num embaixador da língua e cultura portuguesas. Mas, mais que
isso, uma voz lúcida, inconformada, firme e insubmissa na luta pela liberdade;
a que usava na sua escrita como reflexão sobre as grandes causas da humanidade,
incomodando as consciências e fazendo pensar os destinatários.
Bem verdade, o que muitos afirmam: «Saramago
ocupou um espaço heterodoxo. Fora dele estava a literatura - e de forma por
vezes provocatória, a grande literatura.»
Mas antes de se tornar famoso, José Saramago já se
tinha distinguido pela sua firmeza na luta contra o fascismo e na defesa da
Revolução após o 25 de Abril. Militante do Partido Comunista Português esteve
sempre nas trincheiras das batalhas pela queda da opressão fascista e pela
alvorada da liberdade. E é curiosamente na sua obra «Levantado do Chão» escrita
em 1980,numa povoação rural do Alentejo (Lavre), que Saramago diz ter iniciado
uma outra forma de “lavrar” a escrita, o seu outro jeito de narrar a ficção
novelesca. Mais tarde um governo reaccionário já da “Democracia de Abril”,
presidido pelo actual PR, censura a sua candidatura ao Prémio Literário Europeu
com o livro “O Evangelho segundo Jesus
Cristo”. Por isso decidiu emigrar para Lanzarote/Canárias, onde faleceu,
mantendo sempre estreitas ligações com Portugal,a sua vida política, social e
cultural.
Tal proposta,
visa homenagear uma vida e uma obra de exemplar dedicação à defesa da liberdade,
da cultura e do povo – uma vida e uma obra que integram um combate de décadas
contra a ditadura fascista e uma intervenção marcante na revolução portuguesa; uma
participação intensa e criativa, até aos seus últimos dias de vida.
Pelo que
ainda hoje e sempre significarão, a vida
e a obra de José Saramago, a Direcção da Associação foi unânime em concluir
que, como exemplo e estímulo, as mesmas configuram
relevantes contributos para a realização dos objectivos da nossa Associação.
Compete-nos
ainda informar que se José Saramago fosse vivo seria nosso associado efectivo;
um ano antes de falecer foi dos primeiros aderentes a este nosso projecto
associativo.
Lisboa
3 de Abril de 2014
A
Direcção
*José de Sousa Saramago [1922-2010].
Prémio Nobel em 1998 e Prémio
Camões em 1995,entre outros. Criou a “Fundação José Saramago” em 2007 com a
finalidade da defesa e divulgação da literatura portuguesa, a exigência do
cumprimento da Carta dos Direitos Humanos e a defesa do meio ambiente.
APROVADA POR UNANIMIDADE E ACLAMAÇÃO
J.CARLOS ARY DOS SANTOS sócio de mérito da Associação Conquistas da Revolução
Proposta de Sócio de Mérito [José C. Ary dos Santos]
A
Direcção da Associação Conquistas da Revolução, na sua reunião de 19 de Março,
nos termos do Artigo 7º dos Estatutos, aprovou por unanimidade submeter à
Assembleia-Geral de associados a proposta de atribuição da qualidade de Sócio
de Mérito da ACR a José Carlos Ary dos
Santos.*
Ary dos Santos um
dos mais talentosos poetas da sua geração considerava ser a poesia a maneira
que tinha de falar com o povo porque, no seu dizer: "ser poeta é
escolher as palavras que o povo merece".Com dezasseis anos de idade já
muitas poesias suas integraram então a Antologia do Prémio Almeida Garrett. Não
cessa de escrever. Em 1969 adere ao Partido Comunista Português, com qual
participa activamente nas sessões de poesia do então intitulado “Canto Livre
Perseguido”.
Através
da música chegará ao grande público, concorrendo, por mais que uma vez, ao
Festival RTP da Canção, sob pseudónimo, como exigia o regulamento, classificando-se
em primeiro lugar três vezes com canções arrojadas e desafiando o sistema. Autor
de mais de seiscentos poemas para canções torna-se um activo dinamizador
cultural da revolução, percorrendo o país de lés a lés. Notabilizou-se também
como declamador.
