Eleições para o Parlamento Europeu

Eleições para o Parlamento Europeu








*A importância de votar nestas eleições*


Esta Europa e estas políticas não servem os ideais do 25 de Abril.
Não servem o Povo português.
A nossa força está no voto consciente a 25 de Maio de 2014 para que as políticas europeias e a correlação entre os seus estados-membros sejam profundamente alteradas.



Os desencantos de hoje e respectivas frustrações são fruto duma coligação de interesses e conjugação de factores internos e externos.
Às raízes antigas, outras se lhes vieram juntar. Globalmente são resultado da essência e natureza dum sistema predador. Chama-se “capitalismo”, com diversas alcunhas de neo-liberalismo, ultra-liberalismo global ou simplesmente “mercado”.
Em 25 de Abril quisemos que as pessoas, os portugueses participassem no futuro.

Há anos que o sistema gera desumanas situações sócio-económicas, com uma aparente e ilusória contrapartida de progresso económico,  onde os ricos tem ficado cada vez mais ricos e os pobres, cada vez, mais pobres.

Há muito que a economia social foi estrangulada e a vertente financeira (especulação) se sobrepõe à vertente produtiva (economia real).
A Finança a comandar a política. E a UNIÃO EUROPEIA a dar cobertura ao ser por ela comandada.
Esta é a essência da crise.  Infelizmente, é-o, há muito.

Para a esmagadora maioria dos portugueses o verdadeiro 25 de Abril assentava numa base programática (o programa do MFA) com os direitos e os deveres do cidadão, dignos dum Estado-Social…e que, graças à luta dos progressistas, a Constituição da República Portuguesa viria a consagrar, em letra, em 2 de Abril de 1976.

Que País e que Estado-Social temos, 40 anos depois?

Tivemos muitos avanços e grandes recuos. Mas…
Que outra “guerra” ou outras “guerras” nos atormentam?
Há 40 anos cada família tinha um familiar na guerra, hoje cada família tem um ou mais familiares no desemprego.
Que outra “guerra” ou outras “guerras” nos atormentam?

Sendo um país diferente, muitos sonhos ficaram por realizar. 
A gravíssima crise interna deve-se à coligação de interesses que nos tem desgovernado! E as crises nacionais e internacionais pretendem os poderosos curá-la exactamente com os mesmos falsos remédios que a criaram!
Voltámos a estar em “guerra”. E sabemos onde estão os inimigos.
O 25 de Abril merece mais, merecia mais.

Em 38 anos os sucessivos governos constitucionais têm-se mostrado reféns e amarrados a várias grilhetas  internas e externas:


