LUTA COMUM (O Capitalismo e o Estado Social)


LUTA COMUM (O Capitalismo e o Estado Social)

Se queres acabar com o ataque aos aposentados, pensionistas e reformados terás de acabar com este governo e a prática das suas políticas.
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A.LINCOLN, presidente americano, em 1865 afirmou: «só é possível acabar com a guerra civil se acabarmos com a escravatura».
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Por analogia, podemos dizer hoje (e é dever nosso tê-lo sempre em atenção) que este inclassificável ataque aos reformados, pensionistas e aposentados (que passarei a designar por -reformados-) e ao estado social só acaba quando acabar o ataque aos trabalhadores, sejam estes quais forem, quando acabar o ataque à DEMOCRACIA, à LIBERDADE, às CONQUISTAS DE  ABRIL, ao esforço desenvolvido, com abnegação, pelos portugueses patriotas durante estes últimos 39 anos.
Só acaba quando acabar este governo (ou qualquer outro) com as práticas de gestão nacional obedecendo ao padrão duma ideologia, antissocial e insensível à realidade do país.
Só acaba quando formos capazes de arredar da nossa vida este neoliberalismo. Neoliberalismo que teima em repor o capitalismo no patamar em que ele se encontrava antes do Estado Social ser erguido e ter atingido maturidade.
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Como sabemos este Estado Social foi conseguido após longo período histórico de guerras destruidoras, de lutas sociais ferozes e de crises económicas graves. Correspondeu a um compromisso dentro do próprio Capitalismo, onde se digladiavam (e continuam a confrontar-se) as suas duas correntes: a de John Keynes (capitalismo-Renano, tendencialmente Social-Democrata) e a de Milton Friedman (capitalismo Anglo-Saxónico, completamente Neoliberal)(1).
Foi assim, face a uma necessidade do Capitalismo, com a ajuda da sua corrente Keynesiana, reforçada com o imperativo de fazer frente ao Socialismo e ao Comunismo, que foi erguido o compromisso do Estado Social com cedências de ambos os lados: Capital e Trabalho.
O Estado Social, através dos impostos e dos contributos dos cidadãos (de forma singular ou colectiva) veio desenvolver um conjunto de políticas públicas e sociais favoráveis aos dois interesses contraditórios e acaba por desempenhar um papel essencial na implementação das democracias europeias, construindo e consolidando  estabilidade e paz. Com ele atingiram-se, na realidade, níveis de desenvolvimento significativos.
Mas o capitalismo não descansou. Após atingir um grau de desenvolvimento apreciável, afastados com a queda da "cortina de ferro" os, por si considerados, perigos do socialismo real, o Capitalismo encontra novos apoios para alterar profundamente a sua estratégia de acção. São pilares dessa sua investida, iniciada nos finais do século passado e principio deste milénio, as novas tecnologias de comunicação que lhe permitem a expansão e a globalização e a possibilidade de aderir à prática da corrente, anglo saxónica, do capitalismo neoliberal de M. Friedman. Via que contém em si todos os ingredientes para sufocar, estrangular e aniquilar de vez o Estado Social.
Com a globalização o capital torna-se movediço, sem pátria, foragido dos impostos e de qualquer outra obrigação contributiva. Não se criaram ainda impostos ou contribuições supranacionais, apesar dos esforços do movimento ATTAC/Taxa Tobin ao constituir proposta nesse sentido. Por outro lado o Trabalho é dominado pela sua não fácil mobilidade, pelo domínio de salários baixos e imposição de taxas. O Capital financeiro (por vezes virtual, graças à “internet”) impôs-se ao Capital produtivo e tornou-se mundialmente implacável criando, na realidade, mecanismos que visam a escravização do labor.
Junte-se a isto, com a queda do muro de Berlim, a entrada dos seus países num capitalismo selvagem e a “capitalização do socialismo chinês” e verifica-se como o Trabalho enfrenta hoje, de novo, enormes barreiras na luta por uma sociedade mais justa e humana.
A globalização do Estado Social nunca poderia ocorrer tal como a do Capitalismo.
Não ocorrendo uma globalização da Democracia e não havendo em muitas partes do planeta necessidade do referido compromisso do Capitalismo, pelas razões que justificaram esse compromisso no pós-guerra, tratou o Capitalismo de se encarregar, pela mão da sua corrente neoliberal, da missão de destruir o Estado Social onde ele tinha sido criado e agora se manifesta como um obstáculo à sua cega expansão.
As justificações são forjadas e contam com a perversa auto destruição do próprio Estado, através dos mecanismos da corrupção e de artifícios habilidosos.
Tudo se faz para conduzir à ideia de que o Estado é ineficaz e que há que mudar para o Privado o que este sabe fazer melhor (?) e mais barato (?),afirmações que a prática tem negado, e retirar ao Estado e dar ao Mercado a regulação social.
Ataca-se tudo o que seja aparente bom negócio não hesitando mesmo perante os resultados catastróficos para os cidadãos e que estes tão vivamente contestam. O sector público, com base no esvaziamento dos seus meios e na compra de funcionários corruptos, apostados em afundar este sector e justificar as mudanças exigidas, é considerado estéril e inoperante. Acentua-se aqui o fenómeno da corrupção, maleita natural do capitalismo e mola real do afundamento das sociedades democráticas e do avanço do neoliberalismo.
O que está em causa é a definição da sociedade que se quer construir: uma sociedade onde os detentores do capital explorem e dominem os trabalhadores, colocando-os em situações de autêntica escravidão, como acontecera outrora.
O facto é que nos últimos tempos  se assiste ao maior dos retrocessos nas condições mais humanas para que as sociedades caminharam e tentavam caminhar.
O neoliberalismo aqui na Europa não está interessado numa retoma.
Os objectivos  perseguidos pelos governos europeus e organizações envolvidas (BCE, Comissão Europeia, Banca e grandes empresas) não visam uma retoma rápida nem a redução das assimetrias da zona Euro e da EU.
Para eles o essencial é evitar um novo “crash” provavelmente superior ao de 2008.E para isso não hesitam em aumentar a precaridade dos trabalhadores, o  desemprego desenfreado, o empobrecimento vertiginoso, a diminuição drástica dos salários e das reformas.
Utilizam de forma exímia as disparidades entre trabalhadores de diferentes países da EU, entre os do norte e centro e os do sul, o que agrava ainda mais as disparidades já existentes dentro das fronteiras nacionais.
Torna-se imperioso desmontar as justificações dos inimigos do Estado Social.A manipulação nos “media”, encostados à Banca e às grandes empresas, é tenebrosa e visa captar apoios, ou no mínimo,  a passividade, dos cidadãos menos informados :