Em
1994, com o título “Obra Poética” as edições Avante publicam a obra onde está o
seu empolgante poema “As Portas Que Abril Abriu” editado pela primeira vez em
1975.
Na
placa da sua casa na Rua da Saudade pode ler-se “Nesta casa viveu e morreu José
Carlos Ary dos Santos – Poeta de Lisboa e do seu Povo, de Portugal e de Abril.”
Hoje, o poeta do povo é reconhecido por todos. A sua obra permanece na
memória de cada um e, estranhamente, muitos dos seus poemas continuam
actualizados.
Esta proposta, visa homenagear uma vida e
uma obra criativa de exemplar dedicação à defesa do povo e de Portugal que
integram um tenaz combate à ditadura fascista e uma intervenção marcante na defesa
e consolidação de Abril e de intensa participação no processo revolucionário.
Pelo que ainda hoje e sempre significarão,
a obra e acção de José Carlos Ary dos
Santos, a Direcção da Associação foi unânime em concluir que, como exemplo e estímulo, as mesmas configuram
relevantes contributos para a realização dos objectivos da nossa Associação.
Lisboa
19 de Março de 2014
A
Direcção
………………………………………………………
José
Carlos Pereira Ary dos Santos
(1937-1984)
APROVADA POR UNANIMIDADE E ACLAMAÇÃO
RAMIRO CORREIA sócio de mérito da Associação Conquistas da Revolução
Proposta de Sócio de Mérito [Ramiro Correia]
A
Direcção da Associação Conquistas da Revolução, na sua reunião de 19 de Março,
nos termos do Artigo 7º dos Estatutos, aprovou por unanimidade submeter à
Assembleia-Geral de associados a proposta de atribuição, da qualidade de Sócio
de Mérito da ACR, a Ramiro Correia.*
Ramiro
Correia foi um dos principais e mais conhecidos obreiros da grande construção
colectiva e patriótica das Conquistas da Revolução. No campo militar, foi o
criador de um dos projectos mais ambiciosos da Revolução Portuguesa de 1974-75:
a “Dinamização Cultural/Acção Cívica”. No seu delineamento e execução
empenhou-se revolucionariamente; isto é, de corpo e alma, de total entrega e
dedicação. Foi um dos militares do MFA mais queridos e populares entre a gente
de trabalho e de cultura. As suas intervenções públicas em comícios, rádio,
televisão eram aplaudidas como sinal de confiança e de esperança. Os
acontecimentos contra-revolucionários de 25.Nov.75 encontram naturalmente Ramiro
Correia do lado da coerência, da dignidade, do socialismo. E desse lado se
manteve, desde Maio de 1976, na República Popular de Moçambique, até à hora
final em Agosto de 1977.
“Subitamente,
na clivagem do tempo”, (para utilizar o título de um seu poema), terminou a
vida de Ramiro Correia. Em cenário de tragédia antiquíssima, solene, tão
tremenda que jamais a emoção deixará o entendimento esquecer.
O
seu exemplo, esse permanecerá herança do Povo Português, dos Povos do Mundo,
legado precioso e fecundo de um HERÓI DO NOSSO TEMPO.“E nós nomearemos o tempo”, como ele exorta ao fechar o seu livro
“MFA e LUTA de CLASSES” (Março 1976).
Esta proposta, visa homenagear uma vida e
uma obra de exemplar dedicação à defesa dos interesses dos trabalhadores, do
povo e de Portugal que integram um duro combate à ditadura fascista e uma
intervenção marcante na defesa e consolidação do 25 de Abril e de intensa
participação no processo revolucionário que lhe decorre.