*-de uma cultura “de poder pelo poder” em vez “do poder pelas pessoas, pelas nossas gentes” e de uma cultura da mentira e da manipulação;
*-da criação de clientelas e de elites sôfregas por lugares ao sol…e que por aí vão propagando formas de estar e de vivência nada condizentes com o espírito de Abril;
*-da ilusão de alternativas salvadores mas que apenas têm escondido o papel de afundadores do País de Abril, repetindo e alternando a farsa a que se entregaram nesta quatro décadas subvertendo na prática as normas, os fundamentos e as linhas orientadoras da Constituição de 1976 e, pasme-se, até querendo atribuir-lhe os males do País;
*-pela incapacidade de desmontar uma intensa ofensiva ideológica levada a cabo pelos órgãos de comunicação, propriedade do grande capital, cujo objectivo tem sido criar condições favoráveis à continuação da política dos poderosos…e à desqualificação da vida dos trabalhadores;
*-reféns, pecado maior, do mando dos grupos financeiros e económicos nacionais, a cuja subordinação, esta nossa democracia já compete com os piores tempos da ditadura.
*-duma débil e falsa União Europeia (um gigante de pés de barro) para onde partimos (em 1986) apenas com dez anos de democracia e com um estrondoso atraso estrutural económico (herdado da ditadura) que só por si merecia, como muitos avisaram, outro tipo de negociações, outras cautelas, leviana e festivamente, desprezadas;
*-da incapacidade de fazerem valer os pontos de vista nacionais, submissos à abdicação e imposição que nos fragilizaram em sectores económicos vitais (como nas pescas, na indústria e na agricultura…) entre outras malfeitorias semelhantes;
*-à cegueira de não perceber que a crise internacional teve responsáveis, os mesmíssimos que agora a querem curar à custa dos mais fracos e do sacrifício da classe que foi sempre a sacrificada: a classe trabalhadora;
*-cúmplices da ignorância do que tem acontecido aos povos que recorreram à designada “ajuda externa” que não é mais do que um “eufemismo” porque significa tudo menos ajuda. É exploração, é especulação, é ingerência…de agiotas, do mercado usuário;
*-duma lógica de integração capitalista que é o aumento da acumulação e concentração de capital dos grandes conglomerados de empresas, dos monopólios dos países mais ricos e desenvolvidos que não só engordam à custa do saque dos países do terceiro mundo, como também dos países menos desenvolvidos da União Europeia;
*-de não perceber que as ditas crises financeiras resultam das crises do capitalismo e baseiam-se sempre na sobre-acumulação de capital na esfera da produção. Não perceber que perante as crises ou impasses o capital monopolista irá tornar-se mais agressivo, predatório e sem escrúpulos, intensificando a exploração dos trabalhadores. O objectivo é a redução do custo da força do trabalho;
*-de não perceber ou ser cúmplices de que nenhum pacto, mecanismo ou programa de estabilidade, poderá, só por si, debelar a crise ou resolver as contradições do capitalismo, como ataque selvagem e bárbaro do capital contra os direitos e vida dos trabalhadores, das camadas populares e dos jovens;
*-de não compreender que com a continuação das politicas e dos comportamentos, que teimosamente o Capital impõe (perante o qual se têm vergado os responsáveis portugueses) com a continuação dessas políticas o desemprego, a pobreza, e as contradições entre os estados-membros da União Europeia irão aumentar, com graves consequências para os povos;
*- de não entender que a escalada de ataques antipopulares atingirá todos os estados membros da União Europeia, porque o Capital Monopolista quer é reduzir o custo da força do trabalho, o seu objectivo fulcral é reforçar a competitividade não só em relação aos EUA, mas também em relação às forças emergentes como China, India e outras, com mão de obra muito mais baixa… a questão dos défices e dos endividamentos pode ser apenas e tão somente uma cortina de fumo.
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Nada disto tem a ver com o que deu razão e motivou o 25 de Abril….Esta Europa e estas políticas não servem os ideais do 25 de Abril.Não servem o Povo português.
Tudo isto é contrário ao que aliança POVO-MFA queria, na alvorada libertadora…
É essa política da contra-revolução - executada nas últimas quatro décadas por quase uma vintena de governos da troika nacional, todos em frontal desrespeito pela Constituição da República, todos fora da lei Fundamental do País e, de há três anos para cá, sob a batuta da troika ocupante e da que se deixa ocupar - as únicas responsáveis pelo estado de desgraça a que Portugal chegou.
A nossa força está no voto consciente a 25 de Maio de 2014 para que as políticas europeias e a correlação entre os seus estados-membros sejam profundamente alteradas.
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Alguns elementos que deve conhecer:

São as seguintes principais instituições da EU:
•             O Parlamento Europeu:  constituído por 750 eurodeputados representando os cidadãos europeus e que são directamente eleitos por eles;
•             O Conselho da União Europeia, onde os representantes dos Estados Membros defendem os seus próprios interesses.
•             A Comissão Europeia, formada por 28 comissários designados pelos governos nacionais, e que defende os interesses da EU no seu conjunto;
Após o Tratado de Lisboa (2009) passaram também a sem consideradas Instituições da UE as
seguintes entidades:
•             O Conselho Europeu
no âmbito do qual os Chefes de Estado e de Governo e os dirigentes da UE se reúnem em “cimeiras” cerca de quatro vezes por ano para debater as grandes prioridades da UE (não confundir com o Conselho da União Europeia).
•             O Tribunal de Justiça da União Europeia
•             O Banco Central Europeu
•             O Tribunal de Contas Europeu

Existem ainda dois importantes Órgãos Consultivos das Instituições Europeias:
•             O  Comité Económico e Social Europeu - constituído por representantes das entidades patronais, dos trabalhadores e de outros grupos de interesses europeus. É uma assembleia consultiva que emite pareceres dirigidos às principais instituições europeias, nomeadamente ao Conselho, à Comissão e ao Parlamento Europeu.
•             O Comité das Regiões - que tem por função apresentar os pontos de vista regionais e locais sobre a legislação europeia, através de relatórios («pareceres») sobre as propostas da Comissão.