*Não há gorduras no Estado Social mas sim necessidade de uma melhor gestão, afastando o compadrio e a corrupção. Como se pode aceitar que haja por um lado despedimentos e por outro recrutamentos de “boys” com salários de 4.000 a 5.000 euros. ??? Falta um estudo sério de reestruturações sustentáveis e, sobretudo, de luta contra o amiguismo e a descarada perversão.
*”Queremos mais do Estado do que estamos a pagar” -como diz o governo. É uma falácia. A maioria dos portugueses tem poucas posses e já contribui acima das suas possibilidades. Falta verificar  se os verdadeiramente ricos correspondem à solidariedade que lhes é exigida e quem é que neste país é considerado “rico”. Se neste contexto europeu , quem ganhe mensalmente 2000 a 3.000 euros ilíquidos, é considerado “rico”, torna-se evidente a falta de seriedade da análise!
*Não é através de P.P.P.s (Parcerias Público Privadas) que se obtêm melhores resultados, como a prática o tem demonstrado na Saúde, na Educação, na Energia, nas Comunicações, nas Estradas,etc. Conseguem-se sim maiores encargos para o Estado e para o cidadão e os bolsos mais cheios para os corruptos intervenientes e para os novos donos privados.
*A crise da divida, suscitando esta ainda muitas incógnitas sobre os seus titulares e responsáveis, terá sido essencialmente provocada pela corrupção, evasão fiscal e por uma gestão danosa e com total ausência de políticas económicas, sociais, monetárias e fiscais comuns da Europa. Criar nos portugueses um sentimento de culpa “de quem viveu acima das suas possibilidades” é uma tentativa desonesta e insere-se numa propaganda de falsas verdades, de obscurantismo e de desinformação .
*”Não há dinheiro” -diz o governo. Mas este só o procura junto dos que não conseguem defender-se e dele (dinheiro) até são pouco detentores.Com uma outra política de emprego, gerando emprego gera-se dinheiro. Depois tem de se taxar devidamente valores que até hoje estão isentos ou são objecto de taxas mínimas (2):
-As mais-valias do desenvolvimento tecnológico (que criam desemprego) não podem ser objecto de taxação só sobre o Trabalho. As mais-valias resultantes da modernização terão de ser igualmente taxadas. Não pode uma fábrica contribuir para a Segurança Social com cerca de 20%, da riqueza que cria, e uma empresa de energia e electricidade contribuir apenas com 2%!
-A taxação de 0,25% sobre todas as transacções financeiras daria uma contribuição anual de cerca de três mil milhões de euros.
-Para além de continuarem à margem da fiscalidade os lucros das “especulações financeiras” deslocadas significativamente dos recursos da produção, cerca de 70% das empresas estarão isentas de taxas de mais-valias e  continuam a maioria dos “jogos on-line” por ser taxados.
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A luta pela defesa do Estado Social volta a estar cada vez mais na ordem do dia. Sabemos que em Portugal o Estado Social só chegou com o 25 de Abrl e nunca atingiu o patamar da generalidade dos países da Europa Ocidental.
Sabemos que a corrente neoliberal nunca dará viabilidade ao Estado Social.
Sabemos que a Democracia não é viável sem o Estado Social.
Democracia que há muito está sob o ataque dos agentes do grande Capital. Veja-se como a Constituição é posta em causa porque não permite que se realizem as medidas que (o Capital e os neoliberais) consideram essenciais ao seu projecto político.
Urge, assim, quanto antes afastar os neoliberais e as suas persistentes tentações de nos esmagarem. Não podemos desistir desta luta de sobrevivência em que estamos envolvidos.
Voltando ao caso premente do ataque aos reformados submetidos, pelo actual poder, a uma classe de cidadãos à parte, só pode constatar-se como é atacada e marginalizada uma significativa percentagem de portugueses que, com as suas pensões, tem sido amparo de parentes desempregados e de pais de recursos escassos. Que tendo vindo até aqui já a comparticipar nos custos da crise e é agora duplamente espoliada  de forma cruel e anti-democrática.
Não podem os reformados pensar que a sua luta será isolada da luta em geral dos portugueses: de desempregados ou com emprego precário, de públicos ou privados, de jovens ou com idade feita, enfim, de todos quantos a neoliberal e “troikeana” austeridade têm violentamente atingido. O que poderão, unidos na mesma luta, fazer mais de quatro milhões de cidadãos (ou seja, tendo como referência dois milhões de reformados e dois milhões de portugueses no limiar da pobreza)?O que poderão e que deverão fazer ???
Grisalhos” e “famintos”, todos com sede de justiça, perante a gravidade da ruinosa e traidora acção deste governo, poderão e deverão lutar individualmente nas suas organizações de classe profissional ou nas organizações de defesa dos seus direitos, mas não poderão esquecer que a luta é conjunta e é a mesma. É uma luta de sobrevivência em que estamos todos (os que sofrem) envolvidos e empenhados: acabar com esta política neoliberal e afastar os seus fautores. Há várias espécies de “guerras “para onde nos lançaram estes “experts” falhados, conduzindo-nos para uma inversão civilizacional (como disse Gomes Canotilho) e regresso a outra forma de escravatura.
Só acabando com a escravatura seremos livres e teremos paz. A.Lincoln sabia disso há 150 anos.
Só acabando com este governo e com a sua vergonhosa política acabará o ataque à esmagadora maioria dos cidadãos e respectivas  famílias. e, concomitantemente, cessará o mais violento ataque, de que há memória, aos aposentados, pensionistas e reformados .
Manuel Duran Clemente                                                                               Fev.2013
(Escrito de acordo com a antiga ortografia)
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(1)«Após a eclosão da Segunda Guerra Mundial, as ideias económicas de John Keynes foram adoptadas pelas principais potências económicas do Ocidente. Durante as décadas de 1950 e 1960, o sucesso da economia keynesiana foi tão retumbante que quase todos os governos capitalistas adoptaram as suas recomendações.
A influência de Keynes na política económica declinou na década de 1970, parcialmente como resultado de problemas que começaram a afligir as economias americana e inglesa no início da década (como a Crise do Petróleo) e também devido às críticas de Milton Friedman e outros economistas neoliberais pessimistas em relação à capacidade do Estado de regular o ciclo económico com políticas fiscais. Entretanto, o advento da crise económica global do final da década de 2000 causou um ressurgimento do pensamento keynesiano. A economia keynesiana forneceu a base teórica para os planos do presidente  Barack Obama, e do primeiro-ministro britânico Gordon Brown e de outros líderes mundiais para aliviar os efeitos da recessão.»(*Nota da Wikipédia)
                 (2)Alguns dados foram obtidos do “Fórum Cidadania pelo Estado Social” promovido pela Associação 25 de Abril,CES-Univ.de Coimbra, CICS/Univ.do Minho, IGOT-Univ.de Lisboa e SOCIUS-Univ.Tecn.de Lisboa  realizado na Fundação Gulbenkian em19 de Novembro de 2012.