Pelo que ainda hoje e sempre significarão,
a vida e obra de Ramiro Correia, a
Direcção da Associação foi unânime em concluir que, como exemplo e estímulo, as mesmas configuram, relevantes contributos
para a realização do objecto da nossa Associação.
Lisboa
19 de Março de 2014
A
Direcção
* Ramiro Pedroso Correia (1937-1977) Colocado no apoio à Junta de Salvação Nacional (Maio 74) colabora com o
Conselho de Cultura e Espectáculos. Integrado na 5ª Divisão do EMGFA (1974)
veio a fazer parte do Conselho da Revolução (1975). Chefiou, por fim, a
referida 5ª Divisão do EMGFA.
APROVADA POR UNANIMIDADE E ACLAMAÇÃO
ROSA COUTINHO sócio de mérito da Associação Conquistas da Revolução
Proposta de Sócio de Mérito [ Rosa Coutinho]
A
Direcção da Associação Conquistas da Revolução, na sua reunião de 19 de Março,
nos termos do Artigo 7º dos Estatutos, aprovou por unanimidade submeter, à
Assembleia-Geral de associados, a proposta de atribuição da qualidade de Sócio
de Mérito da ACR a Rosa Coutinho.*
Altamente
prestigiado como Oficial da Armada é escolhido, pelos seus camaradas mais
jovens do MFA para integrar a Junta de Salvação Nacional (JSN), a 25 de Abril
de 1974.O seu profundo sentido da mudança dos ventos da História aliam-no às
transformações revolucionárias que se impõem. Como militar de Abril empenha-se
fortemente nas missões que lhe são cometidas quer pela JSN quer pelo Conselho
da Revolução. Entre outras, coordenou o Serviço de Extinção da PIDE-DGS e da
Legião Portuguesa antes de, após o 28 de Setembro, ir presidir à Junta
Governativa de Angola.
Foi
aqui no complexo processo de descolonização de Angola onde a sua acção se
evidenciou com firmeza e coerência. Rosa Coutinho permaneceu no território até
à assinatura dos Acordos de Alvor (Janeiro de 1975), entre o Estado Português e
os três designados movimentos de libertação: MPLA,FNLA e UNITA. Defendeu a
integridade territorial de Angola contra o separatismo de Cabinda apoiado pelo
Zaire. Suportou com denodo e galhardia os ataques e calúnias com que os
inimigos da Revolução sempre quiseram brindá-lo até morrer.
Regressado
da sua missão em Angola foi um forte apoio, no campo militar, ao desempenho
revolucionário de Vasco Gonçalves e dos seus governos, sobretudo durante o
Verão Quente de 1975, firmando-se sempre pela luta das conquistas alcançadas. Já
depois de afastados da acção político-militar, pelas forças contra-revolucionárias,
continuaram ambos, próximos dos anseios do povo e de suas organizações
populares, muitas vezes juntos, a estimular a continuação da luta por um
Portugal de Abril.
Esta proposta, visa homenagear uma vida e
acção de exemplar dedicação à defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo
e de Portugal que integram um duro combate à ditadura fascista e uma
intervenção marcante na defesa e consolidação do 25 de Abril e de intensa
participação no processo revolucionário que lhe decorre.
Pelo que ainda hoje e sempre
significarão, a vida e acção de Rosa Coutinho, a Direcção da Associação foi unânime em concluir
que, como exemplo e estímulo, as mesmas configuram
relevantes contributos para a realização dos objectivos da nossa Associação.