Poderes do Parlamento Europeu
Diretamente eleitos de cinco em cinco anos por sufrágio universal, os deputados do Parlamento Europeu representam os cidadãos da UE. O Parlamento é, juntamente com o Conselho da União Europeia («o Conselho»), uma das principais instituições da UE com poderes legislativos.
O Parlamento Europeu desempenha três funções principais:
-debate e aprova a legislação da UE (juntamente com o Conselho)
-exerce um controlo sobre outras instituições da UE, nomeadamente a Comissão, a fim de assegurar que funcionam de forma democrática.
-debate e aprova o orçamento da UE (juntamente com o Conselho)

Os Grupos Políticos Europeus
No Parlamento Europeu cada grupo de Deputados de cada Partido Português, vai fazer parte de Grupos  Políticos Europeus, cujo poder de  participação nas decisões do Parlamento Europeu é  de acordo com a respectiva dimensão, e cuja influência nestas decisões, depende da  respectiva orientação ideológica.

Quais são, actualmente, os Grupos  Políticos Europeus?:
 - PPE  Grupo Partido Popular Europeu   275 Deputados/8 PSD + 2 CDS
 - S&D  Grupo Socialistas e Democratas  195 Deputados/7 PS
 - ALDE  Grupo Liberais -  84 Deputados/0
 - GREENS/ EFA Grupo Verdes - 58 Deputados /1 Independente
 - ECR - Grupo Reformistas e Conservadores – 56 Deputados/0
 - GUE/NGL  - Grupo Esquerda Europeia Unida – 35 Deputados/ 2 PC + 2 BE
 - EFD - Grupo Extrema Direita/Direita Populista – 33 Deputados /0
 - OUTROS – Grupo informal independentes  - 30 Deputados

O voto de Protesto tem algum significado político? 
Não,


  porque, quer os Votos Nulos , quer os Votos em Branco não são contados para efeitos do apuramento dos resultados, portanto, tal como a Abstenção,  não têm qualquer influência na escolha dos eleitos, sendo os resultados das eleições calculados com base nos votos apurados, sem considerar quer a Abstenção, quer os Votos Nulos e em Branco.
Mas quem se Abstém ou vota em Branco (Nulo) está a contribuir para quê?
Não escolhendo entre as opções que lhe são apresentadas para as Eleições Europeias em Maio estamos a abdicar de influenciar a escolha dos que melhor podem representar os interesses de Portugal na União Europeia.


Há 60 anos CATARINA EUFÉMIA

Saudação a CATARINA EUFÉMIA

Memórias

A Associação Conquistas da Revolução assinala o 60º aniversário do cruel assassinato pelo fascismo de mais uma combatente da LIBERDADE.

ARY DOS SANTOS homenagem em RIO MAIOR



No âmbito das comemorações do 40º aniversário do 25 de Abril, realizou-se no passado dia 3 de Maio, na Escola Superior de Desporto em Rio Maior, uma homenagem a José Carlos Ary dos Santos. Para além de Manuel Freire, Samuel, Luísa Basto e Fernando Tavares Marques, houve uma intervenção especial do Coro da Universidade Sénior de Rio Maior que interpretou algumas das "Heróicas" de Lopes Graça e a Grândola Vila Morena.
Participaram neste espectáculo perto de duzentas pessoas que acompanharam cada momento com grande emoção e entusiasmo, revivendo Abril.
Foi sem dúvida uma das iniciativas mais relevantes levadas a cabo pela nossa Associação, neste ano de comemorações tão significativo.
Queremos agradecer ao Professor Augusto Figueiredo a persistência e o empenho para a correspondente concretização.


1º MAIO - 2014












JANTAR COMEMORATIVO DO 40º ANIVERSÁRIO do 25 de ABRIL



Intervenção de Manuel Bacelar Begonha, Presidente da ACR, no jantar comemorativo do 40ºaniversário do 25 de Abril