Associação Conquistas da Revolução, na Sessão de Solidariedade com a Revolução Bolivariana


Carta lida por Beatriz Nunes, em representação da Direcção da Associação Conquistas da Revolução, na Sessão de Solidariedade com a Revolução Bolivariana 


Hugo Chavez em carta a Vasco Gonçalves

"A Revolução de Abril vive na victória da Revolução Bolivariana"

do Presidente Hugo Chavez Frias



Senhor General e amigo fraterno

Receba uma saudação fraterna e revolucionária. Desde que li a sua bela e solidaria saudação ao II Encontro Mundial de Solidariedade com a Revolução Bolivariana, impus-me o dever, o grato dever, esclareço, de lhe escrever umas linhas para agradecer esse gesto que me comove por vir de quem vem, gesto comovedor, sublinho, próprio do soldado da dignidade e do revolucionário consequente que o senhor sempre foi e é.

Cumprem-se hoje, 25 de Abril, trinta anos sobre a Revolução dos Cravos da qual foi um dos lideres fundamentais. Assim como no 13 de Abril de 2002 a unidade cívico-militar pôs termo a uma brevíssima ditadura patronal que pretendia implantar-se para assassinar um processo em que a participação e o protagonismo popular colocaram a pátria de Simón Bolívar no caminho da segunda independência nacional, no 25 de Abril de 1974 a união entre o Povo e as Forças Armadas de Portugal varreu do cenário o regime salazarista, a ditadura mais longa da Europa, pondo fim a tantos anos de opressão e, também, a tantos anos de guerra colonial no Ultramar, empreendida contra a vontade da imensa maioria dos portugueses.

O glorioso 13 de Abril é filho do não menos glorioso 25 de Abril. Nestas duas datas históricas os verdadeiros soldados das nossas duas pátrias converteram-se junto ao povo nos seus libertadores.

A ninguém pode apagar-se da memória aquela imagem dos soldados marchando pelas ruas de Lisboa, levando cravos na boca dos fuzis como símbolo da sua recusa a participar na guerra colonial e como a mais formosa expressão da sua identificação com a causa do povo.
Quero citar umas palavras suas que sintetizam com clareza e lucidez o que foi aquela genuína experiência revolucionária que Portugal viveu entre 1974 e 1975. Palavras que são um testemunho inestimável porque provêm de quem exerceu a mais alta responsabilidade como Primeiro Ministro naquela época:
A Revolução de Abril foi a mais profunda e a mais popular das revoluções portuguesas. Trouxe ao povo português, às classes mais desfavorecidas, as maiores conquistas da sua história de mais de oito séculos.
A Revolução de Abril vive na victória da Revolução Bolivariana porque a primeira constitui um precedente do que podem realizar o povo e os seus soldados quando se unem. Dela emana um exemplo para o mundo.

Para finalizar, General Vasco Gonçalves, quero que saiba que seria uma honra se nos visitasse em breve. A pátria de Bolívar é e será sempre a sua casa. Receba um forte abraço impregnado de fervor revolucionário. Fraternalmente, com um profundo sentimento de solidariedade revolucionária, meu general.

Hugo Chavez Frias

In Vasco Sempre




MELHORAR OU DESMANTELAR A TELEVISÃO PÚBLICA


Comunicação feita no debate subordinado ao tema "Privatização da RTP ou Serviço Público"? Realizado em 30 de Janeiro, na Casa da Imprensa e promovido pela Comissão para Defesa da Liberdade e da Democracia, pelo professor universitário José Rebelo.