Lisboa
19 de Março de 2014
A
Direcção
*António Alva Rosa Coutinho (1926-2010)
AROVADA POR UNANIMIDADE E ACLAMAÇÃO
COSTA MARTINS sócio de mérito da Associação Conquistas da Revolução
Proposta de Sócio de Mérito [ Costa Martins]
A
Direcção da Associação Conquistas da Revolução, na sua reunião de 19 de Março,
nos termos do Artigo 7º dos Estatutos, aprovou por unanimidade submeter, à
Assembleia-Geral de associados, a proposta de atribuição da qualidade de Sócio
de Mérito da ACR a Costa Martins.*
Foi
um dos Capitães de Abril, desde o início ligado à conspiração na Força Aérea e
fundamental na revolta que devolveu a Liberdade a Portugal. No dia 25 de Abril,
teve a seu cargo a ocupação do Aeroporto de Lisboa, o controlo do Aeródromo
Base nº 1 e a interdição do espaço aéreo português. Fê-lo sozinho, sem o apoio
de ninguém, visto que os reforços só chegaram mais tarde.
Integrou
o II, o III, o IV e o V Governos Provisórios, entre 1974 e 1975, como Ministro
do Trabalho sob a presidência de Vasco Gonçalves. Combativo e determinado nunca
deixou de perseguir os seus ideais o que lhe granjeou obstáculos e um sem
número de problemas, como é comum acontecer aos mais audazes e firmes na defesa
dos interesses dos trabalhadores e do seu povo. Foi essa a característica dada
ao ministério que presidiu por mais de um ano, ouvir e valorizar os que
trabalham e o factor trabalho. Não obedecendo à ordem de captura emitida pela contra-revolução,
no seguimento do golpe reaccionário de 25 de Novembro, esteve exilado na RPA.
Foi alvo de ignominiosa calúnia e, nem depois de apurada a verdade, os inimigos
políticos se calaram. Manteve-se firme no lado dos seus princípios e honradez e
sempre lutando pelo Portugal sonhado em Abril, até que um acidente brutal, em 6
de Março de 2010,o retirou precocemente da nossa companhia.
Esta proposta, visa homenagear uma vida
e acção de exemplar dedicação à defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo
e de Portugal que integram um duro combate à ditadura fascista e uma
intervenção marcante na defesa e consolidação do 25 de Abril e de intensa
participação no processo revolucionário que lhe decorre.
Pelo que ainda hoje e sempre
significarão, a vida e acção de Costa Martins, a Direcção da Associação foi unânime em concluir
que, como exemplo e estímulo, as mesmas configuram relevantes contributos para
a realização dos objectivos da nossa Associação.
Lisboa
19 de Março de 2014
A
Direcção
APROVADA POR UNANIMIDADE E ACLAMAÇÃO
MARIA LAMAS sócia de mérito da Associação Conquistas da Revolução
A
Direcção da Associação Conquistas da Revolução, na sua reunião de 19 de Março,
nos termos do Artigo 7º dos Estatutos, aprovou por unanimidade submeter à
Assembleia-Geral de associados a proposta de atribuição da qualidade de Sócio
de Mérito da ACR a Maria Lamas.*
Escritora e interveniente política portuguesa. Mulher de
personalidade admirável. Combateu com tenacidade o fascismo quer no Movimento
de Unidade Democrática quer no Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, do
qual foi presidente (1947) e onde desenvolveu intensa actividade política e
cultural. A sua actividade como escritora é intensa e diversificada. Fruto de
dois anos de viagens por todo o país «As Mulheres do Meu País» é a sua obra de
referência. Doente depois de várias prisões viu-se forçada ao exílio por
diversas vezes. Esteve ligada à Oposição Democrática. Entre 1962 e 1969 viveu
em Paris como exilada política, onde conheceu Marguerite Yourcenar, e onde continuou
a desenvolver intensa actividade política e de apoio a portugueses refugiados
em oposição ao regime fascista. Passados sete anos regressou do exílio. Tinha
76 anos e ainda a mesma esperança e luta por melhores dias para Portugal. Viveu
o 25 de Abril de 1974 com enorme alegria. Foi filiado no PCP a seguir ao 25 de
Abril. Faleceu com 90 anos, em Dezembro de 1983.
Esta proposta, visa homenagear uma vida e
uma obra de exemplar dedicação à defesa dos direitos das mulheres, do povo e de
Portugal – uma vida e uma obra que integram um combate de décadas contra a
ditadura fascista e uma presença e intervenção marcante na revolução portuguesa.