Foi neste clima de tragédia que na madrugada de 25 de Abril o MFA e o Povo iniciaram a árdua caminhada para a construção da sociedade Socialista em Portugal.
Assim, escreveu Ramiro Correia no 1º aniversário do 25 de Abril.
Levantou-se então uma força revolucionária imparável que percorreu toda a sociedade portuguesa, conduzida essencialmente pelos trabalhadores e que juntamente com o MFA se propôs dar imediata execução aos “3 D” do programa do MFA, DESCOLONIZAR, DEMOCRATIZAR, DESENVOLVER.
Como em todas as épocas singulares da história dos povos, surgiu um homem o General Vasco Gonçalves que nos quatro governos provisórios a que presidiu e apesar das dificuldades e obstáculos próprios destes processos transformadores, colocados pelos movimentos contra-revolucionários nacionais e internacionais, foi capaz de responder ás necessidades mais prementes da população, combatendo e identificando as injustiças sociais mais flagrantes provenientes do regime fascista e assim lançando os alicerces para a construção de uma sociedade nova.
Tal objectivo foi conseguido mantendo a economia a funcionar, melhorando mesmo os indicadores económicos, como aliás foi reconhecido por uma delegação do FMI que à época esteve em Portugal.
Viveu-se um momento da nossa história, no qual quem mais ordenou foi o Povo, estando o poder também com o Povo.
Foi este o período mais criativo e transformador da nossa revolução. Dele decorrem os avanços nas fábricas, nos campos, nos serviços, os trabalhadores organizam-se tomam o controlo da produção e defendem-se das tentativas de sabotagem dos patrões; avança a gestão democrática nas escolas e nos movimentos de rendeiros e assalariados rurais preparam a Reforma Agrária.
Sucedem-se então as grandes acções revolucionárias que constituiram as Conquistas da Revolução. De entre tantas outras destacam-se:
- o direito à habitação para todos,
- o direito à educação para todos,
- o direito á saúde, universal e gratuita,
- o direito á greve e ao lock-out,
- o direito á licença de 90 dias no período de maternidade,
- o salário minímo e pensão social,
- o subsídio de desmprego,
- o subsídio de férias,
- o subsídio de natal a pensionistas,
- as nacionalizações,
- o controlo da produção pelos trabalhadores,
- a reforma agrária,
- o poder local democrático,
- a Constituição da República – que após 7 revisões continua a ser o garante da democracia e o baluarte para a    defesa das conquistas da revolução que ainda restam.
No entanto, um País nestas condições era inaceitável e perigoso para o capital internacional que de imediato desencandeou uma gigantesca ofensiva contra este Portugal, fortemente apoiada pelas forças reaccionárias internas. Todos se lembram da estratégia do expoente máximo das actividades contra revolucionárias, o embaixador americano Frank Carlucci.
Não seria portanto previsível que após 40 anos sobre o 25 de Abril, estivessemos hoje a comemorar esta data que foi de grande exaltação e alegria, sombreada pela raiva, indignação e amargura.
Porquê? Porque querem pôr atrás das grades o 25 de Abril.
Querem prender o cravo da dignidade e da esperança.
Estamos a criar um País cada vez com mais pobres e com menos jovens quer porque são empurrados para a emigração, quer porque os casais não têm condições materiais nem estabilidade para terem filhos.
Aumenta a desiguldade na distribuição dos rendimentos.
O medo de perder o posto de trabalho, vai inibindo cada vez mais os trabalhadores de se exporem ás mais diversas formas de luta dentro e fora das empresas, acreditando até por vezes, que nada se pode fazer, quando pelo contrário tudo se conquista lutando para consolidar os seus legítimos direitos.
A comunicação social procura muitas vezes estimular a noção de inevitabilidade das medidas em curso pelo governo,alimentando assim o pessimismo e o conformismo.
A mensagem é que não há alternativa para a austeridade e que as lutas populares são inúteis, agravando até a crise.
A verdade é que os mais cruelmente sacrificados pela austeridade e suas principais vítimas são os que não têm emprego, e não se vê um desenvolvimento da economia que possa melhorar esta situação, em virtude da falta de investimento.
Por outro lado, a coligação no poder continua a veicular um cenário optimista, sobre a dimensão da nossa divída pública, que a não ser reestruturada, se vai tentando concretizar à custa de uma insuportável carga sobre o poder de compra dos portugueses, do desemprego, da redução de salários, da destruição da economia, da emigração, do desprezo pela cultura, e da redução da prestação dos serviços de saúde, em claro prejuízo dos mais velhos, que por serem mais frágeis financeiramente, não têm alternativa.
Hoje em dia, o governo não tem um compromisso com o povo português, baseado na confiança e na credibilidade; sucedem-se as humilhações ao país com a patética subserviência à Alemanha e os atentados à soberania nacional, com o apoio empenhado do Presidente da República, que não consegue cumprir o papel de defensor da Constituição, prisioneiro que está das suas inseguranças e contradições.