MELHORAR OU DESMANTELAR A TELEVISÃO PÚBLICA


São, fundamentalmente, três as razões que estão na base da decisão do governo adiando qualquer projecto de privatização, no todo ou em parte, da empresa RTP-SA:
  1. A mobilização da opinião pública;
  2. As divergências entre os dois partidos da coligação;
  3. A pressão dos operadores privados.
Com efeito, e apesar de todas as críticas legítimas que se possam fazer quanto à qualidade dos conteúdos difundidos pelos canais de televisão, uma coisa é certa: a RTP goza de credibilidade junto da opinião pública que receia as consequências de uma televisão colocada ao serviço exclusivo de interesses privados. Os estudos já realizados a este propósito demonstram-no sem margem para dúvidas.
Por outro lado, e em diversas ocasiões, o CDS manifestou, relativamente à propriedade e à estrutura de um meio de comunicação social de tamanha importância na configuração do espaço público, como é a televisão, uma atitude de alguma prudência, no sentido de moderar o ultraliberalismo desenfreado do PSD.
Por fim, dificilmente o governo poderia contrariar lobbies com a força e a capacidade de influência como aqueles em que assentam a Impresa e a Media Capital. Não vale a pena insistir na debilitada situação financeira em que se encontram estes dois grupos multimédia e as consequências que, para eles, adviriam da entrada no mercado da publicidade, já de si em crise, de um outro operador ainda por cima mais aguerrido do que a RTP.
O adiamento da decisão não é motivo, contudo para se cantar vitória. Antes pelo contrário. O adiamento deverá ser aproveitado para um recrudescimento das iniciativas, pessoais e colectivas em favor de um serviço público de rádio e de televisão prestado por uma empresa pública.
E isto porquê?
Porque os riscos que pesam sobre o futuro da empresa RTP SA não diminuíram.
Que riscos?
A hipótese da eliminação da empresa pública e da entrega a privados da prestação de serviço público (no fundo a “solução apresentada por António Borges no Verão passado) parece afastada porque claramente constitucional. E não se descortina a possibilidade de se vir a constituir uma maioria parlamentar qualificada susceptível de alterar esse ponto da Constituição.
A hipótese de privatização de um dos canais de televisão também se afigura como dificilmente exequível. Passando em revista os potenciais interessados, o que é que se verifica? Verifica-se que a Ongoing, por razões pessoais e empresariais, parece mais virada para o reforço das suas posições no interior da Impresa e, a prazo, para o controlo da mesma (vejam-se as lutas fratricidas que se têm travado entre Francisco Pinto Balsemão e Nuno Vasconcelos). É pouco crível que capitais angolanos, directamente através da Newshold ou indirectamente através da Cofina, se lancem numa guerra em que, por um lado, se confrontariam com poderosos grupos financeiros com os quais procuram, isso sim, negociar discretamente e, por outro lado, agitariam largos sectores da opinião pública sem que, daí, lhes adviessem quaisquer vantagens. Não deixa de ser sintomática a pressa com que Isabel dos Santos desmentiu eventuais interesses na RTP.
São igualmente pouco críveis rumores que circularam há alguns meses, associando a venda de um canal da RTP ao grupo FOX de Rupert Murdoch que, assim, tentaria entrar no espaço lusófono. Seria ignorar as fortes medidas proteccionistas tomadas, neste domínio, por brasileiros e angolanos.
Portanto, nem dissolução da empresa nem venda de canais.
Resta uma terceira hipótese: a da progressiva atrofia da empresa que, num prazo relativamente curto, ficaria limitada ao exercício de uma função meramente residual.
Hipótese bem provável, esta.
Alguns sinais apontam, de facto, neste sentido.
  1. O anúncio do fim das emissões em onda curta. Estas emissões foram, formalmente, suspensas em 2011. A título provisório, declarou o presidente do Conselho de Administração de então quando interpelado, a esse respeito, pelo Conselho de Opinião da RTP. Só após uma avaliação dos efeitos da suspensão se tomaria uma decisão definitiva, acrescentou Guilherme Costa. Agora, que o ministro da tutela decide acabar com as referidas emissões, há lugar para perguntar se a referida avaliação foi efectuada e, no caso afirmativo, quais os resultados apurados.
  2. O anúncio do despedimento de 600 trabalhadores.
  3. O anúncio da entrega da gestão dos Centros regionais da Madeira e dos Açores aos respectivos governos regionais.
  4. O anúncio da eliminação de diversas delegações.
  5. O anúncio de que 2013 será o último ano em que a empresa beneficiará da indemnização compensatória prevista no contrato de concessão.
É ainda o ministro da tutela quem esclarece: a partir de 2014 a RTP contará, apenas, com as receitas da publicidade (6 minutos por hora) e com a contribuição para o audiovisual que é cobrada na factura da electricidade: a CAV
Mas nada impede o governo de descer o valor dessa contribuição. Uma decisão que seria, aliás, bem acolhida:
  1. Pela opinião pública que veria baixar o montante a pagar mensalmente.
  2. Pela opinião publicada que se insurge contra uma taxa injusta porque igual para ricos e para pobres.
Menos dinheiro. Cada vez menos dinheiro. Logo restrições e mais restrições ao nível dos conteúdos programados. Logo redução contínua dos shares que, actualmente, já oscilam em torno dos 11%.
Descida dos shares igual a descida das receitas da publicidade.
E assim, quase imperceptivelmente, chegaríamos a uma televisão completamente descapitalizada convertida numa espécie de tele-escola de segunda categoria e comercialmente irrelevante.
E assim seriam protegidos os negócios que se desenvolvem na área.
E assim cumprir-se-ia uma das posições ideológicas repetidamente afirmadas, em particular no âmbito do PSD: a de um Estado mínimo limitado à execução de tarefas burocráticas e à margem das grandes questões como, por exemplo, a questão da comunicação social.
Mas, defender o serviço público de televisão não significa, obviamente, estar de acordo com tudo o que se faz na televisão pública.
Urge rever a grelha de programas conferindo-lhe maior qualidade e maior diversidade nos termos consagrados, aliás, em múltiplas disposições legais.
Urge rever a RTPi mas não no sentido de a transformar numa espécie de porta-voz da política portuguesa em matéria de negócios estrangeiros.
Urge definir com rigor o público-alvo da RTP África. Os portugueses que se deslocam para os países africanos de língua portuguesa? Os habitantes desses países africanos de língua portuguesa? Os imigrantes africanos em Portugal? E é a partir de tal definição que deverá ser construída a grelha de programas.
Urge melhorar, sim. Urge transformar, sim. Mas nunca para desmantelar.