Pelo que ainda hoje e sempre significarão
a vida e obra de Maria Lamas a
Direcção da Associação foi unânime em concluir que, como exemplo e estímulo, as mesmas configuram relevantes contributos
para a realização dos objectivos da nossa Associação.
Lisboa
19 de Março de 2014
A
Direcção
……………………………………………………………………
*Maria
da Conceição Vassalo e Silva da Cunha Lamas
(1893-1983)
APROVADA POR UNANIMIDADE E ACLAMAÇÃO
Homenagem a VASCO GONÇALVES no Porto
Homenagem a VASCO GONÇALVES no Porto
Decorreu com a presença de duas centenas de pessoas no Clube Fenianos Portuenses,na passada segunda feira pelas 18h00.
Com a presença de Jorge Sarabando ,Presidente do Núcleo da ACR do Porto e o Presidente da ACR ,Comandante Manuel Begonha.
Concretizaram-se as intervenções agendadas:
-Professor Avelãs Nunes
-Sindicalista Victor Ranita
-Dirigentre da ACR e Coronel Duran Clemente
FOI UMA BELA JORNADA DE HOMENAGEM AO NOSSO VASCO.
Vasco sempre. Vasco nome de Abril.
Victor Ranita e Duran Clemente
A mesa:Victor Ranita,Duran Clemente,Jorge Sarabando,Manuel Begomha e Avelãs Nunes
Decorreu com a presença de duas centenas de pessoas no Clube Fenianos Portuenses,na passada segunda feira pelas 18h00.
Com a presença de Jorge Sarabando ,Presidente do Núcleo da ACR do Porto e o Presidente da ACR ,Comandante Manuel Begonha.
Concretizaram-se as intervenções agendadas:
-Professor Avelãs Nunes
-Sindicalista Victor Ranita
-Dirigentre da ACR e Coronel Duran Clemente
FOI UMA BELA JORNADA DE HOMENAGEM AO NOSSO VASCO.
Vasco sempre. Vasco nome de Abril.
Victor Ranita e Duran Clemente
A mesa:Victor Ranita,Duran Clemente,Jorge Sarabando,Manuel Begomha e Avelãs Nunes
Intervenções nas comemorações do 40º aniversário do 25 de Abril:
- 22 de
Março – Intervenção Democrática – Hotel Roma – comt Manuel Begonha/Coronel Duran Clemente;
- 23 de
Março – Caixa Económica Operária – Lisboa – coronel Duran Clemente/ explicação filme M.Medeiros ;
- 4 de
Abril – União dos Sindicatos do Porto – coronel Baptista Alves;
- 4 de
Abril – Escola Sec Lindley Cintra/Lisboa – coronel Duran Clemente;
- 5 de
Abril – Inter-reformados de Grândola – coronel Duran Clemente;
- 7 de Abril – Homenagem Vasco Gonçalves no Porto
– coronel Duran Clemente e Prof Avelãs Nunes;
- 10 de
Abril – Comissão Trabalhadores /U Sindicatos /Almada– coronel Duran Clemente;
- 11 de
Abril – ATL do Pica Pau –Arrentela/ Seixal – coronel Duran Clemente;
- 19 de
Abril – Câmara Municipal de Mora –almoço/debate coronel Duran Clemente;
- 22 de Abril - Escola EB 2 3 Du Bocage, Setúbal - – comt Henrique Mendonça;
- 22 de Abril - Escola EB 2 3 Du Bocage, Setúbal - – comt Henrique Mendonça;
- 23 de
Abril – Escola Sec Gil Vicente – Lisboa – coronel Duran Clemente;
- 23 de
Abril – Agrup Escolas Alfornelos – comt Henrique Mendonça;
- 23 de
Abril – Escola Sec Póvoa Stª Iria – coronel Duran Clemente;
- 26 de
Abril – Zona Oriental Lisboa – Pç Paiva Couceiro – comt. Manuel Begonha;