Parecem estar apenas à espera de um novo ciclo histórico que traga outros ventos para a Europa, enquanto o país se vai degradando. São um corpo estranho a Portugal estando ao serviço do capital financeiro global.
Hoje estão-nos a retirar a vida pelas mãos de uma Europa vingativa que nos quer fazer expiar pelo crime de termos um importante legado que são as conquistas da revolução e políticas que foram conseguidas durante a Revolução.     
Para seguir os seus desígnios essa Europa encontrou un governo que se rege pelo total desrespeito pela Constituição da República e pelo povo português. Partidários da austeridade destroem a economia. Coniventes com a corrupção e com o grande capital financeiro, não se regem por uma justiça independente.
Amigos da opacidade escondem os seus objectivos e a forma como os atingim, simulando não ter rumo.
Este governo tenta impôr um clima de medo e de incerteza para mais facilmente impor a violência das suas medidas, prioritariamente sobre os mais desprotegidos, os funcionários publicos, os pensionistas e os reformados. A sua óptica de reforma do Estado, passando por cima dos desempregados e dos jovens, não é mais de que o desmantelar do EstadoSocial. Este deverá então ser substituido pela prática da caridade.
Este é um tempo de SOLIDARIEDADE, a exigência será enorme para ajudar a superar as diferenças que se estão a verificar que têm um enorme potencial destabilizador. Pode atirar pobres contra pobres, velhos contra novos. Estudantes contra trabalhadores, homens contra mulheres. Porquê? Porque haverá os que têm subsídios e outros não; os que têm emprego e outros não; os que têm acesso à saúde e outros não; os que podem estudar e outros não; os que têm casas dignas e outros não. E no entanto poderão ser todos trabalhadores empobrecidos.
Ocorre-me uma citação de John Donne: Aflige-me a morte de qualquer ser humano porque sou parte da humanidade. E por isso nunca perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.”
Há que pôr um fim a tamanho conjunto de injustiças. Não queremos que os sinos dobrem sobre as conquistas da Revolução.
Há que preparar um mudança. É preciso construir os alicerces da mudança. Não é aceitável que um conjunto de políticos gananciosos e sem sentido humano, nos pretendam humilhar, transformando o nosso povo numa mera bolsa de desempregados para construir um mercado onde os empresários iriam contratar trabalhadores a baixo custo e em condições de trabalho degradantes, para assim fazerem triunfar os seus desígnios.
Contudo, não devemos procurar rever-nos  excessivamente nas conquistas do passado. Há que proceder a uma reflexão sobre o nosso futuro estudando as transformações que vêm ocorrendo na sociedade e em toda a humanidade. Temos de despertar a consciência para definir e construir o futuro. Os tempos mudam e nós mudamos com eles.
Temos pela frente a luta pela independência nacional que é indissociável da luta contra os privilégios da classe dominante, uma vez que esta para conservar as suas posições está disposta a partilhar a soberania nacional com o capitalismo internacional.
Mesmo que os resultados desta luta pareçam ser insignificantes é no entanto indispensável para a preparação das lutas que se seguirão. É um projecto que exige tempo, mas que não é inalcansável, desde que se tenha bem presente as memórias das lutas passadas.
É certo que as condições actuais são diferentes, mas não seremos os mesmos homens e mulheres, agora reforçados por uma juventude tão maltratada, que se ergueram contra a opressão, numa época da história de um povo então despolitizado, semi-analfabeto, sem a experiência que um combate longo e duro teria fermentado e que nos levou ás Conquistas da Revolução?
Não há alternativa: ou assumimos uma atitude passiva e alienamos o que resta das Conquistas de Abril, ou combatemos por elas.
Se não o fizermos, bastamo-nos a nós mesmos para nos derrotarmos.
Só lutando venceremos honrando o dia que hoje estamos a comemorar.
Vamos continuar a resistir avançando, quando por vezes o desistir parece ser o mais fácil.
Para nós nunca haverá desistência, o conformismo e o abandono dos ideais de Abril, mas haverá sim uma caminhada vitoriosa para um País novo e um mundo melhor. 

VIVA O 25 DE ABRIL!
VIVA PORTUGAL!
25 DE ABRIL SEMPRE!








Participação de Duran Clemente nas comemorações do 1.º de Maio na Galiza


ARY DOS SANTOS homenagem em RIO MAIOR dia 3 de Maio

Espectáculo de Homenagem ao poeta de Abril

 José Carlos ARY DOS SANTOS






   Em RIO MAIOR,   dia 3 de Maio pelas 16h00

  Na  ESCOLA SUPERIOR DE DESPORTO

Compareça

DESFILE DO 1º MAIO DA CGTP - 2014

DESFILE DO 1º MAIO DA CGTP - 2014 

 14H30 - MARTIM MONIZ - ALAMEDA

DIA DOS TRABALHADORES
UNIDOS VENCEREMOS



A Associação Conquistas da Revolução integrará o desfile de Lisboa e convida os seus associados a juntarem-se-lhe, pelas 14H30, na Rua de São Lázaro, para a partir dali, participarem no desfile até à Alameda.