JOSÉ REBELO

Associação Conquistas da Revolução confraterniza em Setúbal






Associação Conquistas da Revolução
confraterniza em Setúbal


Uma vez mais na Península de Setúbal a nossa Associação leva a cabo um jantar de confraternização na

terça-feira, 19 de Fevereiro,
pelas 20.00 horas,

desta vez em Setúbal, no “Restaurante Egas” (Rua Gonçalo de Abreu, nºs 26-30, junto ao Apeadeiro do Quebedo. Telemóvel 965172979).

Nele participará o Capitão de Abril Manuel Begonha, Presidente da Associação.

Havendo um momento cultural, não se perderá a oportunidade de recensear propostas de actividade de iniciativa local, ao longo de 2013.

CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO




Liberdade de expressão e de pensamento sob qualquer forma

Liberdade de manifestação

Liberdade de reunião e associação

Liberdade de organização politica

Liberdade sindical

Salário mínimo nacional

Igualdade de direitos

Eleições livres

Direito de votar com mais de 18 anos

Direito à justiça

Independência e dignificação do poder judicial
Direito à educação

Direito à cultura

Direito à habitação

Direito ao trabalho

Direito à reforma

Direito à saúde

Direito à greve

Controlo operário

Nacionalizações

Reforma agrária

Poder local democrático

Politica económica democrática e estratégia anti-monopolista

Politica social essencialmente na defesa dos interesses da classe trabalhadora

Aumento da qualidade da vida de todos os portugueses

Lei do arrendamento rural e dos baldios

Fim da guerra colonial

Politica externa orientada pelos princípios da independência e da igualdade entre os estados, na não ingerência nos assuntos internos dos outros países e da defesa da paz

Participação dos portugueses na vida pública nacional garantindo, pelo seu trabalho e convivência pacífica, qualquer que seja a posição social que ocupem, as condições necessárias à definição, de uma política que conduza à solução dos problemas nacionais e à harmonia, progresso e justiça social indispensáveis ao saneamento da vida pública e à obtenção do lugar a que Portugal tem direito entre as Nações.

Nota da Associação Conquistas da Revolução





Uns dias após ter promulgado o inconstitucional Orçamento do Estado para 2013, o Presidente da República voltou à carga e deu luz verde à investida – igualmente violadora da Lei Fundamental do País - contra o Poder Local Democrático, desencadeada pelo Governo Passos/Portas.
Com a promulgação desse tenebroso acto de terrorismo social que é o OE/2013, Cavaco Silva associou-se à declaração de guerra feita pelo Governo aos interesses dos trabalhadores, do povo e de Portugal - uma declaração de guerra que conduzirá ao agravamento da já grave situação da maioria dos portugueses e irá condenar um número crescente de cidadãos à pobreza, à miséria e à fome.
Ao dar luz verde à ofensiva contra essa importante conquista da Revolução que é o Poder Local Democrático, o Presidente da República deu novo passo em frente na escalada contra o Portugal de Abril.
Surdo aos protestos e exigências das populações que, em expressivas manifestações, duas delas de âmbito nacional, vieram à rua bater-se contra a extinção das suas freguesias, Cavaco Silva mostrou estar de ouvidos bem abertos aos apelos da ofensiva contra-revolucionária que, no seu ódio a Abril, empurra Portugal para uma situação que cada vez mais nos traz à memória o regime fascista que explorou e oprimiu os portugueses durante quase meio século.
A liquidação das mais de mil freguesias, à qual o Presidente da República deu o seu aval, constitui mais um brutal atentado aos ideais e valores de Abril e ao Portugal democrático nascido da Revolução dos Cravos.
Acresce que a inconstitucional decisão tomada pelo Governo e apoiada por Cavaco Silva ocorre quando as eleições autárquicas, a realizar este ano, estão já na ordem do dia e são, já, tarefa prioritária não apenas para os partidos políticos mas também para milhares e milhares de cidadãos apartidários que, sob diversas formas, integrarão as listas que hão-de concorrer ao acto eleitoral.
Estará o Presidente da República em condições de assegurar que a instalação do novo mapa de freguesias imposto pelo Governo se processará em moldes a garantir que as eleições decorram de acordo com as exigências democráticas imposta pela Constituição? Ou, como de costume, sabendo antecipadamente que isso não vai acontecer, limita-se a deixar os seus tradicionais «alertas», para depois sacudir a água do capote com o recurso ao seu igualmente tradicional «eu bem avisei»?

Importa registar que, no acto de posse do cargo que ocupa, o Presidente da República jurou, pela sua honra, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa – e que, de então para cá, no desempenho desse cargo, não a cumpriu nem a fez cumprir.
Assim, optando pela prática de mandar às urtigas a sua honra e o juramento feito em nome dela, o Presidente da República colocou-se fora da Lei Fundamental do País.
Tudo isto impõe aos trabalhadores e às populações a incontornável tarefa de combaterem com todas as suas forças - e derrotarem - a política de direita que há mais de trinta e seis anos vem afundando Portugal e liquidando Abril e as suas conquistas.
E de, nesse combate, empunharem bem alto a bandeira de luta e de Abril que é a Constituição da República Portuguesa

PLANO DE ACTIVIDADES E ORÇAMENTO PARA 2013


       ASSOCIAÇÃO CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO
                                             
           PLANO DE ACTIVIDADES E ORÇAMENTO PARA 2013

No prosseguimento das iniciativas levadas a cabo no corrente ano de 2012, no sentido de cumprir os objectivos estatutários e o seu programa eleitoral “Pela defesa das Conquistas da Revolução”,a Direcção vem agora submeter à aprovação, da Assembleia Geral da Associação Conquistas da Revolução, o “ Plano de Actividades e Orçamento para 2013.