- 24 de Abril - Plenário com trabalhadores da Lisnave, em Setúbal – comt. Manuel Begonha;
- 24 de Abril - Plenário com trabalhadores da Lisnave, em Setúbal – comt. Manuel Begonha;
- 24 de
Abril – Soc Inst Benef Voz do Operário – coronel Duran Clemente;
- 24 de
Abril – Teatro Intervalo
– Linda-a-Velha/debate – coronel Duran Clemente;
- 24 de
Abril – União Freg Bª Banheira e V da Amoreira – comt Manuel Carvalho;
- 24 de Abril – Jantar comemorativo do 25 de Abril, parque municipal de exposições da Moita – comt. Lara Cardoso;
- 24 de Abril – Jantar comemorativo do 25 de Abril, parque municipal de exposições da Moita – comt. Lara Cardoso;
-25 de Abril – Comemorações Populares –Vendas Novas /jantar/debate cor.Duran Clemente
- 25 de
Abril – Com Populares de Coimbra – comt Pedro Mendonça
- 26 de
Abril – Câmara M do Barreiro /jantar/debate– coronel Duran Clemente;
- 27 de
Abril – Câmara M de Portimão/tarde/debate –a indicar
- 27 de
Abril – Comissão C. Populares /Almoço Cascais – Comdt Manuel Begonha;
-28 de Abril - Serv Sociais da Câmara M Seixal – comt Manuel Begonha;
-28 de Abril – Inter-reformados no Porto/debate – coronel Duran Clemente;
- 28 de Abril – Com Populares Viana do Castelo/debate
– coronel Duran Clemente;
- 29 de
Abril – Escolas de Viana do Castelo – manhã e tarde – coronel Duran Clemente;
- 29 de
Abril – Assembleia de Freg Sacavém – 21 h – comt Manuel Begonha;
- 29 de
Abril – Pontevedra (Espanha)/Faculdade de Artes/debate e jantar – cor. Duran Clemente;
- 30 de
Abril – Pontevedra e Vigo
(Espanha)/debates – coronel Duran Clemente;
-30 de Abril – Escola Sec do Cadaval – a indicar;
- 1 de Maio
– Vigo (Espanha) –1º de Maio/ coronel Duran Clemente;
- 30 de
Abril – Restaurante Valenciana – Lisboa – jantar 25 de Abril;
A Escola
Secundária de Rio Maior está a agendar uma data para uma sessão sobre o 40º
aniversário do 25 de Abril.
Devido a
adiamento do espectaculo Ary dos Santos Poeta de Abril previsto para 3 de Maio
em Matosinhos e ter surgido a hipótese de se realizar em Ria Maior ás 15 30
horas, no auditório da Escola Superior de Desporto, estão a ser feitas
consultas para o financiamento do mesmo, nomeadamente através da Câmara
Municipal.
Homenagem a Vasco Gonçalves no PORTO
ASSOCIAÇÃO CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO
Homenagem a Vasco Gonçalves
Núcleo do Porto -no Clube Fenianos Portuenses
18h00- hoje, dia 7 de Abril, no âmbito do 40º aniversário
do 25 de Abril.
*Intervenções de Vitor Ranita, Avelãs Nunes e Duran Clemente
*Vídeo de uma entrevista com Vasco Gonçalves
Homenagem a Vasco Gonçalves
Núcleo do Porto -no Clube Fenianos Portuenses
18h00- hoje, dia 7 de Abril, no âmbito do 40º aniversário
do 25 de Abril.
*Intervenções de Vitor Ranita, Avelãs Nunes e Duran Clemente
*Vídeo de uma entrevista com Vasco Gonçalves
Subscrever:
Mensagens (Atom)



















.jpg)







.jpg)