                                 PLANO DE ACTIVIDADES PARA 2013

1.Conforme consta do nosso compromisso expresso no programa eleitoral era,e continua a ser, nosso objectivo, para o triénio 2012-2014, além de zelar pelo cumprimento dos estatutos da ACR, promover e organizar iniciativas em qualidade e quantidade e dar resposta, em todo o momento, às propostas que satisfaçam a concretização do objecto fulcral da Associação: a defesa das Conquistas da Revolução.
Perante a maior ofensiva de que há memória desencadeada contra os trabalhadores e o povo português, no pós 25 de Abril, torna-se urgente cerrar fileiras em defesa das Conquistas da Revolução iniciadas naquela data, concretizadas pelo povo português nos governos provisórios presididos por Vasco Gonçalves, em consonância com a aliança POVO/MFA,e consagradas na Constituição da República Portuguesa de 1976.
Assim as linhas gerais essenciais dos nossos planos de actividades anuais, reflectindo o nosso programa eleitoral, são as que possam conduzir a ACR e todos os seus associados a prosseguirem a exaltação e a estoica defesa dessas conquistas. Por isso constituía, e continua a constituir, preocupação central da nossa actividade o compromisso de promover todas as acções que forem achadas convenientes, tendo em vista a realização do objecto da Associação:

- assegurando a nossa participação  nas manifestações comemorativas das grandes datas dos trabalhadores e do povo português, designadamente o 25 de Abril e o lº de Maio, bem como em todas as acções de massas inequivocamente em defesa dos trabalhadores, do povo e de Abril e bem assim tomar a iniciativa de comemorar outras datas que estejam ligadas à Revolução de Abril e às suas figuras mais destacadas, quer militares quer civis,

 - criando núcleos pelo menos em todas as capitais de distrito e incentivar e apoiar a sua actividade,

 - organizando, por iniciativa própria ou em colaboração com outras entidades nacionais ou estrangeiras, conferências, colóquios, seminários e outros eventos de natureza cultural relacionadas com a Revolução de Abril e com a situação política em Portugal e no mundo,

 - publicando sob seu patrocínio ou contribuindo para a publicação de boletins e ou outro tipos de comunicação, designadamente em artigos de revistas e jornais,

  - divulgando, fazendo chegar ao maior número possível de pessoas, particularmente dos jovens, as conquistas da Revolução, o seu significado e as transformações positivas delas resultantes para Portugal, para a democracia, para os portugueses,

   - mantendo um contacto regular com todos os associados, dando-lhes a    conhecer a actividade da ACR e mobilizando-os para as iniciativas levadas a cabo,

 - divulgando o blogue da ACR [ conquistasdarevolucao.blogspot.com],

 - estabelecendo relações com outras estruturas associativas.          

Decorre, entretanto, de deliberação da Assembleia Geral de 13 de Dezembro de 2012, sobre o significado da passagem, em 2014, do 40º aniversário do 25 de Abril, ter sido aprovada por unanimidade a moção que propôs mandatar a direcção duma iniciativa especial e relacionada com aquela efeméride. Tal iniciativa será a elaboração, até meados do ano de 2013, dum “Programa das Comemorações desse aniversário” e que desse programa conste a realização de sessões comemorativas em todos os distritos do país e que ele inclua a realização de um «Congresso da Revolução de Abril». Deverá este programa ser submetido à aprovação da Assembleia Geral. Tendo o mandato sido aceite pela direcção vai, por imperativo, tornar-se numa das acções  deste Plano de Actividades .

3.Após o  que se expôs e onde se dá relevo aos conteúdos de compromisso que formatam o nosso plano de actividades para 2013 , podemos destacar  as seguintes acções pontuais:

3.1-Iniciativas previstas:

a)- Em Março realizar uma sessão pública sobre a Constituição Portuguesa;

b)- Em Abril realizar, em Lisboa, uma sessão pública sobre o comandante Ramiro Correia e as Campanhas de Dinamização Cultural ligadas ao 25 de Abril e às Conquistas da Revolução;

c)-Participar em iniciativas das comemorações do 39º Aniversário do 25 de Abril, nomeadamente, na Comissão Organizadora das suas Comemorações Oficiais e Populares e ainda das comemorações do 1º de Maio e de outras datas significativas;

d)-Realizar sessões de esclarecimento e de divulgação em escolas, colectividades ou outras instituições para além de realizar conferências, colóquios e seminários de sua iniciativa  e de tomar parte nos quais a ACR seja convidada;

              e)-Em 11 de Junho realizar a Romagem à campa do General Vasco Gonçalves;

f)-Em 18 de Junho comemorar o Aniversário da Associação evocando o 25 de Abril e as Conquistas da Revolução;

g)-Apresentar o Programa de Comemorações do 40º aniversário do 25 de Abril para ser submetido a aprovação da A.G. de Novembro;

h)-No mês de Outubro realizar uma iniciativa comemorativa do nascimento de Álvaro Cunhal;

i)-Diversas iniciativas preparadas com núcleos de associados na perspectiva da criação de delegações regionais no país;

j)-Considerar a evocação de figuras militares e civis ligadas à revolução de Abril;

               k)-Prosseguir os esforços para encontrar uma sede para a Associação.

3.2-Iniciativas estatutárias:

a)-Em Março realizar a Assembleia Geral ordinária para apresentação, discussão e aprovação do Relatório e Contas do exercício do ano de dois mil e doze;

b)-Em Novembro realizar a Assembleia Geral ordinária para apresentação, discussão e aprovação do Plano de Actividades e Orçamento para dois mil e catorze.
                

                                 ORÇAMENTO PARA 2013

Ainda numa fase de organização inicial e com menos de um ano decorrido para acertar procedimentos com vista à cobrança de receitas e à adesão de associados a proposta de Orçamento apresenta-se de forma muito simplificada. Procurou-se fazer uma especialização mais abrangente das receitas e despesas por uma questão de maior facilidade de registos e cumprimento das regras contabilísticas. As previsões têm naturalmente algum carácter aleatório por recaírem sobre um período ainda muito curto e particular do inicio da actividade da Associação.

1.Receitas
                a)Recebido de quotas dos associados ----- 7.500,00 Euros

                    b)Donativos --------------------------------- 2.000,00  Euros

                                                                             9.500,00 Euros
                                                                                                                                        
2.Despesas
                    a)Iniciativas…………..................... 7.000,00 Euros

                    b)Convocatórias……………............... 1.000,00 Euros

                    c)Gestão e Contabilidade….....…….     500,00 Euros

                    d)Despesas gerais de funcionamento…... 1.000,00 Euros

                                                                                 9.500,00 Euros
                                                                                                                                          
A DIRECÇÃO     15.11.2012

 Aprovados em 13 de Dezembro de 2012 pela Assembleia Geral após parecer favorável do Conselho Fiscal.

ACTA Nº 2 DA ASSEMBLEIA GERAL


Aos treze dias do mês de Dezembro reuniu, em segunda convocatória, a Assembleia Geral Ordinária da Associação Conquistas da Revolução na sua actual sede. A mesa que presidiu aos trabalhos, nas ausências justificadas do seu Presidente e seu Secretário, era composta pelo seu Vice-Presidente, Henrique Arantes Lopes de Mendonça que a esta presidiu e nos termos estatutários foi acompanhado dos dois associados, autorizados pela Assembleia, Ana Nunes Neves e  Manuel Gonçalves de Carvalho.
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Eram 18:30 horas quando o presidente abriu a sessão. Presentes 56 (cinquenta e seis) associados conforme registo no livro de presenças.
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O presidente informou que as convocatórias foram expedidas, nos termos estatutários, pelo correio e que na mesma convocatória se encontravam os endereços electrónicos do correio e do blog. Informou ainda que todos os documentos que constam da ordem de trabalhos foram publicados em tempo de serem consultados. Pediu desculpa pelo facto dos mesmo documentos não terem sido enviados com a convocatória justificando a carência financeira. Informou que no inicio da reunião tinha sido entregue à mesa uma moção por José Casanova e que esta seria  discutida e votada em momento oportuno.
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Fez a leitura dos pontos que constam da ordem de trabalhos e pediu aos presentes para informarem se havia alguma objecção.
Como nenhum dos consócios presentes se pronunciou ficou em vigor a ordem de trabalhos da convocatória:
Ponto 1 Apreciar e deliberar sobre o Plano de Actividades e Orçamento para 2013;
Ponto 2 Ratificar o Regulamento Eleitoral, em conformidade com a alínea d) do Art. 18º dos Estatutos;
Ponto 3 Ratificar o Regulamento Interno, em conformidade com a alínea d) do Art. 18º dos Estatutos.
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Para introdução ao Ponto1 -Plano de Actividades e Orçamento para 2013-foi dada a palavra ao presidente da direcção………………………………………………………………………………………………….
Manuel Begonha, presidente da direcção, fez uma breve síntese da história da associação e uma síntese dos documentos em apreço. No que respeita ao plano de actividades deu especial destaque às datas das iniciativas já agendadas (Março: sessão publica sobre a constituição portuguesa; Abril: sessão pública em Lisboa sobre o comandante Ramiro Correia e as campanhas de dinamização cultural; participação nas comemorações do 39º aniversário do 25 de abril - oficiais e populares; sessões de esclarecimento em escolas e outras entidades para as quais a associação seja convidada; 11 de Junho: romagem à campa do general Vasco Gonçalves; 18 de Junho: comemorar o aniversário da associação evocando o 25 de Abril e as conquistas da revolução; Outubro: iniciativa comemorativa do nascimento de Álvaro Cunhal; diversas iniciativas preparadas pelos núcleos; evocação de figuras militares ligadas à Revolução de Abril, em data a estabelecer); às reuniões estatutárias e aos esforços para encontrar uma sede para a associação. Em relação ao orçamento informou que se prevê uma receita e uma despesa equivalente de 9500 (nove mil e quinhentos) euros.
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Dada a palavra aos associados intervieram os consócios: Marques Alves, Manuel Figueiredo, Manuela Pontes Sousa, Sousa Santos, José Figueiredo, Diamantino Torres, Matos Serra. Das suas intervenções ressaltam-se pontos como: dar prioridade à criação de uma delegação no Porto, participação nas comemorações do 1º de Maio, participação em todas as iniciativas relacionadas com a perda das conquistas da revolução, marcação das iniciativas da associação por forma a não colidirem com outras já agendadas, englobar nas despesas gerais de funcionamento a previsão dos gastos com a nova sede, porque a alínea d) é muito restrita,deve ser explicitado o empenhamento da associação no sentido de dar a conhecer  e os seus objectivos quer em escolas quer em colectividades e outros organismos, esforço junto da comunicação social no sentido de não deixar esquecer o que foi o 25 de Abril e as conquistas da revolução, tornar mais abrangente a actividade da associação evitando a restringir apenas a datas, procurar levar a cabo pelo menos uma iniciativa em cada capital de distrito.
Não havendo mais inscrições foi dada a palavra à direcção para responder às questões levantadas.
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O presidente da direcção respondeu às questões levantadas informando da preocupação da direcção em pôr a funcionar núcleos regionais, das actividades já agendadas para o Porto, Coimbra, Santarém, Couço, Setúbal e no Algarve, da forma como a associação tem participado e solidarizado em iniciativas e lutas. Apelou aos associados para se disponibilizarem a darem o seu contributo na participação em grupos de trabalho. Salientou as dificuldades em se sensibilizar a juventude, bem como a comunicação social. Informou da intenção de se fazer um boletim bimestral para se fazer chegar aos associados as actividades da associação, realizadas e agendadas. Sobre a nossa participação em iniciativas resumiu a actividade desenvolvida e a sobrecarga que tem recaído, principalmente nas alturas do 25 de Abril, em cima dos militares  associados. Explicou o facto do 25 de Abril ter ficado muito associado aos militares, principalmente aos oficiais, o que considera errado. Evocou a organização civil já existente antes dessa data claramente demonstrada na colaboração dada às campanhas de dinamização cultural. Referenciou a ideia da direcção em fazer um desdobrável com as conquistas da revolução e da maquetagem de um biombo para serem utilizados nas iniciativas onde participamos. Referiu da importância de constar no programa referência ao 1º de Maio. Deu informação sobre a complexidade de se conseguir uma sede.
Depois desta informação intervieram mais dois associados, Marques Alves e António Várzea. Um voltando a insistir na proactividade da associação o outro oferecendo a sua disponibilidade para contatar com alguns órgãos da comunicação social.
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O presidente da mesa agradeceu a participação de todos os intervenientes, informou que tinha sido tomada boa nota de todas as sugestões e que elas iriam ser contempladas no enriquecimento do plano de actividades para 2013 (dois mil e treze).
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Nesta altura o presidente da mesa leu a moção que tinha sido entregue. Esta moção, depois de considerandos sobre o significado da passagem, em 2014, do 40º aniversário do 25 de Abril, propõe que a Assembleia mandate a direcção  para elaborar um “Programa das Comemorações desse aniversário” e que desse programa conste a realização de sessões comemorativas em todos os distritos do país e que ele inclua a realização de um «Congresso da Revolução de Abril». O programa deverá ser submetido à aprovação da Assembleia Geral. Posta  à votação foi a mesma aprovada por unanimidade.
Esta moção (no seu texto integral) faz parte dos anexos a esta acta. O seu conteúdo será adaptado para fazer parte integrante do plano de actividades.
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Procedeu-se à leitura da acta do conselho fiscal onde este emite parecer favorável sobre as propostas do orçamento e regulamentos.
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Antes de ser posto à votação o plano de actividades foi pedido um voto de confiança à direcção na introdução das recomendações e alterações sugeridas.
Não tendo havido objecções foi posto à votação o plano de actividades tendo o mesmo sido aprovado por unanimidade.
Posto à votação o orçamento foi o mesmo aprovado por unanimidade.
Estavam presentes na sala 56 (cinquenta e seis) associados.

Passou-se ao Ponto 2 - Ratificação do Regulamento Eleitoral - O vogal Duran Clemente, no uso da palavra que lhe foi conferida pelo presidente da direcção, referiu que o regulamento eleitoral já tinha sido elaborado pela comissão instaladora,com a competência que lhe fora dada pela Assembleia Geral Constitutiva  e posto em prática no primeiro acto eleitoral que então se iria realizar. Informa que a direcção propõe que agora seja retirado o artigo 12º (décimo segundo),”Primeiro Acto Eleitoral”, por ineficaz, a partir de então. Em consequência os actuais artigos 13º (décimo terceiro) e 14º (décimo quarto) passarão a 12º (décimo segundo) e a 13º (décimo terceiro) e que este último passasse a ter a redacção seguinte “Este regulamento, após aprovação em assembleia geral, entra imediatamente em vigor”. No período de discussão o consócio Manuel Esteves propôs que no processo de candidatura constar uma declaração de cada um dos candidatos informando que aceitam fazer parte da lista. A direcção aceitou que no número 2 (dois) do artigo 4º (quarto) seja acrescido dos termos agora sugeridos pelo consócio.
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Este documento, com as alterações e propostas mencionadas e com o voto de confiança para a direcção redigi-las foi aprovado por unanimidade.
Estavam na sala 53 (cinquenta e três) associados.
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No Ponto 3 - Ratificação do Regulamento Interno - O vogal Modesto Navarro, no uso da palavra que lhe foi conferida pelo presidente da direcção, referiu que no artigo 4º (quarto) há uma gralha de português propondo a sua emenda e no final deste artigo propõe acrescentar a frase “no mínimo quinzenal” e deu explicações em relação à forma e ao conteúdo do regulamento. Propôs ainda uma alteração sobre o início do nº2(dois) do artigo 5º(quinto) no que refere à constituição e funcionamento dos grupos de trabalho, “Estes grupos de trabalho são constituídos por membros da direcção responsabilizados pelos pelouros e por associados membros dos órgãos sociais que trabalhem mais directamente ligados à direcção…. apesar de uma certa autonomia estes grupos de trabalho reportam à direcção de onde emanam as respectivas orientações e a aprovação das suas acções”. Posto à discussão já com a inclusão das alterações enunciadas pelo vogal Modesto Navarro interveio o consócio Alberto Pereira Ramos que fez referência à redundância da frase que se segue à palavra “extraordinárias” escrita no nº1 (um) do artigo 4º (quarto).
O regulamento, com as alterações e propostas mencionadas e com o voto de confiança para a direcção redigi-las foi aprovado por unanimidade.
Estavam na sala 53 (cinquenta e três) associados.
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E nada mais havendo a tratar foi encerrada a reunião, eram 20:00 horas, e dela foi lavrada acta que vai ser assinada por quem presidiu e pelos dois consócios que fizeram parte da mesa.


Henrique Arantes Lopes de Mendonça


Ana Nunes Neves


Manuel Gonçalves de Carvalho